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Avaliação estomatológico-dentária da cavidade oral na raposa vermelha (Vulpes vulpes)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo foi realizado no Hospital Veterinário da UTAD, tendo sido efectuado com base em 32 raposas vermelhas (Vulpes vulpes), a mais representativa de todas as raposas, pertencente à família Canidae e teve como principais objectivos a identificação e a classificação da patologia estomatológico-dentária mais frequente nesta espécie. Sendo um predador, a raposa foi perseguida durante séculos devido ao seu alegado hábito de se alimentar de animais domésticos. Apesar do antagonismo existente entre as raposas e o homem, neste particular, actua como um método eficaz de controlo de pragas. São animais com grande adaptabilidade ao habitat e à dieta, sendo predadoras carnívoras, extraordinariamente oportunistas, que como tal, em certas ocasiões são consideradas omnívoras. A cavidade oral, de vital importância para o adequado funcionamento e equilíbrio de todo o organismo, pode ser abrangida por um vasto leque de afecções com múltiplas etiologias (hereditárias, congénitas, infecciosas, inflamatórias, traumáticas, tóxicas, auto-imunes, metabólicas, degenerativas e neoplásicas), que em casos extremos e crónicos podem apresentar expressão sistémica, afectando outros órgãos (coração, fígado e rins). Cada uma destas entidades nosológicas necessita de um correcto diagnóstico, baseado no exame físico e nos exames complementares e tratamentos adequados para a sua resolução. Realizou-se a avaliação da cavidade oral através do exame estomatológico-dentário e de exames radiográficos intra e extraorais, com posterior análise estatística dos dados recolhidos. A amostra estudada era constituída maioritariamente por raposas vermelhas pertencentes à classe etária juvenil. De todos os animais avaliados, a maioria apresentava normo oclusão. As alterações dentárias eram pouco frequentes, destacando-se a presença de cálculo, facetas de desgaste e fracturas, alterações estas mais comuns em peças dentárias de raposas idosas. Outras alterações como ausência ou dentes supranumerários, descoloração, mobilidade, retenção de raiz, exposição da pulpa, pulpite necrótica e abcessos periapicais foram consideradas raras. Apenas 10% dos animais evidenciavam sinais de doença periodontal. Pela simples observação desta pequena amostra de animais integrados no seu habitat natural podemos aferir que a patologia oral evidenciada pelos mesmos é menos expressiva do que a referida em estudos relativos a canídeos domesticados.
Autores principais:Silva, Andreia Lopes da
Assunto:Patologia bucal Raposa vermelha Diagnóstico Patologia estomatológico-dentária
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O presente estudo foi realizado no Hospital Veterinário da UTAD, tendo sido efectuado com base em 32 raposas vermelhas (Vulpes vulpes), a mais representativa de todas as raposas, pertencente à família Canidae e teve como principais objectivos a identificação e a classificação da patologia estomatológico-dentária mais frequente nesta espécie. Sendo um predador, a raposa foi perseguida durante séculos devido ao seu alegado hábito de se alimentar de animais domésticos. Apesar do antagonismo existente entre as raposas e o homem, neste particular, actua como um método eficaz de controlo de pragas. São animais com grande adaptabilidade ao habitat e à dieta, sendo predadoras carnívoras, extraordinariamente oportunistas, que como tal, em certas ocasiões são consideradas omnívoras. A cavidade oral, de vital importância para o adequado funcionamento e equilíbrio de todo o organismo, pode ser abrangida por um vasto leque de afecções com múltiplas etiologias (hereditárias, congénitas, infecciosas, inflamatórias, traumáticas, tóxicas, auto-imunes, metabólicas, degenerativas e neoplásicas), que em casos extremos e crónicos podem apresentar expressão sistémica, afectando outros órgãos (coração, fígado e rins). Cada uma destas entidades nosológicas necessita de um correcto diagnóstico, baseado no exame físico e nos exames complementares e tratamentos adequados para a sua resolução. Realizou-se a avaliação da cavidade oral através do exame estomatológico-dentário e de exames radiográficos intra e extraorais, com posterior análise estatística dos dados recolhidos. A amostra estudada era constituída maioritariamente por raposas vermelhas pertencentes à classe etária juvenil. De todos os animais avaliados, a maioria apresentava normo oclusão. As alterações dentárias eram pouco frequentes, destacando-se a presença de cálculo, facetas de desgaste e fracturas, alterações estas mais comuns em peças dentárias de raposas idosas. Outras alterações como ausência ou dentes supranumerários, descoloração, mobilidade, retenção de raiz, exposição da pulpa, pulpite necrótica e abcessos periapicais foram consideradas raras. Apenas 10% dos animais evidenciavam sinais de doença periodontal. Pela simples observação desta pequena amostra de animais integrados no seu habitat natural podemos aferir que a patologia oral evidenciada pelos mesmos é menos expressiva do que a referida em estudos relativos a canídeos domesticados.