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Relação entre velocidade da marcha, força de preensão manual e estado cognitivo na população idosa

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Resumo:Portugal faz parte da região mais antiga do planeta, onde a tendência para o envelhecimento da população é ainda mais acentuada. Embora a esperança média de vida tenha aumentado nas últimas décadas, os anos perdidos por incapacidade também aumentaram, muitas vezes associado ao peso da doença crónica. Em particular, a deterioração do funcionamento físico e cognitivo são fatores de risco salientes para a incapacidade, uma vez que afetam negativamente tanto no ambiente pessoal como social. Acredita-se que a marcha tem uma componente cognitiva, e que os fatores de risco de declínio na cognição e mobilidade possivelmente partilham mecanismos patológicos. Tal como, existe associação entre parâmetros de força e função cognitiva entre os adultos mais velhos que vivem na comunidade. Além disso, reconhece-se que existem disparidades geográficas significativas em Portugal, com uma parte da população residente em áreas remotas, cultural e economicamente desfavorecidas, que podem influenciar diferenças no envelhecimento. Face a estas questões crescentes que a sociedade vem enfrentado, o presente estudo tem por objetivo estudar a relação entre velocidade de marcha, força de preensão manual, equilíbrio e o estado cognitivo e quais variáveis são mais suscetíveis de influenciar o défice cognitivo , numa amostra da população idosa portuguesa residente na comunidade. Para avaliar o nível de desempenho físico dos participantes, foram realizados os testes de velocidade de marcha, força de preensão manual e equilíbrio. Para avaliar o desempenho cognitivo o instrumento MMSE. Os resultados mostram que uma maior velocidade de marcha está relativamente associada a uma pontuação MMSE mais elevada (rho=0,521; p=0,000). A relação mais forte foi encontrada entre a força de preensão manual do membro superior direito e o estado cognitivo (rho=0,647; p=0,000). Os idosos que residem numa área predominantemente rural apresentam pior estado cognitivo quando comparados a áreas predominantemente urbana e área mediamente urbana. Após encontras associações positivas entre o desempenho físico e cognitivo dos idosos, podemos concluir que há uma relação entre eles.
Autores principais:Barros, Gabrielle Brandão
Assunto:Envelhecimento Velocidade de marcha
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Portugal faz parte da região mais antiga do planeta, onde a tendência para o envelhecimento da população é ainda mais acentuada. Embora a esperança média de vida tenha aumentado nas últimas décadas, os anos perdidos por incapacidade também aumentaram, muitas vezes associado ao peso da doença crónica. Em particular, a deterioração do funcionamento físico e cognitivo são fatores de risco salientes para a incapacidade, uma vez que afetam negativamente tanto no ambiente pessoal como social. Acredita-se que a marcha tem uma componente cognitiva, e que os fatores de risco de declínio na cognição e mobilidade possivelmente partilham mecanismos patológicos. Tal como, existe associação entre parâmetros de força e função cognitiva entre os adultos mais velhos que vivem na comunidade. Além disso, reconhece-se que existem disparidades geográficas significativas em Portugal, com uma parte da população residente em áreas remotas, cultural e economicamente desfavorecidas, que podem influenciar diferenças no envelhecimento. Face a estas questões crescentes que a sociedade vem enfrentado, o presente estudo tem por objetivo estudar a relação entre velocidade de marcha, força de preensão manual, equilíbrio e o estado cognitivo e quais variáveis são mais suscetíveis de influenciar o défice cognitivo , numa amostra da população idosa portuguesa residente na comunidade. Para avaliar o nível de desempenho físico dos participantes, foram realizados os testes de velocidade de marcha, força de preensão manual e equilíbrio. Para avaliar o desempenho cognitivo o instrumento MMSE. Os resultados mostram que uma maior velocidade de marcha está relativamente associada a uma pontuação MMSE mais elevada (rho=0,521; p=0,000). A relação mais forte foi encontrada entre a força de preensão manual do membro superior direito e o estado cognitivo (rho=0,647; p=0,000). Os idosos que residem numa área predominantemente rural apresentam pior estado cognitivo quando comparados a áreas predominantemente urbana e área mediamente urbana. Após encontras associações positivas entre o desempenho físico e cognitivo dos idosos, podemos concluir que há uma relação entre eles.