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A Trilha se faz caminhando: gestão de projetos de extensão universitária em área de exclusão social na Amazónia

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Resumo:Nesta tese, analisa-se o modelo que serve de base à gestão de projetos de extensão universitária do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE) da Universidade do Estado do Pará (UEPA), desenvolvidos em área de exclusão social, em Belém-PA (Brasil), procurando dar resposta à seguinte questão: qual o modelo que serve de base à gestão de projetos de extensão universitária do CCSE/UEPA desenvolvidos em área de exclusão social, em BelémPA (Brasil)? Este estudo teve, então, como Objetivo Geral, analisar o modelo que serve de base à gestão dos projetos de extensão do Centro de Ciências Sociais e Educação da Universidade do Estado do Pará - CCSE/UEPA, desenvolvidos em área de exclusão social, em Belém-Pa-Brasil. Para o atingir, foram delineados Objetivos Específicos, concretamente: 1. Discutir os princípios que se revelam na gestão de projetos de extensão; 2. Identificar os fins que se almejam atingir na gestão de projetos de extensão; 3. Descrever o processo que se desenvolve na gestão de projetos de extensão. Em termos metodológicos, a pesquisa recorreu ao estudo de caso, privilegiando uma abordagem qualitativa, uma vez que foi desenvolvida numa situação social descrita por meio de um plano aberto, flexível, com ênfase na realidade, de forma complexa e contextualizada. O enfoque foi crítico-dialético, permitindo o repensar de uma sociedade em constante transformação. As fontes foram do tipo bibliográficas, documentais e orais. Os dados foram recolhidos por meio de pesquisa bibliográfica, documental e entrevistas semi estruturadas com académicos e professores gestores dos projetos de extensão. Da análise de conteúdo temárico-categorial do corpus emergiram seis categorias, que respondem aos objetivos da seguinte forma: categorias 1 e 2 ao objetivo 1, categoria 3 ao objetivo 2, categorias 4, 5 e 6 ao objetivo 3. Relativamente aos resultados, no que diz respeito à Categoria 1 “a gestão e a formação no âmbito das competências do gestor”, verificou-se que a gestão é um processo de avaliação e de construção do conhecimento e de competências, que se faz por meio de um posicionamento essencialmente crítico, educativo e democrático. Diante deste princípio, é essencial que gestores e educadores experienciem uma formação continuada. Em relação a Categoria 2 “princípios da gestão”, predominaram os voltados para a democratização do planeamento, execução e avaliação dos projetos que norteiam a gestão educativa e da universidade, que só serão válidos se forem adotados e seguidos por todos. Quanto a Categoria 3 “objetivos dos projetos”, constatou-se que obedecem a quatro critérios: convocação da comunidade académica para desenvolvimento de projetos de extensão; difusão de saberes e práticas por meio da interação dos projetos de extensão com a comunidade; prioridade para projetos nas áreas de conhecimento da universidade; benefícios às comunidades ao redor da universidade, de forma a envolvê-la por meio da troca de saberes. Na Categoria 4 “ desenvolvimento da comunidade e atores sociais”, revelou-se uma perspetiva a favor da integração da comunidade com a construção de conhecimento e a aplicação de práticas pedagógicas voltadas para a cidadania, direito e coletividade, com base na melhoria da qualidade de vida. No que se refere a Categoria 5 “conexões de saberes”, constatou-se que são realizadas por meio de diferentes temas transversais abordados nas atividades de extensão planeadas, estruturadas e executadas, que, assim, permitem socializar e democratizar os conhecimentos dos diversos cursos e áreas, além de preparar os profissionais, não só do ponto de vista teórico, mas para uma praxis social. Finalmente, quanto a Categoria 6 “práticas educativas”, verificou-se que são concebidas como intervenções significativas, interdisciplinares, a favor do protagonismo dos sujeitos. A análise revelou que a participação de gestores e académicos nos projetos de extensão, a disseminação e troca mútua de saberes implica a pré-disposição dos atores sociais para desenvolver atividades ligadas às práticas extensionistas, patentes na apresentação de interesses que remetem para a livre participação e a sua condição nos projetos. Constatou-se, na investigação, que o modelo que serve de base à gestão de projetos de extensão é um modelo híbrido, que transita entre formas burocráticas e participativas. Utilizam-se estratégias que possibilitam a integração da equipe entre si e com as comunidades em seu redor, mas os princípios participativos precisam de ser mais bem identificados, adotados e praticados. O modelo de gestão está, ainda, baseado na gestão burocrática e gerencial, mas a gestão se encontra em processo de modernização, com a implementação da gestão estratégica e participativa. O processo de gestão dos projetos de extensão do CCSE/ UEPA, na perspetiva dos gestores, coordenadores, professores e académicos, é mais participativo que burocrático. O modelo de gestão de projetos sociais não só está intimamente relacionado com a atitude dos gestores, mas, também, com as suas competências organizacionais básicas, conceções, oportunidades, preferências, funções e necessidades sociais. Propõe-se um modelo para a gestão de projetos de extensão ancorado na realidade, na diversidade, no protagonismo e na inclusão social, um modelo ativo e inclusivo, sensível a realidade, em permanente movimento, um modelo-em-trilha. Este estudo não se esgota aqui; o conhecimento, por ser processual, na sua TRILHA tem continuidade e potencial de renovação, abrindo redes e teias no quotidiano da universidade e da sociedade, por meio dos saberes e práticas interligados, como forma de uma possível transformação social.
Autores principais:Sousa, Ana Telma Monteiro de
Assunto:gestão de projetos projetos de extensão modelos de gestão de projetos extensão universitária
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Nesta tese, analisa-se o modelo que serve de base à gestão de projetos de extensão universitária do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE) da Universidade do Estado do Pará (UEPA), desenvolvidos em área de exclusão social, em Belém-PA (Brasil), procurando dar resposta à seguinte questão: qual o modelo que serve de base à gestão de projetos de extensão universitária do CCSE/UEPA desenvolvidos em área de exclusão social, em BelémPA (Brasil)? Este estudo teve, então, como Objetivo Geral, analisar o modelo que serve de base à gestão dos projetos de extensão do Centro de Ciências Sociais e Educação da Universidade do Estado do Pará - CCSE/UEPA, desenvolvidos em área de exclusão social, em Belém-Pa-Brasil. Para o atingir, foram delineados Objetivos Específicos, concretamente: 1. Discutir os princípios que se revelam na gestão de projetos de extensão; 2. Identificar os fins que se almejam atingir na gestão de projetos de extensão; 3. Descrever o processo que se desenvolve na gestão de projetos de extensão. Em termos metodológicos, a pesquisa recorreu ao estudo de caso, privilegiando uma abordagem qualitativa, uma vez que foi desenvolvida numa situação social descrita por meio de um plano aberto, flexível, com ênfase na realidade, de forma complexa e contextualizada. O enfoque foi crítico-dialético, permitindo o repensar de uma sociedade em constante transformação. As fontes foram do tipo bibliográficas, documentais e orais. Os dados foram recolhidos por meio de pesquisa bibliográfica, documental e entrevistas semi estruturadas com académicos e professores gestores dos projetos de extensão. Da análise de conteúdo temárico-categorial do corpus emergiram seis categorias, que respondem aos objetivos da seguinte forma: categorias 1 e 2 ao objetivo 1, categoria 3 ao objetivo 2, categorias 4, 5 e 6 ao objetivo 3. Relativamente aos resultados, no que diz respeito à Categoria 1 “a gestão e a formação no âmbito das competências do gestor”, verificou-se que a gestão é um processo de avaliação e de construção do conhecimento e de competências, que se faz por meio de um posicionamento essencialmente crítico, educativo e democrático. Diante deste princípio, é essencial que gestores e educadores experienciem uma formação continuada. Em relação a Categoria 2 “princípios da gestão”, predominaram os voltados para a democratização do planeamento, execução e avaliação dos projetos que norteiam a gestão educativa e da universidade, que só serão válidos se forem adotados e seguidos por todos. Quanto a Categoria 3 “objetivos dos projetos”, constatou-se que obedecem a quatro critérios: convocação da comunidade académica para desenvolvimento de projetos de extensão; difusão de saberes e práticas por meio da interação dos projetos de extensão com a comunidade; prioridade para projetos nas áreas de conhecimento da universidade; benefícios às comunidades ao redor da universidade, de forma a envolvê-la por meio da troca de saberes. Na Categoria 4 “ desenvolvimento da comunidade e atores sociais”, revelou-se uma perspetiva a favor da integração da comunidade com a construção de conhecimento e a aplicação de práticas pedagógicas voltadas para a cidadania, direito e coletividade, com base na melhoria da qualidade de vida. No que se refere a Categoria 5 “conexões de saberes”, constatou-se que são realizadas por meio de diferentes temas transversais abordados nas atividades de extensão planeadas, estruturadas e executadas, que, assim, permitem socializar e democratizar os conhecimentos dos diversos cursos e áreas, além de preparar os profissionais, não só do ponto de vista teórico, mas para uma praxis social. Finalmente, quanto a Categoria 6 “práticas educativas”, verificou-se que são concebidas como intervenções significativas, interdisciplinares, a favor do protagonismo dos sujeitos. A análise revelou que a participação de gestores e académicos nos projetos de extensão, a disseminação e troca mútua de saberes implica a pré-disposição dos atores sociais para desenvolver atividades ligadas às práticas extensionistas, patentes na apresentação de interesses que remetem para a livre participação e a sua condição nos projetos. Constatou-se, na investigação, que o modelo que serve de base à gestão de projetos de extensão é um modelo híbrido, que transita entre formas burocráticas e participativas. Utilizam-se estratégias que possibilitam a integração da equipe entre si e com as comunidades em seu redor, mas os princípios participativos precisam de ser mais bem identificados, adotados e praticados. O modelo de gestão está, ainda, baseado na gestão burocrática e gerencial, mas a gestão se encontra em processo de modernização, com a implementação da gestão estratégica e participativa. O processo de gestão dos projetos de extensão do CCSE/ UEPA, na perspetiva dos gestores, coordenadores, professores e académicos, é mais participativo que burocrático. O modelo de gestão de projetos sociais não só está intimamente relacionado com a atitude dos gestores, mas, também, com as suas competências organizacionais básicas, conceções, oportunidades, preferências, funções e necessidades sociais. Propõe-se um modelo para a gestão de projetos de extensão ancorado na realidade, na diversidade, no protagonismo e na inclusão social, um modelo ativo e inclusivo, sensível a realidade, em permanente movimento, um modelo-em-trilha. Este estudo não se esgota aqui; o conhecimento, por ser processual, na sua TRILHA tem continuidade e potencial de renovação, abrindo redes e teias no quotidiano da universidade e da sociedade, por meio dos saberes e práticas interligados, como forma de uma possível transformação social.