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Avaliação do efeito de três protocolos hormonais de sincronização da ovulação na eficiência reprodutiva de vacas de alta produção em explorações leiteiras do Norte de Portugal

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Resumo:O principal objectivo do presente trabalho foi comparar os efeitos do protocolo COsynch-64 + CIDR, normalmente usado em vacadas de carne, com outros 2 protocolos (Ovsynch- 64 e Ovsynch-64 + CIDR) na taxa de gestação (TG) à 1ª e/ou 2ª inseminação artificial (IA), retorno regular ao estro e intervalo entre partos (IEP) de vacas leiteiras de alta produção, em 6 explorações leiteiras comerciais Portuguesas. Entre Abril de 2009 e Março de 2010, foram usadas vacas da raça Holstein-Frísia, sem doença aparente do foro reprodutivo. As fêmeas (n=266) foram aleatoriamente distribuídas a partir do 40º dia após o parto pelos grupos B (Ovsynch-64; n = 66), C (Ovsynch-64 + CIDR; n = 70) e D (COsynch-64 + CIDR; n = 62). O grupo A (grupo controlo; n = 68) foi constituído por animais aos quais se realizou a IA, após cio natural, durante o intervalo quinzenal ou mensal das visitas de controlo reprodutivo. As vacas, cujo retorno ao estro foi observado 18 a 24 dias após a 1ª IA, foram re-inseminadas (2ª IA). A TG1ªIA foi similar entre os grupos A (39,7%; 27/68), B (33,3%; 22/66), C (34,3%; 24/70) e D (40,3%; 25/62; P = 0,78). Foi observada uma tendência para uma maior taxa de retorno ao estro do grupo D (59,4%; 22/37) relativamente ao grupo B (38,6%; 17/44; P = 0,06). O somatório das vacas gestantes à 1ª IA e das que retornaram ao estro após aquela inseminação foi maior no grupo D (75,8%; 47/62) do que grupo B (59.1%; 39/66; P = 0,04). Também foi observada uma tendência para uma maior TG2ªIA do grupo D (45,5%; 10/22) do que nos grupos A (20,0%; 4/20; P = 0,08) ou B (17,6%; 3/17; P = 0,07). Observou-se uma menor TGglobal no grupo B (37,9%; 25/66; P = 0,04) ou uma tendência para uma menor TGglobal no grupo C (41,4%; 29/70; P = 0,09) do que no grupo D (56,5%; 35/62). O IEP, mas não o intervalo parto-1ªIA, foi menor no grupo D (425,9 ± 78,8 dias; n = 49; P = 0,003) do que nos grupos B (475,3 ± 83,7 dias; n = 43) e C (468,6 ± 80,6 dias; n = 51). Concluímos que embora se tenha observado uma TG1ªIA similar entre os grupos, o protocolo COsynch-64 + CIDR demonstrou ser uma alternativa viável e potencialmente superior aos restantes protocolos hormonais na melhoria da eficiência reprodutiva de vacas altas produtoras.
Autores principais:Azevedo, Carla Maria Lopes de
Assunto:Hormonas Protocolos (COsynch-64+CIDR, Ovsynch) Sincronização do estro Fertilidade Inseminação artificial Vaca leiteira
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O principal objectivo do presente trabalho foi comparar os efeitos do protocolo COsynch-64 + CIDR, normalmente usado em vacadas de carne, com outros 2 protocolos (Ovsynch- 64 e Ovsynch-64 + CIDR) na taxa de gestação (TG) à 1ª e/ou 2ª inseminação artificial (IA), retorno regular ao estro e intervalo entre partos (IEP) de vacas leiteiras de alta produção, em 6 explorações leiteiras comerciais Portuguesas. Entre Abril de 2009 e Março de 2010, foram usadas vacas da raça Holstein-Frísia, sem doença aparente do foro reprodutivo. As fêmeas (n=266) foram aleatoriamente distribuídas a partir do 40º dia após o parto pelos grupos B (Ovsynch-64; n = 66), C (Ovsynch-64 + CIDR; n = 70) e D (COsynch-64 + CIDR; n = 62). O grupo A (grupo controlo; n = 68) foi constituído por animais aos quais se realizou a IA, após cio natural, durante o intervalo quinzenal ou mensal das visitas de controlo reprodutivo. As vacas, cujo retorno ao estro foi observado 18 a 24 dias após a 1ª IA, foram re-inseminadas (2ª IA). A TG1ªIA foi similar entre os grupos A (39,7%; 27/68), B (33,3%; 22/66), C (34,3%; 24/70) e D (40,3%; 25/62; P = 0,78). Foi observada uma tendência para uma maior taxa de retorno ao estro do grupo D (59,4%; 22/37) relativamente ao grupo B (38,6%; 17/44; P = 0,06). O somatório das vacas gestantes à 1ª IA e das que retornaram ao estro após aquela inseminação foi maior no grupo D (75,8%; 47/62) do que grupo B (59.1%; 39/66; P = 0,04). Também foi observada uma tendência para uma maior TG2ªIA do grupo D (45,5%; 10/22) do que nos grupos A (20,0%; 4/20; P = 0,08) ou B (17,6%; 3/17; P = 0,07). Observou-se uma menor TGglobal no grupo B (37,9%; 25/66; P = 0,04) ou uma tendência para uma menor TGglobal no grupo C (41,4%; 29/70; P = 0,09) do que no grupo D (56,5%; 35/62). O IEP, mas não o intervalo parto-1ªIA, foi menor no grupo D (425,9 ± 78,8 dias; n = 49; P = 0,003) do que nos grupos B (475,3 ± 83,7 dias; n = 43) e C (468,6 ± 80,6 dias; n = 51). Concluímos que embora se tenha observado uma TG1ªIA similar entre os grupos, o protocolo COsynch-64 + CIDR demonstrou ser uma alternativa viável e potencialmente superior aos restantes protocolos hormonais na melhoria da eficiência reprodutiva de vacas altas produtoras.