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Envelhecimento e tomada de decisão: influência da independência funcional, autonomia e institucionalização

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O aumento da esperança média de vida e consequente acréscimo da proporção de pessoas idosas levam à necessidade, cada vez maior, de institucionalização. A institucionalização de um idoso é um processo extremamente complexo por serem experienciadas várias situações de perda e, além disso, determinados direitos como a privacidade, a autonomia e a liberdade de tomar decisões ficam, muitas vezes, comprometidos aquando da entrada na instituição. Objetivo: Verificar de que forma a independência funcional, a autonomia e a institucionalização estão relacionadas com a capacidade de tomada de decisão. Materiais e métodos: A amostra foi constituída por 53 idosos (23 institucionalizados e 30 não institucionalizados), residentes na região norte de Portugal. Inicialmente aplicou-se um questionário geral onde foram recolhidos os dados sociodemográficos de todos os idosos e, de seguida, avaliou-se a capacidade cognitiva através do Mini Mental State Examination, a funcionalidade através do Índice de Barthel e da Short Physical Performance Battery e a tomada de decisão através do Trail Making Test (Parte A) e do Train Your Brain Senior Games (níveis 1, 2, 3, 6 e 12). Resultados: A idade média da amostra foi de 78,9 (±8,57) anos, dos quais 21 eram do sexo masculino (39,6%) e 32 do sexo feminino (60,4%). Relativamente à capacidade para realizar atividades básicas da vida diária verificou-se que os idosos não institucionalizados eram significativamente melhores em todos os parâmetros, exceto na higiene pessoal e na alimentação, quando comparados com os institucionalizados. Quando avaliados pela Short Physical Performance Battery, os sujeitos residentes em ambiente domiciliar demonstraram-se significativamente melhores na marcha e no total, comparativamente com os institucionalizados. Já na avaliação cognitiva, os indivíduos não institucionalizados evidenciaram-se significativamente melhores nos itens retenção atenção e cálculo e no score total do Mini Mental State Examination. Por fim, no que à capacidade de tomada de decisão diz respeito, constatou-se que além dos idosos institucionalizados demorarem, em média, mais tempo na realização do Trail Making Test, também cometiam mais erros nos níveis mais simples (nível 2 e 3) do Train Your Brain (p<0,05). Conclusões: Os resultados deste estudo demonstram que existem diversos fatores que influenciam a capacidade de tomada de decisão do idoso, dentre os quais se destacam a idade, a institucionalização, a escolaridade, a capacidade funcional e a capacidade cognitiva.
Autores principais:Carvalho, Jéssica Maria Mendes
Assunto:idoso funcionalidade
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O aumento da esperança média de vida e consequente acréscimo da proporção de pessoas idosas levam à necessidade, cada vez maior, de institucionalização. A institucionalização de um idoso é um processo extremamente complexo por serem experienciadas várias situações de perda e, além disso, determinados direitos como a privacidade, a autonomia e a liberdade de tomar decisões ficam, muitas vezes, comprometidos aquando da entrada na instituição. Objetivo: Verificar de que forma a independência funcional, a autonomia e a institucionalização estão relacionadas com a capacidade de tomada de decisão. Materiais e métodos: A amostra foi constituída por 53 idosos (23 institucionalizados e 30 não institucionalizados), residentes na região norte de Portugal. Inicialmente aplicou-se um questionário geral onde foram recolhidos os dados sociodemográficos de todos os idosos e, de seguida, avaliou-se a capacidade cognitiva através do Mini Mental State Examination, a funcionalidade através do Índice de Barthel e da Short Physical Performance Battery e a tomada de decisão através do Trail Making Test (Parte A) e do Train Your Brain Senior Games (níveis 1, 2, 3, 6 e 12). Resultados: A idade média da amostra foi de 78,9 (±8,57) anos, dos quais 21 eram do sexo masculino (39,6%) e 32 do sexo feminino (60,4%). Relativamente à capacidade para realizar atividades básicas da vida diária verificou-se que os idosos não institucionalizados eram significativamente melhores em todos os parâmetros, exceto na higiene pessoal e na alimentação, quando comparados com os institucionalizados. Quando avaliados pela Short Physical Performance Battery, os sujeitos residentes em ambiente domiciliar demonstraram-se significativamente melhores na marcha e no total, comparativamente com os institucionalizados. Já na avaliação cognitiva, os indivíduos não institucionalizados evidenciaram-se significativamente melhores nos itens retenção atenção e cálculo e no score total do Mini Mental State Examination. Por fim, no que à capacidade de tomada de decisão diz respeito, constatou-se que além dos idosos institucionalizados demorarem, em média, mais tempo na realização do Trail Making Test, também cometiam mais erros nos níveis mais simples (nível 2 e 3) do Train Your Brain (p<0,05). Conclusões: Os resultados deste estudo demonstram que existem diversos fatores que influenciam a capacidade de tomada de decisão do idoso, dentre os quais se destacam a idade, a institucionalização, a escolaridade, a capacidade funcional e a capacidade cognitiva.