Publicação
Expressão imunohistoquímica da iNOS em melanomas orais de cães
| Resumo: | Os tumores melanocíticos podem apresentar um caracter maligno, invasivo e com potencial metastático, e neste contexto, justifica-se o estudo imunohistoquímico da expressão da iNOS (óxido nítrico sintetase) para ampliar o conhecimento do comportamento e do microambiente que envolve estas neoplasias. A sintetase do óxido nítrico, que catalisa a produção de óxido nítrico, é uma importante molécula envolvida na sinalização celular, e está associada a muitos processos fisiológicos e patológicos como a inflamação e o cancro. A sua deteção nos tecidos é usada como indicador dos níveis de óxido nítrico. Os estudos acerca da importância do óxido nítrico nos tumores são ainda pouco consensuais e por vezes contraditórios. Sendo o melanoma um paradigma para o estudo da imunologia tumoral, os autores efetuaram um estudo retrospetivo com base em quinze melanomas orais provenientes do Laboratório de Anatomia Patológica da Universidade de São Paulo-Brasil. De cada animal foram registados os dados referentes à identificação (idade, género e raça) e os dados referentes ao tumor (tamanho, localização e presença de metástases) tendo sido feita, posteriormente, uma avaliação das lesões em preparações coradas com hematoxilina-eosina, relativamente aos seguintes parâmetros histopatológicos previamente definidos: atividade juncional; grau de atipia nuclear; tipo celular; infiltrado celular, presença de células gigantes, de células tumorais intravasculares, de ulceração ou necrose; grau de pigmentação celular; estroma e índice mitótico. A expressão da iNOS foi efetuada pelo método da estreptavidina biotina peroxidase. A execução deste método consiste na incubação do anticorpo primário, seguido de um anticorpo secundário biotinilado e do complexo streptavidina-biotina conjugado com a enzima horseradish peroxidase (HRP). Para cada caso, foram avaliados vários parâmetros histopatológicos, os tumores foram categorizados em dois grupos: 0 – negativos (onde se incluíram os tumores negativos ou com grau 1 de extensão) e 1 – positivos (onde se incluíram os graus 2 e 3, independentemente da intensidade de marcação). O Grau de atipia e o tipo celular associaram-se com expressão de iNOS, com um nível de significância de (p=0,044) e (p=0,047) respetivamente. Assim, os tumores com atipia moderada são todos negativos para a iNOS. Já a maioria dos tumores com elevada atipia são, em geral, positivos para a iNOS. Em relação ao tipo celular, os tumores de células redondas, dois são positivos, enquanto os tumores com células de morfologia mista são, em geral, negativos para este biomarcador. |
|---|---|
| Autores principais: | Soares, Luísa Susete Machado |
| Assunto: | Melanoma Cães |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Os tumores melanocíticos podem apresentar um caracter maligno, invasivo e com potencial metastático, e neste contexto, justifica-se o estudo imunohistoquímico da expressão da iNOS (óxido nítrico sintetase) para ampliar o conhecimento do comportamento e do microambiente que envolve estas neoplasias. A sintetase do óxido nítrico, que catalisa a produção de óxido nítrico, é uma importante molécula envolvida na sinalização celular, e está associada a muitos processos fisiológicos e patológicos como a inflamação e o cancro. A sua deteção nos tecidos é usada como indicador dos níveis de óxido nítrico. Os estudos acerca da importância do óxido nítrico nos tumores são ainda pouco consensuais e por vezes contraditórios. Sendo o melanoma um paradigma para o estudo da imunologia tumoral, os autores efetuaram um estudo retrospetivo com base em quinze melanomas orais provenientes do Laboratório de Anatomia Patológica da Universidade de São Paulo-Brasil. De cada animal foram registados os dados referentes à identificação (idade, género e raça) e os dados referentes ao tumor (tamanho, localização e presença de metástases) tendo sido feita, posteriormente, uma avaliação das lesões em preparações coradas com hematoxilina-eosina, relativamente aos seguintes parâmetros histopatológicos previamente definidos: atividade juncional; grau de atipia nuclear; tipo celular; infiltrado celular, presença de células gigantes, de células tumorais intravasculares, de ulceração ou necrose; grau de pigmentação celular; estroma e índice mitótico. A expressão da iNOS foi efetuada pelo método da estreptavidina biotina peroxidase. A execução deste método consiste na incubação do anticorpo primário, seguido de um anticorpo secundário biotinilado e do complexo streptavidina-biotina conjugado com a enzima horseradish peroxidase (HRP). Para cada caso, foram avaliados vários parâmetros histopatológicos, os tumores foram categorizados em dois grupos: 0 – negativos (onde se incluíram os tumores negativos ou com grau 1 de extensão) e 1 – positivos (onde se incluíram os graus 2 e 3, independentemente da intensidade de marcação). O Grau de atipia e o tipo celular associaram-se com expressão de iNOS, com um nível de significância de (p=0,044) e (p=0,047) respetivamente. Assim, os tumores com atipia moderada são todos negativos para a iNOS. Já a maioria dos tumores com elevada atipia são, em geral, positivos para a iNOS. Em relação ao tipo celular, os tumores de células redondas, dois são positivos, enquanto os tumores com células de morfologia mista são, em geral, negativos para este biomarcador. |
|---|