Publicação
Dirofilariose cardiopulmonar canina: estudo de casos
| Resumo: | A dirofilariose é uma doença cujo agente é transmitido por vetores culicídeos dos géneros Aedes, Anopheles e Culex, que acomete diferentes espécies de mamíferos, incluindo os cães, felinos e o homem. A dirofilariose cardiopulmonar canina é uma doença de carater grave provocada pelo nemátode D. immitis, de ciclo indireto, sendo necessário um hospedeiro definitivo (cão) e um hospedeiro intermediário (mosquito) para se completar o desenvolvimento do parasita. Na sua forma adulta, as filárias alojam-se principalmente na artéria pulmonar e ventrículo direito, produzindo um processo também conhecido como “doença do verme do coração” ou “heartworm disease”. A distribuição geográfica da doença é mundial, com casos registados na Europa, América do Sul e do Norte, África, Ásia e Austrália e há evidências da disseminação da dirofilariose por diferentes países onde antes nunca tinha sido descrita. A dirofilariose é diagnosticada pelo exame físico através de sinais clínicos, deteção de microfilárias na corrente sanguínea, deteção de antigénios, alterações radiográficas e ecocardiográficas. O tratamento desta doença inclui riscos, como o tromboembolismo pulmonar, sendo a quimioprofilaxia um método eficaz em animais que residam em áreas endémicas, diminuindo assim o risco para a saúde pública e para a disseminação do parasita. O objetivo deste trabalho foi de realizar uma revisão bibliográfica acerca dos principais aspetos relacionados com a dirofilariose cardiopulmonar canina, aplicar métodos de diagnóstico da doença, avaliar alterações clínicas e laboratoriais e acompanhar o tratamento em animais infetados com D. immitis. A nenhum deles foi iniciado o tratamento, apenas registado no canil a sua situação corrente, por habitarem numa zona endémica de dirofilariose, para posteriormente serem tratados aquando da sua adoção. Dois casos do Hospital Clínico Veterinário da Universidade de Las Palmas de Gran Canária (HCV-ULPGC) foram detetados com infeção através do teste de antigénio, tendo sido executados meios de diagnóstico, como radigrafia torácica, ecocardiografia e medição do dímero-D, para estadiar a doença e elaborado o plano de tratamento individual. Ao animal C, após o primeiro mês de tratamento, foi-lhe diagnosticado tromboembolismo pulmonar por um aumento do valor de dímero-D e radiografia torácica sugestiva, tendo sido tratado com glucocorticóides, prosseguindo depois de estabilizado para a continuação do tratamento para dirofilariose. O animal L obteve níveis iniciais de dímero-D devido a um traumatismo no membro anterior esquerdo (MAE), não representando problemas para o normal tratamento da dirofilariose. Em ambos os animais, o protocolo de tratamento efetuado foi de acordo com a American Heartworm Society. Embora a amostra tenha sido pequena, foram aplicados os meios de diagnóstico necessários para detetar a infeção e que, em conjunto, se revelaram úteis para classificar o estádio da doença e assegurar um tratamento adequado a cada animal. |
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| Autores principais: | Nascimento, Isabel Sofia Correia do |
| Assunto: | Doença cardiopulmonar Dirofilariose Infecção por nemátodos Dirofilária immitis Zoonoses Diagnóstico clínico Dímero-D |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A dirofilariose é uma doença cujo agente é transmitido por vetores culicídeos dos géneros Aedes, Anopheles e Culex, que acomete diferentes espécies de mamíferos, incluindo os cães, felinos e o homem. A dirofilariose cardiopulmonar canina é uma doença de carater grave provocada pelo nemátode D. immitis, de ciclo indireto, sendo necessário um hospedeiro definitivo (cão) e um hospedeiro intermediário (mosquito) para se completar o desenvolvimento do parasita. Na sua forma adulta, as filárias alojam-se principalmente na artéria pulmonar e ventrículo direito, produzindo um processo também conhecido como “doença do verme do coração” ou “heartworm disease”. A distribuição geográfica da doença é mundial, com casos registados na Europa, América do Sul e do Norte, África, Ásia e Austrália e há evidências da disseminação da dirofilariose por diferentes países onde antes nunca tinha sido descrita. A dirofilariose é diagnosticada pelo exame físico através de sinais clínicos, deteção de microfilárias na corrente sanguínea, deteção de antigénios, alterações radiográficas e ecocardiográficas. O tratamento desta doença inclui riscos, como o tromboembolismo pulmonar, sendo a quimioprofilaxia um método eficaz em animais que residam em áreas endémicas, diminuindo assim o risco para a saúde pública e para a disseminação do parasita. O objetivo deste trabalho foi de realizar uma revisão bibliográfica acerca dos principais aspetos relacionados com a dirofilariose cardiopulmonar canina, aplicar métodos de diagnóstico da doença, avaliar alterações clínicas e laboratoriais e acompanhar o tratamento em animais infetados com D. immitis. A nenhum deles foi iniciado o tratamento, apenas registado no canil a sua situação corrente, por habitarem numa zona endémica de dirofilariose, para posteriormente serem tratados aquando da sua adoção. Dois casos do Hospital Clínico Veterinário da Universidade de Las Palmas de Gran Canária (HCV-ULPGC) foram detetados com infeção através do teste de antigénio, tendo sido executados meios de diagnóstico, como radigrafia torácica, ecocardiografia e medição do dímero-D, para estadiar a doença e elaborado o plano de tratamento individual. Ao animal C, após o primeiro mês de tratamento, foi-lhe diagnosticado tromboembolismo pulmonar por um aumento do valor de dímero-D e radiografia torácica sugestiva, tendo sido tratado com glucocorticóides, prosseguindo depois de estabilizado para a continuação do tratamento para dirofilariose. O animal L obteve níveis iniciais de dímero-D devido a um traumatismo no membro anterior esquerdo (MAE), não representando problemas para o normal tratamento da dirofilariose. Em ambos os animais, o protocolo de tratamento efetuado foi de acordo com a American Heartworm Society. Embora a amostra tenha sido pequena, foram aplicados os meios de diagnóstico necessários para detetar a infeção e que, em conjunto, se revelaram úteis para classificar o estádio da doença e assegurar um tratamento adequado a cada animal. |
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