Publicação
Efeito de 6 semanas de treino de força baseado no complex training na capacidade de sprinte e agilidade em árbitros de futebol
| Resumo: | O método de treino complex training parece otimizar o desempenho dos gestos técnicos que envolvem força explosiva (sprintes, saltos, arremessos), e assume-se como uma estratégia do processo de treino, tendo em vista a melhoria da performance desportiva. Contudo,embora existam evidências científicas da sua eficiência e aplicabilidade, existe tambêm alguma contorvésia e divergência na literatura científica. Desta forma, o objetivo do presente estudo é verificar se a inclusão de um protocolo com duas sessões semanais de um treino de força, baseado no complex training, ao longo de 6 semanas, permite a melhoria da capacidade de sprinte e agilidade em árbitros de futebol. Para o efeito, 17 árbitros de futebol, 15 do sexo masculino e 2 do sexo feminino, (idades 26,20 ± 7,62) foram divididos em 2 grupos. O grupo de controlo (n=8) que cumpriu apenas o treino regular de árbitros, e o grupo experimental (n=9), que realizou adicionalmente 3 séries de 6 RM do exercício agachamento, com um sprint de 40 m ou o teste de agilidade T`Drill (40m), 4 minutos após cada série. A carga foi aumentada em 5% a partir da 1 repetição máxima a cada duas semanas. Os participantes foram avaliados no sprinte (5, 20, e 40m) e na agilidade (teste T`Drill), em dois momentos, com recurso a células fotoelétricas. As avaliações ocorreram antes do início do programa de treino, e após 6 semanas do início do mesmo. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na interação momento versus grupo, e nem entre grupos. Quando avaliado cada grupo, individualmente, foi observado uma melhoria significativa em todas as variáveis analisadas no GE do momento pré-intervenção para o momento pós-intervenção. Contudo, no GC somente foi observado uma melhoria da performance entre o momento pré e pós no teste de agilidade. Com base nos resultados obtidos, conclui-se que o complex training parece ser uma estratégia de treino adequada para desenvolver a velocidade em árbitros de futebol, contudo deve ser efetuado uma avaliação individual desse efeito. |
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| Autores principais: | Pacheco, Luis André Freitas |
| Assunto: | complex training potencialização pós-ativação sprinte força |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O método de treino complex training parece otimizar o desempenho dos gestos técnicos que envolvem força explosiva (sprintes, saltos, arremessos), e assume-se como uma estratégia do processo de treino, tendo em vista a melhoria da performance desportiva. Contudo,embora existam evidências científicas da sua eficiência e aplicabilidade, existe tambêm alguma contorvésia e divergência na literatura científica. Desta forma, o objetivo do presente estudo é verificar se a inclusão de um protocolo com duas sessões semanais de um treino de força, baseado no complex training, ao longo de 6 semanas, permite a melhoria da capacidade de sprinte e agilidade em árbitros de futebol. Para o efeito, 17 árbitros de futebol, 15 do sexo masculino e 2 do sexo feminino, (idades 26,20 ± 7,62) foram divididos em 2 grupos. O grupo de controlo (n=8) que cumpriu apenas o treino regular de árbitros, e o grupo experimental (n=9), que realizou adicionalmente 3 séries de 6 RM do exercício agachamento, com um sprint de 40 m ou o teste de agilidade T`Drill (40m), 4 minutos após cada série. A carga foi aumentada em 5% a partir da 1 repetição máxima a cada duas semanas. Os participantes foram avaliados no sprinte (5, 20, e 40m) e na agilidade (teste T`Drill), em dois momentos, com recurso a células fotoelétricas. As avaliações ocorreram antes do início do programa de treino, e após 6 semanas do início do mesmo. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na interação momento versus grupo, e nem entre grupos. Quando avaliado cada grupo, individualmente, foi observado uma melhoria significativa em todas as variáveis analisadas no GE do momento pré-intervenção para o momento pós-intervenção. Contudo, no GC somente foi observado uma melhoria da performance entre o momento pré e pós no teste de agilidade. Com base nos resultados obtidos, conclui-se que o complex training parece ser uma estratégia de treino adequada para desenvolver a velocidade em árbitros de futebol, contudo deve ser efetuado uma avaliação individual desse efeito. |
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