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O insucesso dos progenitores: qual o impacto na intenção empreendedora?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O interesse pela pesquisa da intenção empreendedora tem aumentado, contudo pouca informação considera o papel que os familiares empresários exercem no incentivo às futuras inclinações empresariais dos jovens, e em particular, os seus fracassos. Admitindo estas falhas, o objetivo central da presente investigação é abordar a problemática relacionada com a vergonha da falência sob o olhar dos familiares daqueles que fracassaram e as resultantes decisões empreendedoras, e consequentemente, examinar quais os antecedentes que influenciam a intenção empreendedora. Investigar esta questão é importante, pois o fracasso causa intensos custos psicológicos, como a vergonha indireta, e consequentemente, esse custo pode inibir comportamentos empreendedores nos familiares. Este estudo foi aplicado aos estudantes dos cursos profissionais das Escolas de Hotelaria e Turismo de Portugal, por meio de um inquérito por questionário via-online, e os resultados exibem que o insucesso empresarial não provoca vergonha alheia, visto que os mesmos não consideram este fracasso como relevante para a sua futura decisão de criar um negócio. Sendo assim, o fracasso é visto como um elemento habitual do processo empreendedor. Com este desfecho, os jovens possuem a capacidade de ultrapassar facilmente as adversidades referentes às suas ambições profissionais. Visto que o fracasso não se tornou um evento traumático para os membros da família, estes não vivenciaram fortes emoções negativas através das experiências dos pais e/ou dos familiares e consequentemente não tiveram necessidade de inibir comportamentos empreendedores. Tal resultado deve-se à respetiva atitude resiliente vivenciada, uma vez que estes indivíduos não são alvos do efeito inibidor do receio de falhar. Foi possível, de igual modo, constatar que a exequibilidade é o principal preditor da intenção empreendedora e que as emoções positivas antecipadas possuem igualmente um papel motivacional no processo alusivo às intenções empreendedoras.
Autores principais:Silva, Telma Patrícia Gomes da
Assunto:Intenção empreendedora Falência
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O interesse pela pesquisa da intenção empreendedora tem aumentado, contudo pouca informação considera o papel que os familiares empresários exercem no incentivo às futuras inclinações empresariais dos jovens, e em particular, os seus fracassos. Admitindo estas falhas, o objetivo central da presente investigação é abordar a problemática relacionada com a vergonha da falência sob o olhar dos familiares daqueles que fracassaram e as resultantes decisões empreendedoras, e consequentemente, examinar quais os antecedentes que influenciam a intenção empreendedora. Investigar esta questão é importante, pois o fracasso causa intensos custos psicológicos, como a vergonha indireta, e consequentemente, esse custo pode inibir comportamentos empreendedores nos familiares. Este estudo foi aplicado aos estudantes dos cursos profissionais das Escolas de Hotelaria e Turismo de Portugal, por meio de um inquérito por questionário via-online, e os resultados exibem que o insucesso empresarial não provoca vergonha alheia, visto que os mesmos não consideram este fracasso como relevante para a sua futura decisão de criar um negócio. Sendo assim, o fracasso é visto como um elemento habitual do processo empreendedor. Com este desfecho, os jovens possuem a capacidade de ultrapassar facilmente as adversidades referentes às suas ambições profissionais. Visto que o fracasso não se tornou um evento traumático para os membros da família, estes não vivenciaram fortes emoções negativas através das experiências dos pais e/ou dos familiares e consequentemente não tiveram necessidade de inibir comportamentos empreendedores. Tal resultado deve-se à respetiva atitude resiliente vivenciada, uma vez que estes indivíduos não são alvos do efeito inibidor do receio de falhar. Foi possível, de igual modo, constatar que a exequibilidade é o principal preditor da intenção empreendedora e que as emoções positivas antecipadas possuem igualmente um papel motivacional no processo alusivo às intenções empreendedoras.