Publicação
Cirurgia intestinal em animais de companhia: abordagem cirúrgica da obstrução intestinal
| Resumo: | A obstrução intestinal é, na maior parte das vezes, uma urgência cirúrgica que poderá levar à morte do animal, se não devida e atempadamente diagnosticada e intervencionada. Os quadros de obstrução intestinal têm maior incidência em animais jovens e são maioritariamente caracterizados pela ingestão de corpos estranhos. Com menos frequência são observados quadros de intussusceção ou vólvulo mesentérico. Quando o diagnóstico é conclusivo e atempado, a instituição de uma terapia médica agressiva em conjunto com a resolução cirúrgica da obstrução, apresentam um bom prognóstico. Apesar do exame radiográfico ser usado na maioria das vezes como meio de diagnóstico, o exame ultrassonográfico tem sido o método utilizado com maior sensibilidade e especificidade para o diagnóstico. Seja qual for a situação que gera a obstrução, a viabilidade intestinal é a consideração intra-cirúrgica mais importante que, quando mal calculada, poderá ditar o insucesso de qualquer técnica cirúrgica utilizada. A enterotomia é a técnica mais usada perante um quadro de ingestão de um corpo estranho, quando a viabilidade intestinal está assegurada. Quando uma porção intestinal se encontra inviável, a recessão e anastomose são o procedimento escolhido. Apesar de existirem algumas complicações associadas aos procedimentos cirúrgicos instituídos após a ingestão de corpos estranhos ou na presença de intussusceção, as taxas de recuperação são bastante favoráveis. Já na presença de um vólvulo intestinal, ainda que o diagnóstico e intervenção cirúrgica sejam realizados atempadamente, a condição fisiológica do animal pode não ser recuperável, pelo desenvolvimento fulminante de choque. |
|---|---|
| Autores principais: | Monteiro, Joana Cristina Andrade |
| Assunto: | Obstrução intestinal Intussuscepção Procedimentos cirúrgicos operatórios Animais de estimação |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A obstrução intestinal é, na maior parte das vezes, uma urgência cirúrgica que poderá levar à morte do animal, se não devida e atempadamente diagnosticada e intervencionada. Os quadros de obstrução intestinal têm maior incidência em animais jovens e são maioritariamente caracterizados pela ingestão de corpos estranhos. Com menos frequência são observados quadros de intussusceção ou vólvulo mesentérico. Quando o diagnóstico é conclusivo e atempado, a instituição de uma terapia médica agressiva em conjunto com a resolução cirúrgica da obstrução, apresentam um bom prognóstico. Apesar do exame radiográfico ser usado na maioria das vezes como meio de diagnóstico, o exame ultrassonográfico tem sido o método utilizado com maior sensibilidade e especificidade para o diagnóstico. Seja qual for a situação que gera a obstrução, a viabilidade intestinal é a consideração intra-cirúrgica mais importante que, quando mal calculada, poderá ditar o insucesso de qualquer técnica cirúrgica utilizada. A enterotomia é a técnica mais usada perante um quadro de ingestão de um corpo estranho, quando a viabilidade intestinal está assegurada. Quando uma porção intestinal se encontra inviável, a recessão e anastomose são o procedimento escolhido. Apesar de existirem algumas complicações associadas aos procedimentos cirúrgicos instituídos após a ingestão de corpos estranhos ou na presença de intussusceção, as taxas de recuperação são bastante favoráveis. Já na presença de um vólvulo intestinal, ainda que o diagnóstico e intervenção cirúrgica sejam realizados atempadamente, a condição fisiológica do animal pode não ser recuperável, pelo desenvolvimento fulminante de choque. |
|---|