Publicação
O paradoxo da demanda versus o insucesso e evasão dos cursos de formação - PROEJA no IFPA
| Resumo: | O insucesso e a evasão dos cursos de formação PROEJA Agropecuária no IFPA Campus Castanhal, provocam reflexões da instituição de ensino e dos educadores dessa modalidade de ensino da educação básica sobre a continuidade dos estudos dos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do ensino fundamental e ensino médio que compõem o PROEJA. Este curso viabiliza a formação básica e técnica de estudos voltados aos jovens e adultos que se encontram em defasagem ano/idade e não finalizaram com êxito o ensino médio. Acontece que muitos dos estudantes que ingressam no curso, num curto espaço de tempo abandonam o ano letivo ou não têm êxito nos estudos das disciplinas ofertadas. Esta pesquisa tem como principais objetivos: investigar as causas que determinam o paradoxo da demanda versus o insucesso e a evasão escolar do curso de formação PROEJA Agropecuária no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologias do Estado do Pará - IFPA - Campus Castanhal; conhecer os fatores que motivam o insucesso e evasão dos alunos provindos da EJA; e, a partir dos resultados obtidos, sugerir medidas de adequação do PROEJA que venha melhorar o aproveitamento na formação técnica dos alunos. A metodologia deste trabalho foi de caráter qualitativo, baseado em um estudo de caso, com recurso aos seguintes instrumentos de coleta de dados: entrevistas, questionários e análise documental, o que permitiu maior conhecimento sobre questão do sucesso ou insucesso dos alunos do PROEJA. A coleta de dados considerou o período compreendido entre 2010 a 2017, no Curso de Agropecuária, tendo participado na investigação gestores, professores e alunos. Na discussão dos resultados constata-se que os alunos têm, ou encontram, diversas dificuldades que contribuem para o insucesso e evasão: a adaptação ao ambiente do IFPA é uma delas; acompanhar o ritmo; a carga horária do curso, que ocorre em dois turnos diários de estudos das disciplinas técnicas e base comum, o que os impossibilita de trabalhar e manter suas famílias; a maioria dos alunos está há muito tempo sem estudar, o que dificulta o acesso ao conhecimento; a baixa escolaridade dos alunos e falta de habilidades em lidar com as tecnologias; o uso de álcool e drogas ilícitas; os problemas financeiros; a discriminação de que são alvo no Campus por alunos dos cursos regulares, por serem do interior do Estado do Pará e ter sua educação baseada na EJA, etapas I e II; entre outras de caráter institucional, como seja a falta de formação de muitos docentes para trabalharem no PROEJA. Apesar disso, a procura por vagas no curso a cada ano aumenta, o que ocorre pela credibilidade da Instituição de Ensino, já que é a única a se dedicar na formação de profissionais localizada na região. Conclui-se que falta uma proposta de nivelamento dos alunos em conformidade à aprendizagem das disciplinas técnicas, de diminuição da extensa e cansativa carga horária de dois turnos de estudo, seria também importante apresentar sugestões viáveis de auxílio financeiro aos alunos, já que muitos alunos são provedores da família e o que ganham do governo não é suficiente para sustentar suas famílias, promover acompanhamento psicológico qualitativo e educacional aos alunos e redefinir a proposta da pedagogia da alternância é também relevante. Entende-se finalmente que mesmo com as dificuldades enfrentadas pelos alunos e pela Instituição, o PROEJA ainda é uma forma que possibilita a formação básica e técnica de indivíduos que precisam se qualificar para adentrarem no mercado de trabalho e consequentemente melhorar a qualidade de vida de suas famílias e comunidades. |
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| Autores principais: | Neto, João Chaves de Oliveira |
| Assunto: | PROEJA Evasão Professor Aluno |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O insucesso e a evasão dos cursos de formação PROEJA Agropecuária no IFPA Campus Castanhal, provocam reflexões da instituição de ensino e dos educadores dessa modalidade de ensino da educação básica sobre a continuidade dos estudos dos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do ensino fundamental e ensino médio que compõem o PROEJA. Este curso viabiliza a formação básica e técnica de estudos voltados aos jovens e adultos que se encontram em defasagem ano/idade e não finalizaram com êxito o ensino médio. Acontece que muitos dos estudantes que ingressam no curso, num curto espaço de tempo abandonam o ano letivo ou não têm êxito nos estudos das disciplinas ofertadas. Esta pesquisa tem como principais objetivos: investigar as causas que determinam o paradoxo da demanda versus o insucesso e a evasão escolar do curso de formação PROEJA Agropecuária no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologias do Estado do Pará - IFPA - Campus Castanhal; conhecer os fatores que motivam o insucesso e evasão dos alunos provindos da EJA; e, a partir dos resultados obtidos, sugerir medidas de adequação do PROEJA que venha melhorar o aproveitamento na formação técnica dos alunos. A metodologia deste trabalho foi de caráter qualitativo, baseado em um estudo de caso, com recurso aos seguintes instrumentos de coleta de dados: entrevistas, questionários e análise documental, o que permitiu maior conhecimento sobre questão do sucesso ou insucesso dos alunos do PROEJA. A coleta de dados considerou o período compreendido entre 2010 a 2017, no Curso de Agropecuária, tendo participado na investigação gestores, professores e alunos. Na discussão dos resultados constata-se que os alunos têm, ou encontram, diversas dificuldades que contribuem para o insucesso e evasão: a adaptação ao ambiente do IFPA é uma delas; acompanhar o ritmo; a carga horária do curso, que ocorre em dois turnos diários de estudos das disciplinas técnicas e base comum, o que os impossibilita de trabalhar e manter suas famílias; a maioria dos alunos está há muito tempo sem estudar, o que dificulta o acesso ao conhecimento; a baixa escolaridade dos alunos e falta de habilidades em lidar com as tecnologias; o uso de álcool e drogas ilícitas; os problemas financeiros; a discriminação de que são alvo no Campus por alunos dos cursos regulares, por serem do interior do Estado do Pará e ter sua educação baseada na EJA, etapas I e II; entre outras de caráter institucional, como seja a falta de formação de muitos docentes para trabalharem no PROEJA. Apesar disso, a procura por vagas no curso a cada ano aumenta, o que ocorre pela credibilidade da Instituição de Ensino, já que é a única a se dedicar na formação de profissionais localizada na região. Conclui-se que falta uma proposta de nivelamento dos alunos em conformidade à aprendizagem das disciplinas técnicas, de diminuição da extensa e cansativa carga horária de dois turnos de estudo, seria também importante apresentar sugestões viáveis de auxílio financeiro aos alunos, já que muitos alunos são provedores da família e o que ganham do governo não é suficiente para sustentar suas famílias, promover acompanhamento psicológico qualitativo e educacional aos alunos e redefinir a proposta da pedagogia da alternância é também relevante. Entende-se finalmente que mesmo com as dificuldades enfrentadas pelos alunos e pela Instituição, o PROEJA ainda é uma forma que possibilita a formação básica e técnica de indivíduos que precisam se qualificar para adentrarem no mercado de trabalho e consequentemente melhorar a qualidade de vida de suas famílias e comunidades. |
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