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Biofortificação em selénio de cogumelos shiitake (Lentinula edodes) cultivados em resíduos agroflorestais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O cogumelo shiitake, Lentinula edodes (Berk.) Pegler, é um dos fungos com maior relevância a nível comercial no mundo, sendo apreciado pelas suas características organoléticas e nutricionais que proporcionam benefícios para a saúde humana. Este estudo teve como objetivo avaliar a capacidade do shiitake em acumular selénio, sob a forma de selenito de sódio pentahidratado. O estudo foi conduzido em dois ensaios diferentes, entre março e outubro de 2021, sendo que o primeiro ensaio tratou de produzir cogumelos em substratos e o segundo produzir micélios em meio líquido. Com este estudo pretendeu-se: i) compreender o comportamento do fungo produzido num substrato enriquecido com selénio; ii) avaliar as quantidades de selénio a aplicar a uma determinada quantidade de substrato e de um meio de cultura líquida de maneira a produzir cogumelos e micélios biofortificados tendo em vista a dose diária recomendada; iii) estudar e comparar a eficiência biológica do fungo em substratos com e sem a presença de selénio. De acordo com os resultados obtidos, verificou-se que a estirpe M3770 está mais adaptada ao crescimento em substratos enriquecidos com selénio que a FT0022, cujo crescimento desta foi parcialmente inibido na presença de selénio. Apesar de haver uma diferença significativa ao nível de produtividade entre estirpes, a acumulação foi comum a ambas as estirpes testadas, alcançando uma concentração máxima de 4,13mg de selénio/kg de substrato. No ensaio em meio líquido, a estirpe FT0011 formou maior biomassa micelial em presença de selénio, no entanto, para concentrações superiores a 3mg/L a acumulação não foi exponencial, pelo que não se torna vantajoso biofortificar micélios a uma concentração superior. A acumulação de selénio foi substancialmente superior no ensaio em meio líquido quando comparado com os resultados obtidos para o ensaio em substrato, pelo facto de neste ensaio existir uma superfície de contacto superior entre o micélio e o selénio tendo alcançando um valor máximo de 14,1mg de selénio/L de meio de cultura. Como conclusão verifica-se que é possível biofortbiofortificar cogumelos e micélios com selénio obtendo um novo produto alimentar funcional.
Autores principais:Oliveira, Lucas Faneca de
Assunto:Biofortificação Selénio
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O cogumelo shiitake, Lentinula edodes (Berk.) Pegler, é um dos fungos com maior relevância a nível comercial no mundo, sendo apreciado pelas suas características organoléticas e nutricionais que proporcionam benefícios para a saúde humana. Este estudo teve como objetivo avaliar a capacidade do shiitake em acumular selénio, sob a forma de selenito de sódio pentahidratado. O estudo foi conduzido em dois ensaios diferentes, entre março e outubro de 2021, sendo que o primeiro ensaio tratou de produzir cogumelos em substratos e o segundo produzir micélios em meio líquido. Com este estudo pretendeu-se: i) compreender o comportamento do fungo produzido num substrato enriquecido com selénio; ii) avaliar as quantidades de selénio a aplicar a uma determinada quantidade de substrato e de um meio de cultura líquida de maneira a produzir cogumelos e micélios biofortificados tendo em vista a dose diária recomendada; iii) estudar e comparar a eficiência biológica do fungo em substratos com e sem a presença de selénio. De acordo com os resultados obtidos, verificou-se que a estirpe M3770 está mais adaptada ao crescimento em substratos enriquecidos com selénio que a FT0022, cujo crescimento desta foi parcialmente inibido na presença de selénio. Apesar de haver uma diferença significativa ao nível de produtividade entre estirpes, a acumulação foi comum a ambas as estirpes testadas, alcançando uma concentração máxima de 4,13mg de selénio/kg de substrato. No ensaio em meio líquido, a estirpe FT0011 formou maior biomassa micelial em presença de selénio, no entanto, para concentrações superiores a 3mg/L a acumulação não foi exponencial, pelo que não se torna vantajoso biofortificar micélios a uma concentração superior. A acumulação de selénio foi substancialmente superior no ensaio em meio líquido quando comparado com os resultados obtidos para o ensaio em substrato, pelo facto de neste ensaio existir uma superfície de contacto superior entre o micélio e o selénio tendo alcançando um valor máximo de 14,1mg de selénio/L de meio de cultura. Como conclusão verifica-se que é possível biofortbiofortificar cogumelos e micélios com selénio obtendo um novo produto alimentar funcional.