Publicação

Perfil psicológico de prestação, orientações cognitivas e negativismo do futebolista português

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Objectivou-se caracterizar o perfil psicológico de prestação do futebolista português e identificar variáveis psicológicas que diferenciam jogadores de diferentes níveis competitivos (Nacional, Regional e Distrital). Participaram 424 futebolistas portugueses do sexo masculino, com idades entre os 18 e os 36 anos. Utilizaram-se o PPP (Perfil Psicológico de Prestação), o TEOSQ (Task and Ego Orientation in Sport Questionnaire) e a ENAC (Escala de Negativismo e Autoconfiança). Os resultados sugerem que os jogadores de futebol portugueses se preparam mentalmente para a competição, embora não o façam de forma sistemática. Os futebolistas de níveis competitivos mais elevados, de uma forma geral, têm skills psicológicos mais desenvolvidos, encontrando-se diferenças significativas no controlo do negativismo e na atenção. Verificou-se que os jogadores do nível competitivo mais elevado têm as médias mais altas na orientação para a tarefa e mais baixas na orientação para o ego e que existem diferenças significativas inter-níveis na orientação para o ego. O negativismo e a autoconfiança aferidos pela ENAC aumentam e diminuem, respectivamente, à medida que se desce no nível competitivo, encontrando-se diferenças significativas no negativismo. Apenas o controlo do negativismo permitiu diferenciar significativamente futebolistas de diferentes posições. A idade e a experiência competitiva influenciam o desenvolvimento dos skills psicológicos, das orientações cognitivas, da autoconfiança e do negativismo, embora, por si só, não garantam um nível excelente de preparação mental. A análise das propriedades psicométricas da ENAC confirmaram a sua superior adequabilidade comparativamente ao modelo original. Concluiu-se que para uma boa preparação mental contribuem todos os skills psicológicos, pelo que a robustez mental é um constructo complexo e multidimensional.
Autores principais:Almeida, Luís Manuel de Oliveira Marques de
Assunto:Factores psicológicos Psicologia do desporto Rendimento e futebol
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Objectivou-se caracterizar o perfil psicológico de prestação do futebolista português e identificar variáveis psicológicas que diferenciam jogadores de diferentes níveis competitivos (Nacional, Regional e Distrital). Participaram 424 futebolistas portugueses do sexo masculino, com idades entre os 18 e os 36 anos. Utilizaram-se o PPP (Perfil Psicológico de Prestação), o TEOSQ (Task and Ego Orientation in Sport Questionnaire) e a ENAC (Escala de Negativismo e Autoconfiança). Os resultados sugerem que os jogadores de futebol portugueses se preparam mentalmente para a competição, embora não o façam de forma sistemática. Os futebolistas de níveis competitivos mais elevados, de uma forma geral, têm skills psicológicos mais desenvolvidos, encontrando-se diferenças significativas no controlo do negativismo e na atenção. Verificou-se que os jogadores do nível competitivo mais elevado têm as médias mais altas na orientação para a tarefa e mais baixas na orientação para o ego e que existem diferenças significativas inter-níveis na orientação para o ego. O negativismo e a autoconfiança aferidos pela ENAC aumentam e diminuem, respectivamente, à medida que se desce no nível competitivo, encontrando-se diferenças significativas no negativismo. Apenas o controlo do negativismo permitiu diferenciar significativamente futebolistas de diferentes posições. A idade e a experiência competitiva influenciam o desenvolvimento dos skills psicológicos, das orientações cognitivas, da autoconfiança e do negativismo, embora, por si só, não garantam um nível excelente de preparação mental. A análise das propriedades psicométricas da ENAC confirmaram a sua superior adequabilidade comparativamente ao modelo original. Concluiu-se que para uma boa preparação mental contribuem todos os skills psicológicos, pelo que a robustez mental é um constructo complexo e multidimensional.