Publicação
Cultura de segurança do doente em contexto hospitalar
| Resumo: | Introdução: A cultura de segurança do doente assume uma preocupação crescente na sociedade. Na área da saúde, a prestação de cuidados é um processo complexo que exige a análise da origem do evento adverso e é cada vez mais reconhecida a necessidade de ações que promovam a segurança dos doentes e a qualidade dos cuidados de saúde. Objetivos: O objetivo do presente estudo é avaliar as múltiplas dimensões da cultura de segurança do doente, a sua relação com os fatores humanos, socioprofissionais/demográficos e de personalidade. Metodologia: É um estudo descritivo-correlacional, de corte transversal, com abordagem quantitativa. Participaram 1056 profissionais de saúde do Centro Hospitalar de Trás os Montes e Alto Douro EPE, com uma média de idades de 42,2 anos e desvio-padrão 9,5, dos participantes a maioria é do sexo feminino (73,8%), 45,8% são enfermeiros, 51,6% detentores de licenciatura e 23,5% referiram uma especialidade. Foi aplicado o questionário Hospital Survey on Patient Safety Culture e a escala da Personalidade Resistente. Resultados: Os resultados relativos às dimensões da cultura de segurança do doente permitiram observar uma relação estatisticamente significativa entre: o trabalho em equipa e as expectativas do supervisor/gestor com as horas de trabalho semanal e o número de utentes que atende diariamente; também foi evidente a relação estatística e significativa entre o apoio à segurança do doente pela gestão e as horas de trabalho semanal, assim com a frequência de trabalho semanal superior a 8 horas; entre a aprendizagem organizacional - melhoria contínua e a abertura na comunicação e a idade, os anos de serviço na profissão, e o número de utentes que atende diariamente; feedback e a comunicação acerca do erro relacionam-se significativamente com a idade, com o número de utentes que atende diariamente; as perceções gerais sobre a segurança do doente, a frequência da notificação de eventos e o trabalho entre as unidades com as horas de trabalho semanal; a dotação de profissionais com os anos de serviço na profissão, com as horas de trabalho semanal, com frequência de trabalho semanal superior a 8 horas seguidas e com o número de utentes que atende diariamente; a dimensão transições com as horas de trabalho semanal, com frequência de horário semanal superior a 8 horas e com o número de utentes que atende diariamente; e a resposta ao erro não punitiva com o tipo de horário. A frequência de formação sobre segurança do doente apresenta relação estatisticamente significativa com todas as dimensões As dimensões compromisso e desafio da personalidade resistente, mostraram correlações positivas e significativas com as doze dimensões de cultura de segurança do doente, em contrapartida foram negativas quando relacionadas com dimensão a falta de controlo. Conclusões: Na gestão de equipas de saúde é essencial o reforço de estratégias de sensibilização, motivação e formação de profissionais, no sentido de desenvolver competências em segurança do doente e gestão de risco. Criar mecanismos de comunicação organizacional eficazes para otimizar a melhoria contínua dos cuidados prestados a partir da identificação e análise do erro. |
|---|---|
| Autores principais: | Rodrigues, José Pedro dos Santos |
| Assunto: | Cultura de segurança Qualidade Personalidade resistente |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Introdução: A cultura de segurança do doente assume uma preocupação crescente na sociedade. Na área da saúde, a prestação de cuidados é um processo complexo que exige a análise da origem do evento adverso e é cada vez mais reconhecida a necessidade de ações que promovam a segurança dos doentes e a qualidade dos cuidados de saúde. Objetivos: O objetivo do presente estudo é avaliar as múltiplas dimensões da cultura de segurança do doente, a sua relação com os fatores humanos, socioprofissionais/demográficos e de personalidade. Metodologia: É um estudo descritivo-correlacional, de corte transversal, com abordagem quantitativa. Participaram 1056 profissionais de saúde do Centro Hospitalar de Trás os Montes e Alto Douro EPE, com uma média de idades de 42,2 anos e desvio-padrão 9,5, dos participantes a maioria é do sexo feminino (73,8%), 45,8% são enfermeiros, 51,6% detentores de licenciatura e 23,5% referiram uma especialidade. Foi aplicado o questionário Hospital Survey on Patient Safety Culture e a escala da Personalidade Resistente. Resultados: Os resultados relativos às dimensões da cultura de segurança do doente permitiram observar uma relação estatisticamente significativa entre: o trabalho em equipa e as expectativas do supervisor/gestor com as horas de trabalho semanal e o número de utentes que atende diariamente; também foi evidente a relação estatística e significativa entre o apoio à segurança do doente pela gestão e as horas de trabalho semanal, assim com a frequência de trabalho semanal superior a 8 horas; entre a aprendizagem organizacional - melhoria contínua e a abertura na comunicação e a idade, os anos de serviço na profissão, e o número de utentes que atende diariamente; feedback e a comunicação acerca do erro relacionam-se significativamente com a idade, com o número de utentes que atende diariamente; as perceções gerais sobre a segurança do doente, a frequência da notificação de eventos e o trabalho entre as unidades com as horas de trabalho semanal; a dotação de profissionais com os anos de serviço na profissão, com as horas de trabalho semanal, com frequência de trabalho semanal superior a 8 horas seguidas e com o número de utentes que atende diariamente; a dimensão transições com as horas de trabalho semanal, com frequência de horário semanal superior a 8 horas e com o número de utentes que atende diariamente; e a resposta ao erro não punitiva com o tipo de horário. A frequência de formação sobre segurança do doente apresenta relação estatisticamente significativa com todas as dimensões As dimensões compromisso e desafio da personalidade resistente, mostraram correlações positivas e significativas com as doze dimensões de cultura de segurança do doente, em contrapartida foram negativas quando relacionadas com dimensão a falta de controlo. Conclusões: Na gestão de equipas de saúde é essencial o reforço de estratégias de sensibilização, motivação e formação de profissionais, no sentido de desenvolver competências em segurança do doente e gestão de risco. Criar mecanismos de comunicação organizacional eficazes para otimizar a melhoria contínua dos cuidados prestados a partir da identificação e análise do erro. |
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