Publicação
Desejo sexual feminino espontâneo versus responsivo: o papel das variáveis psicossociais
| Resumo: | A compreensão dos factores psicológicos inerentes na etiologia, desenvolvimento e manutenção das disfunções sexuais femininas, tem tido especial enfoque da comunidade científica, gerando um crescente interesse nos últimos anos. No entanto, carecem os estudos que incidem sobre o desejo sexual espontâneo versus responsivo. Daí a tese, intitulada “Desejo Sexual Feminino Espontâneo Versus Responsivo: O Papel das Variáveis Psicossociais”. É formada por dois artigos. O primeiro – “As Dificuldades do Desejo Sexual: Um Breve Enquadramento Teórico” – que faz a revisão da literatura sobre as Disfunções Sexuais Femininas: caracterização, classificação, redefinição, prevalência, comorbilidade e as inerentes variáveis psicossociais. O segundo, – “O Papel das Variáveis Psicossociais no Desejo Sexual Feminino Espontâneo e Responsivo – Resultados de um Estudo Empírico”, que analisa várias hipóteses acerca do papel das variáveis psicossociais, tais como, crenças sexuais, pensamentos automáticos, psicopatologia, ajustamento diádico e funcionamento sexual, no desejo sexual espontâneo e responsivo. Os resultados obtidos sugerem que as mulheres com Baixo Desejo Global (espontâneo e responsivo) apresentam índices mais baixos de ajustamento diádico, menores níveis de funcionamento sexual (excitação, lubrificação, satisfação) e mais crenças sexuais disfuncionais relativamente ao corpo, idade e conservadorismo sexual e maiores índices de psicopatologia (Depressão, Ideação Paranóide e Hostilidade) comparativamente às mulheres do grupo de controlo e do grupo baixo desejo espontâneo. De uma forma geral, os resultados demonstram o papel relevante desempenhado pelos Factores Cognitivo-Emocionais e psicossociais no funcionamento sexual, tornando-se necessário avaliar e incluir estas dimensões e estratégias nos protocolos terapêuticos, na intervenção das disfunções sexuais. |
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| Autores principais: | Rocha, Liliana Catarina Almeida Junot da Silva |
| Assunto: | Mulheres Disfunção sexual Sexualidade feminina |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A compreensão dos factores psicológicos inerentes na etiologia, desenvolvimento e manutenção das disfunções sexuais femininas, tem tido especial enfoque da comunidade científica, gerando um crescente interesse nos últimos anos. No entanto, carecem os estudos que incidem sobre o desejo sexual espontâneo versus responsivo. Daí a tese, intitulada “Desejo Sexual Feminino Espontâneo Versus Responsivo: O Papel das Variáveis Psicossociais”. É formada por dois artigos. O primeiro – “As Dificuldades do Desejo Sexual: Um Breve Enquadramento Teórico” – que faz a revisão da literatura sobre as Disfunções Sexuais Femininas: caracterização, classificação, redefinição, prevalência, comorbilidade e as inerentes variáveis psicossociais. O segundo, – “O Papel das Variáveis Psicossociais no Desejo Sexual Feminino Espontâneo e Responsivo – Resultados de um Estudo Empírico”, que analisa várias hipóteses acerca do papel das variáveis psicossociais, tais como, crenças sexuais, pensamentos automáticos, psicopatologia, ajustamento diádico e funcionamento sexual, no desejo sexual espontâneo e responsivo. Os resultados obtidos sugerem que as mulheres com Baixo Desejo Global (espontâneo e responsivo) apresentam índices mais baixos de ajustamento diádico, menores níveis de funcionamento sexual (excitação, lubrificação, satisfação) e mais crenças sexuais disfuncionais relativamente ao corpo, idade e conservadorismo sexual e maiores índices de psicopatologia (Depressão, Ideação Paranóide e Hostilidade) comparativamente às mulheres do grupo de controlo e do grupo baixo desejo espontâneo. De uma forma geral, os resultados demonstram o papel relevante desempenhado pelos Factores Cognitivo-Emocionais e psicossociais no funcionamento sexual, tornando-se necessário avaliar e incluir estas dimensões e estratégias nos protocolos terapêuticos, na intervenção das disfunções sexuais. |
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