Publicação
O sono em mulheres pós-menopáusicas: relação com a atividade física, a composição corporal e a conexão com a natureza
| Resumo: | O climatério é um marcante período da vida da mulher. Ela é considerada pós-menopáusica após 12 meses desde a última menstruação. Durante o período de pós-menopausa, as mulheres passam por algumas mudanças físicas e psicológicas relacionadas com a deficiência de estrogénio. Esta fase é assinalada por sintomas que decorrem das mudanças nos níveis hormonais, sejam eles físicos ou psicológicos, que afetam fortemente a qualidade do sono. O presente estudo teve como objetivo investigar de que modo a atividade física, os níveis de adiposidade e a conexão com o ambiente natural influenciavam a duração e a qualidade do sono em mulheres com amenorreia permanente. A amostra incluiu 22 mulheres com uma idade média de 61,90 anos, as quais foram dividas em dois grupos: sem medicação para dormir (SMD; n=15) e com medicação para dormir (CMD; n=7). O sono foi avaliado através do Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (PSQI) e por acelerometria. O acelerómetro Actigraph GT3X foi também utilizado na apreciação dos níveis de atividade física. A composição corporal foi avaliada através da bioimpedância octopolar InBody120 e a Escala de Relação com a Natureza (ERN) de Mayer & Frantz (2004) foi utilizada na apreciação da ligação afetiva das mulheres ao ambiente natural. A informação relativa às características da menopausa e ao uso de medicação para dormir foram obtidas através da aplicação de um questionário desenvolvido para o efeito. A análise estatística incluiu testes t para amostras independentes, coeficiente de correlação R de Pearson e análises de regressão simples, sendo considerado um grau de significância estatística de 5%. Os dois instrumentos de apreciação do sono não revelaram diferenças em relação ao tempo total do sono, eficiência do sono e latência do mesmo. Também não foram identificadas diferenças com significado estatístico entre as mulheres com e sem medicação para dormir em relação aos parâmetros do sono avaliados por acelerometria (duração, latência, eficiência e índice de fragmentação), à composição corporal e à conexão com a natureza. Contudo, as mulheres CMD exibiram valores médios superiores de índice de qualidade do sono (p< 0,01) e menores níveis de atividade física (p 0,03). Em ambos os grupos de mulheres, a adiposidade e a conexão com a natureza não se revelaram preditores significativos dos parâmetros do sono avaliados por acelerometria. Nas mulheres CMD maiores níveis de AFMV revelaram-se associados a uma menor eficiência do sono (=-0,90, p= 0,01), a uma maior latência do mesmo (=-0,92, p< 0,01) e a uma menor fragmentação do sono (=-0,89, p= 0,01). Os resultados sugerem que a eficiência do sono e a latência do sono são influenciados pelos níveis de AFMV nas mulheres CMD. Independentemente do uso de medicação, a conexão com a natureza e os níveis de adiposidade não influenciaram os parâmetros do sono apreciados na pesquisa por acelerometria. |
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| Autores principais: | Mendes, Márcia Isabel de Jesus |
| Assunto: | menopausa acelerometria adiposidade massa muscular conexão com a natureza |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O climatério é um marcante período da vida da mulher. Ela é considerada pós-menopáusica após 12 meses desde a última menstruação. Durante o período de pós-menopausa, as mulheres passam por algumas mudanças físicas e psicológicas relacionadas com a deficiência de estrogénio. Esta fase é assinalada por sintomas que decorrem das mudanças nos níveis hormonais, sejam eles físicos ou psicológicos, que afetam fortemente a qualidade do sono. O presente estudo teve como objetivo investigar de que modo a atividade física, os níveis de adiposidade e a conexão com o ambiente natural influenciavam a duração e a qualidade do sono em mulheres com amenorreia permanente. A amostra incluiu 22 mulheres com uma idade média de 61,90 anos, as quais foram dividas em dois grupos: sem medicação para dormir (SMD; n=15) e com medicação para dormir (CMD; n=7). O sono foi avaliado através do Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (PSQI) e por acelerometria. O acelerómetro Actigraph GT3X foi também utilizado na apreciação dos níveis de atividade física. A composição corporal foi avaliada através da bioimpedância octopolar InBody120 e a Escala de Relação com a Natureza (ERN) de Mayer & Frantz (2004) foi utilizada na apreciação da ligação afetiva das mulheres ao ambiente natural. A informação relativa às características da menopausa e ao uso de medicação para dormir foram obtidas através da aplicação de um questionário desenvolvido para o efeito. A análise estatística incluiu testes t para amostras independentes, coeficiente de correlação R de Pearson e análises de regressão simples, sendo considerado um grau de significância estatística de 5%. Os dois instrumentos de apreciação do sono não revelaram diferenças em relação ao tempo total do sono, eficiência do sono e latência do mesmo. Também não foram identificadas diferenças com significado estatístico entre as mulheres com e sem medicação para dormir em relação aos parâmetros do sono avaliados por acelerometria (duração, latência, eficiência e índice de fragmentação), à composição corporal e à conexão com a natureza. Contudo, as mulheres CMD exibiram valores médios superiores de índice de qualidade do sono (p< 0,01) e menores níveis de atividade física (p 0,03). Em ambos os grupos de mulheres, a adiposidade e a conexão com a natureza não se revelaram preditores significativos dos parâmetros do sono avaliados por acelerometria. Nas mulheres CMD maiores níveis de AFMV revelaram-se associados a uma menor eficiência do sono (=-0,90, p= 0,01), a uma maior latência do mesmo (=-0,92, p< 0,01) e a uma menor fragmentação do sono (=-0,89, p= 0,01). Os resultados sugerem que a eficiência do sono e a latência do sono são influenciados pelos níveis de AFMV nas mulheres CMD. Independentemente do uso de medicação, a conexão com a natureza e os níveis de adiposidade não influenciaram os parâmetros do sono apreciados na pesquisa por acelerometria. |
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