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Fraturas sagitais no terceiro osso carpal em trotadores franceses

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Resumo:A articulação do carpo, principalmente o terceiro osso carpal, é um local predisposto a lesões, como por exemplo fraturas, em cavalos de corrida que causam claudicações e consequentemente uma afeção significativa da performance desportiva. A maior parte das fraturas que ocorrem são do tipo slab fractures e podem ocorrer quer no plano frontal quer no plano sagital. As que surgem na faceta radial do plano sagital são o foco de estudo deste trabalho. O diagnóstico das fraturas no terceiro osso carpal consiste, acima de tudo, na execução de um exame radiográfico detalhado e minucioso, podendo ser necessário recorrer a outros métodos de diagnóstico como a tomografia computorizada ou a ressonância magnética. O tratamento pode ser conservativo, em casos menos graves, mas o de eleição é o tratamento cirúrgico, via artroscopia para remoção de fragmentos de pequena dimensão ou fixação interna com colocação de parafusos lag para fragmentos maiores. O prognóstico, de acordo com vários estudos, é razoável a bom e o retorno às corridas é o resultado ideal. O propósito desta dissertação é avaliar a influência de alguns fatores na performance desportiva de cavalos da raça Trotador Francês após serem sujeitos à resolução cirúrgica de fraturas sagitais no terceiro osso carpal. Foram analisados os registos médicos e cirúrgicos de 17 cavalos observados entre 2009 e 2022 no Centre Hospitalier Vétérinaire Équin de Livet e na Clinique Vétérinaire de Grosbois. As variáveis incluídas no estudo foram o sexo e a idade da população, o membro afetado, o tipo de fratura, o grau de lise no C3, o grau de formação de osteófitos na articulação intercarpal, o grau de fragmentação da fratura, o grau de lesão na cartilagem articular, presença ou ausência de fragmentação osteocondral, o tipo de tratamento cirúrgico, tamanho e número de parafusos colocados, complicações cirúrgicas, convalescença e performance desportiva. Para determinar a relação com o retorno às corridas estas variáveis foram comparadas entre os cavalos que voltaram a correr e os que não voltaram. Também se avaliou a diferença dessas variáveis com os cavalos que aumentaram/mantiveram a classificação e os que não. Em geral, 76,5% dos cavalos incluídos no estudo voltaram a correr. Neste estudo não se observou nenhuma associação entre o sexo, o lado afetado, o tipo de fratura, o grau de lise do terceiro osso carpal, o grau de formação de osteófitos, o grau de fragmentação da fratura, o grau de lesão da cartilagem articular, o comprimento dos parafusos e o período total de convalescença com o retorno ou não às corridas.
Autores principais:Amorim, Letícia Soares
Assunto:Claudicação Cavalos de corrida
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A articulação do carpo, principalmente o terceiro osso carpal, é um local predisposto a lesões, como por exemplo fraturas, em cavalos de corrida que causam claudicações e consequentemente uma afeção significativa da performance desportiva. A maior parte das fraturas que ocorrem são do tipo slab fractures e podem ocorrer quer no plano frontal quer no plano sagital. As que surgem na faceta radial do plano sagital são o foco de estudo deste trabalho. O diagnóstico das fraturas no terceiro osso carpal consiste, acima de tudo, na execução de um exame radiográfico detalhado e minucioso, podendo ser necessário recorrer a outros métodos de diagnóstico como a tomografia computorizada ou a ressonância magnética. O tratamento pode ser conservativo, em casos menos graves, mas o de eleição é o tratamento cirúrgico, via artroscopia para remoção de fragmentos de pequena dimensão ou fixação interna com colocação de parafusos lag para fragmentos maiores. O prognóstico, de acordo com vários estudos, é razoável a bom e o retorno às corridas é o resultado ideal. O propósito desta dissertação é avaliar a influência de alguns fatores na performance desportiva de cavalos da raça Trotador Francês após serem sujeitos à resolução cirúrgica de fraturas sagitais no terceiro osso carpal. Foram analisados os registos médicos e cirúrgicos de 17 cavalos observados entre 2009 e 2022 no Centre Hospitalier Vétérinaire Équin de Livet e na Clinique Vétérinaire de Grosbois. As variáveis incluídas no estudo foram o sexo e a idade da população, o membro afetado, o tipo de fratura, o grau de lise no C3, o grau de formação de osteófitos na articulação intercarpal, o grau de fragmentação da fratura, o grau de lesão na cartilagem articular, presença ou ausência de fragmentação osteocondral, o tipo de tratamento cirúrgico, tamanho e número de parafusos colocados, complicações cirúrgicas, convalescença e performance desportiva. Para determinar a relação com o retorno às corridas estas variáveis foram comparadas entre os cavalos que voltaram a correr e os que não voltaram. Também se avaliou a diferença dessas variáveis com os cavalos que aumentaram/mantiveram a classificação e os que não. Em geral, 76,5% dos cavalos incluídos no estudo voltaram a correr. Neste estudo não se observou nenhuma associação entre o sexo, o lado afetado, o tipo de fratura, o grau de lise do terceiro osso carpal, o grau de formação de osteófitos, o grau de fragmentação da fratura, o grau de lesão da cartilagem articular, o comprimento dos parafusos e o período total de convalescença com o retorno ou não às corridas.