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Estabelecimento de uma metodologia de avaliação cinemática e cinética em 3D para o membro pélvico do modelo ovino

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A análise cinemática e cinética são duas ferramentas poderosas de avaliação biomecânica e têm sido validadas como instrumentos úteis na medicina veterinária e na investigação em motricidade. Este estudo teve como objetivo o estabelecimento de uma metodologia para avaliação dos parâmetros cinemáticos espácio-temporais, angulares e cinéticos 3D do membro pélvico do modelo ovino. Foram utilizados 7 ovinos (Ovis aries) saudáveis da raça merino, fêmeas, com idades compreendidas entre os 5 e os 6 anos e peso vivo 50-60kg. As ovelhas foram sujeitas a um treino prévio à gravação avaliativa. Para a gravação cinemática foram utilizados 22 marcadores retro-reflexivos com um raio de 16 mm aplicados cutaneamente e 6 câmaras de infravermelho que operaram a uma frequência de frames de 340 fps, 2 MP e resolução de 1824x1088. Para este estudo os dados foram obtidos a partir de pelo menos duas sessões de gravação de 3 minutos cada, para cada animal. As ovelhas andaram em linha reta numa plataforma de madeira com duas plataformas de força incorporadas (Bertec FP4060-15), para obtenção das 3 componentes ortogonais da Força de Reação do Solo-FRS (vertical, mediolateral e anteroposterior). Foi utilizado o software Visual 3D para obtenção dos parâmetros cinemáticos espácio-temporais e angulares da marcha. Posteriormente foram determinados os deslocamentos e velocidades angulares da articulação coxofemoral, femorotibiopatelar e tibiotársica para cada eixo de rotação (flexão/extensão, abdução/adução, rotação interna/externa). As curvas da FRS vertical e da FRS mediolateral apresentaram 2 picos (padrão típico) e a componente ortogonal da FRS que apresentou maior intensidade foi a vertical (146.13 ± 15.84 N). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre o membro pélvico esquerdo e direito para as variáveis cinemáticas espácio-temporais. Já, na cinemática angular observaram-se diferenças significativas (p < 0.05) para algumas das variáveis medidas. A fase de apoio ocupou cerca de 58% do ciclo da marcha e a fase de balanço cerca de 40% da mesma. A amplitude do ângulo flexão/extensão aumentou gradualmente de proximal para distal. O deslocamento e velocidade angular no eixo x (flexão/extensão) foi maior em todas as articulações comparativamente ao deslocamento e velocidade angular nos eixos y e z. Nas três articulações atingiu-se uma maior velocidade angular de flexão na fase de balanço. Este estudo caracteriza um conjunto de parâmetros de marcha valiosos nos ovinos, que podem ser usados como referência em trabalhos de investigação futuros. É necessário um maior número de estudos de análise cinemática e cinética 3D em ovinos saudáveis, para uma caracterização inequívoca do padrão de marcha neste modelo animal.
Autores principais:Esteves, Bárbara Pereira
Assunto:Análise da marcha Cinemática
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A análise cinemática e cinética são duas ferramentas poderosas de avaliação biomecânica e têm sido validadas como instrumentos úteis na medicina veterinária e na investigação em motricidade. Este estudo teve como objetivo o estabelecimento de uma metodologia para avaliação dos parâmetros cinemáticos espácio-temporais, angulares e cinéticos 3D do membro pélvico do modelo ovino. Foram utilizados 7 ovinos (Ovis aries) saudáveis da raça merino, fêmeas, com idades compreendidas entre os 5 e os 6 anos e peso vivo 50-60kg. As ovelhas foram sujeitas a um treino prévio à gravação avaliativa. Para a gravação cinemática foram utilizados 22 marcadores retro-reflexivos com um raio de 16 mm aplicados cutaneamente e 6 câmaras de infravermelho que operaram a uma frequência de frames de 340 fps, 2 MP e resolução de 1824x1088. Para este estudo os dados foram obtidos a partir de pelo menos duas sessões de gravação de 3 minutos cada, para cada animal. As ovelhas andaram em linha reta numa plataforma de madeira com duas plataformas de força incorporadas (Bertec FP4060-15), para obtenção das 3 componentes ortogonais da Força de Reação do Solo-FRS (vertical, mediolateral e anteroposterior). Foi utilizado o software Visual 3D para obtenção dos parâmetros cinemáticos espácio-temporais e angulares da marcha. Posteriormente foram determinados os deslocamentos e velocidades angulares da articulação coxofemoral, femorotibiopatelar e tibiotársica para cada eixo de rotação (flexão/extensão, abdução/adução, rotação interna/externa). As curvas da FRS vertical e da FRS mediolateral apresentaram 2 picos (padrão típico) e a componente ortogonal da FRS que apresentou maior intensidade foi a vertical (146.13 ± 15.84 N). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre o membro pélvico esquerdo e direito para as variáveis cinemáticas espácio-temporais. Já, na cinemática angular observaram-se diferenças significativas (p < 0.05) para algumas das variáveis medidas. A fase de apoio ocupou cerca de 58% do ciclo da marcha e a fase de balanço cerca de 40% da mesma. A amplitude do ângulo flexão/extensão aumentou gradualmente de proximal para distal. O deslocamento e velocidade angular no eixo x (flexão/extensão) foi maior em todas as articulações comparativamente ao deslocamento e velocidade angular nos eixos y e z. Nas três articulações atingiu-se uma maior velocidade angular de flexão na fase de balanço. Este estudo caracteriza um conjunto de parâmetros de marcha valiosos nos ovinos, que podem ser usados como referência em trabalhos de investigação futuros. É necessário um maior número de estudos de análise cinemática e cinética 3D em ovinos saudáveis, para uma caracterização inequívoca do padrão de marcha neste modelo animal.