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Análise da influência do estilo de vida e da idade no stress oxidativo em mulheres

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O envelhecimento é um processo natural dos indivíduos que leva à diminuição da capacidade das células para se dividirem, alterarem a sua morfologia, estrutura e/ou função. Porém, este processo pode ser acelerado pela existência de espécies reativas de oxigénio que ao reagirem com outras moléculas, provocam danos. O stress oxidativo é um desequilíbrio entre a formação de espécies reativas de oxigénio e a produção de antioxidantes, podendo ser uma consequência do estilo de vida dos indivíduos. Desta forma, o objetivo geral do estudo foi analisar a contribuição do estilo de vida e da idade no stress oxidativo em mulheres com mais de 40 anos (49,48±5,90 anos, dos 40-63 anos). No estudo participaram 29 mulheres, após o consentimento livre e esclarecido, com idade igual ou superior a 40 anos, que responderam aos questionários de anamnese, para caracterizar a amostra, saber os problemas de saúde e medidas farmacológicas; Questionário de Frequência Alimentar (QFA), Questionário de Nível de Atividade Física (IPAQ) e Escala de Perceção do Stress (PPS), para avaliar os hábitos de vida. Os parâmetros antropométricos utilizados foram a altura, o peso, o perímetro da cintura e o IMC (Índice de Massa Corporal); foi, também, avaliada a pressão arterial com um esfigmomanómetro eletrónico, após 10 minutos em repouso. Para avaliar a capacidade funcional realizou-se o teste de caminhada de 6 minutos. Os parâmetros bioquímicos usados após a colheita de sangue e isolamento de linfócitos e separação do plasma, foram: a atividade das enzimas da cadeia transportadora de eletrões (complexo I, II e IV), os danos de DNA, a capacidade antioxidante total (método ABTS), e a peroxidação lipídica (método dos TBARs). Os resultados foram analisados através do programa de SPSS 20.0 tendo sido realizada uma análise exploratória para identificar e retirar os outliers, uma avaliação da simetria e achatamento das curvas com os valores de Skewess e Kurtosis, o teste não paramétrico de Kolmogorov-Sminorv, para avaliar a normalidade da distribuição. Posteriormente foi realizada uma análise descritiva dos dados e a correlação de Spearman, com um nível de significância de 0,05. Os resultados do estudo sugerem que o aumento da ingestão calórica está associada a mais danos no DNA; o peso, o IMC e o perímetro da cintura estão associados positivamente; os hábitos tabágicos estão associados ao consumo de álcool; a pressão arterial sistólica e diastólica estão correlacionadas; e os danos por peroxidação lipídica estão associados a um aumento da atividade dos complexos II e IV da mitocôndria.
Autores principais:Lopes, Sofia Isabel da Costa
Assunto:Idade Stress oxidativo Alimentação Tabaco Álcool Exercícios físicos Stress psicossocial
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O envelhecimento é um processo natural dos indivíduos que leva à diminuição da capacidade das células para se dividirem, alterarem a sua morfologia, estrutura e/ou função. Porém, este processo pode ser acelerado pela existência de espécies reativas de oxigénio que ao reagirem com outras moléculas, provocam danos. O stress oxidativo é um desequilíbrio entre a formação de espécies reativas de oxigénio e a produção de antioxidantes, podendo ser uma consequência do estilo de vida dos indivíduos. Desta forma, o objetivo geral do estudo foi analisar a contribuição do estilo de vida e da idade no stress oxidativo em mulheres com mais de 40 anos (49,48±5,90 anos, dos 40-63 anos). No estudo participaram 29 mulheres, após o consentimento livre e esclarecido, com idade igual ou superior a 40 anos, que responderam aos questionários de anamnese, para caracterizar a amostra, saber os problemas de saúde e medidas farmacológicas; Questionário de Frequência Alimentar (QFA), Questionário de Nível de Atividade Física (IPAQ) e Escala de Perceção do Stress (PPS), para avaliar os hábitos de vida. Os parâmetros antropométricos utilizados foram a altura, o peso, o perímetro da cintura e o IMC (Índice de Massa Corporal); foi, também, avaliada a pressão arterial com um esfigmomanómetro eletrónico, após 10 minutos em repouso. Para avaliar a capacidade funcional realizou-se o teste de caminhada de 6 minutos. Os parâmetros bioquímicos usados após a colheita de sangue e isolamento de linfócitos e separação do plasma, foram: a atividade das enzimas da cadeia transportadora de eletrões (complexo I, II e IV), os danos de DNA, a capacidade antioxidante total (método ABTS), e a peroxidação lipídica (método dos TBARs). Os resultados foram analisados através do programa de SPSS 20.0 tendo sido realizada uma análise exploratória para identificar e retirar os outliers, uma avaliação da simetria e achatamento das curvas com os valores de Skewess e Kurtosis, o teste não paramétrico de Kolmogorov-Sminorv, para avaliar a normalidade da distribuição. Posteriormente foi realizada uma análise descritiva dos dados e a correlação de Spearman, com um nível de significância de 0,05. Os resultados do estudo sugerem que o aumento da ingestão calórica está associada a mais danos no DNA; o peso, o IMC e o perímetro da cintura estão associados positivamente; os hábitos tabágicos estão associados ao consumo de álcool; a pressão arterial sistólica e diastólica estão correlacionadas; e os danos por peroxidação lipídica estão associados a um aumento da atividade dos complexos II e IV da mitocôndria.