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A importância da inteligência emocional nos estilos de gestão de conflitos

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Resumo:O conflito encontra-se subjacente a qualquer organização humana. Devido à grande diversidade de relações sociais que se estabelecem dentro das organizações, estes locais mostram-se propícios ao surgimento de conflitos, derivados dos diferentes interesses, objetivos, valores, expetativas, necessidades e pontos de vista dos indivíduos. Surge assim a necessidade de se enfrentar e gerir o conflito de forma adequada e construtiva, procurando estabelecer relações de cooperação, para que surjam soluções integrativas para os problemas. No decorrer do conflito, as características pessoais dos intervenientes assumem um papel fulcral, como é o caso dos estilos de gestão de conflitos. A escolha dos estilos parece estar relacionada com a inteligência emocional do indivíduo, na medida em que o estado emocional das partes em confronto irá influenciar a forma como se aborda o conflito. Apesar da atenção que estas temáticas têm recebido recentemente por parte da comunidade científica, os estudos acerca da importância e aplicabilidade da inteligência emocional no âmbito da gestão de conflitos são ainda escassos. Desta forma, o presente estudo tem como principal objetivo analisar a influência da inteligência emocional nos estilos de gestão de conflitos em contexto organizacional. Para tal, numa primeira parte efetuou-se uma revisão da literatura sobre as temáticas e prosseguiu-se com um estudo empírico, recorrendo a uma amostra de 138 funcionários da Câmara Municipal. Foram utilizados dois instrumentos para a mensuração das variáveis em estudo, designadamente o Rahim Organizational Conflict Inventory II (ROCI-II) para avaliar os estilos de gestão de conflitos, e o Questionário de Competência Emocional (QCE) para avaliar a inteligência emocional. A análise das características psicométricas das escalas revelou bons resultados na sua generalidade, sugerindo que ambas as escalas apresentam bons índices de fiabilidade. Os principais resultados do presente estudo demonstram que existe uma relação entre a inteligência emocional e a utilização dos estilos de integração e compromisso. Quanto aos estilos de gestão – evitação, dominação e servilismo – não apresentaram relação com a inteligência emocional. Por fim, são comentados os aspetos mais importantes resultantes do estudo empírico efetuado e oferecidas sugestões para futuras investigações.
Autores principais:Maciel, Daniela Alexandra de Oliveira
Assunto:Estilos de Gestão de Conflito Conflito Inteligência Emocional
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O conflito encontra-se subjacente a qualquer organização humana. Devido à grande diversidade de relações sociais que se estabelecem dentro das organizações, estes locais mostram-se propícios ao surgimento de conflitos, derivados dos diferentes interesses, objetivos, valores, expetativas, necessidades e pontos de vista dos indivíduos. Surge assim a necessidade de se enfrentar e gerir o conflito de forma adequada e construtiva, procurando estabelecer relações de cooperação, para que surjam soluções integrativas para os problemas. No decorrer do conflito, as características pessoais dos intervenientes assumem um papel fulcral, como é o caso dos estilos de gestão de conflitos. A escolha dos estilos parece estar relacionada com a inteligência emocional do indivíduo, na medida em que o estado emocional das partes em confronto irá influenciar a forma como se aborda o conflito. Apesar da atenção que estas temáticas têm recebido recentemente por parte da comunidade científica, os estudos acerca da importância e aplicabilidade da inteligência emocional no âmbito da gestão de conflitos são ainda escassos. Desta forma, o presente estudo tem como principal objetivo analisar a influência da inteligência emocional nos estilos de gestão de conflitos em contexto organizacional. Para tal, numa primeira parte efetuou-se uma revisão da literatura sobre as temáticas e prosseguiu-se com um estudo empírico, recorrendo a uma amostra de 138 funcionários da Câmara Municipal. Foram utilizados dois instrumentos para a mensuração das variáveis em estudo, designadamente o Rahim Organizational Conflict Inventory II (ROCI-II) para avaliar os estilos de gestão de conflitos, e o Questionário de Competência Emocional (QCE) para avaliar a inteligência emocional. A análise das características psicométricas das escalas revelou bons resultados na sua generalidade, sugerindo que ambas as escalas apresentam bons índices de fiabilidade. Os principais resultados do presente estudo demonstram que existe uma relação entre a inteligência emocional e a utilização dos estilos de integração e compromisso. Quanto aos estilos de gestão – evitação, dominação e servilismo – não apresentaram relação com a inteligência emocional. Por fim, são comentados os aspetos mais importantes resultantes do estudo empírico efetuado e oferecidas sugestões para futuras investigações.