Publicação
Violência e bem-estar Psicológico dos Profissionais de Saúde
| Resumo: | Introdução: O presente relatório surge no âmbito da unidade curricular estágio e relatório que integra o curso de mestrado em Enfermagem Comunitária da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. O estágio decorreu no período compreendido entre 13 de setembro de 2021 e 11 de fevereiro de 2022, na Unidade de Cuidados na Comunidade de Lamego (UCC Lamego) e na Unidade de Saúde Pública (USP) que integram o Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) Douro Sul. Objetivo: Analisar o contributo das atividades realizadas durante o estágio para o desenvolvimento das competências comuns e especificas do enfermeiro especialista em enfermagem comunitária e aplicar as fases da metodologia do planeamento em saúde, desde o diagnóstico de situação passando pelo planeamento, operacionalização e avaliação do projeto de intervenção. Metodologia: Aplicou-se a metodologia do planeamento em saúde (PS), e realizou-se o diagnóstico de situação de saúde, intitulado: Perceção dos Profissionais de Saúde sobre a violência no sector da saúde no qual participaram 66 Profissionais de Saúde. Seguiram-se as etapas seguintes do PS e planeou-se e implementou-se o projeto de intervenção: Respeite o Profissional de Saúde, violência não resolve!, no qual participaram 15 Profissionais de Saúde. Para o diagnóstico de situação realizou-se um estudo observacional, transversal, de abordagem quantitativa e descritivo-correlacional. Recorreu-se à estatística descritiva e inferencial e o nível de significância considerado foi de 5%. Para o projeto de intervenção realizou-se um estudo longitudinal, com avaliação antes e após a intervenção. Resultados: Participaram no diagnóstico de situação 66 Profissionais de Saúde, a maioria (68,2%) do sexo feminino, com a média de idades de 45,65 (DP=12,02) anos, a maioria (40,9%) eram enfermeiros, seguidos dos médicos (22,75%) e assistentes técnicos (8,7%). Os participantes tinham em média 19,03 (DP=12,59) anos de serviço e a maioria (72,01%) tinha vínculo profissional à função pública. No que concerne ao Bem-estar Psicológico a média foi de 19,37 (DP=7,84). Quanto aos resultados dos domínios sobre a violência, salienta-se que 80,3% dos Profissionais de Saúde consideraram que nas unidades de saúde existem instrumentos, materiais, equipamento e mobiliário que podem ser utilizados para agredir, 77,3% referiram que não existe divulgação das medidas de combate à violência e 69,7% consideraram que não existem medidas físicas de segurança adequadas. Observou-se ainda, que 27,3% dos Profissionais de Saúde foram vítimas de algum incidente relacionado com violência no último ano, e destes 76,2% referiu que o tipo de violência foi verbal e 88,9% dos participantes não notificou o incidente. Também, 37,9% dos Profissionais de Saúde referiu que presenciou algum incidente violento, e destes 75,8% confirmaram que a violência foi verbal, sendo que 64% não notificou o incidente. Os Profissionais de Saúde que mais presenciaram episódios de violência foram os assistentes técnicos (12,1%), seguidos dos médicos (12,1%) e dos enfermeiros (9,1%), (p<0,05). Após o diagnóstico de situação definiram-se as prioridades, os objetivos, as estratégias, operacionalizouse o projeto Respeite o Profissional de Saúde, violência não resolve! e procedeu-se à avaliação. Quanto aos resultados do projeto de intervenção, verificou-se um aumento dos conhecimentos dos Profissionais de Saúde sobre a violência, o que pode ser constatado pelas metas alcanças: 80% dos Profissionais de Saúde sabem agora como agir se sofrerem um episódio de violência, 92,37% sabem como agir se detetarem algum tipo de comportamento agressivo de um utente em relação a outro profissional; 92,21% conhecem o ambiente de segurança da receção, sala de espera e gabinetes; 81,32% sabem identificar os sinais potencialmente perigosos manifestados pelos doentes ou acompanhantes e todos os Profissionais de Saúde demonstraram conhecimento sobre a plataforma NOTIFICA e sobre o Plano de Ação para a Prevenção da Violência no Setor da Saúde. Conclusão: Tendo em conta as atividades desenvolvidas durante o estágio e analisando as competências desenvolvidas, podemos afirmar que atingimos os objetivos preconizados. Aplicamos todas as etapas da metodologia do Planeamento em Saúde, desde o diagnóstico de situação até à avaliação das intervenções. Os resultados obtidos vão permitir divulgar as orientações para intervenção e prevenção em relação à violência no setor da saúde, de forma a promover boas práticas e respostas adequadas às situações de violência. |
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| Autores principais: | Costa, Stéfanie Zeferino Carrulo da |
| Assunto: | Violência Bem-estar Psicológico |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Introdução: O presente relatório surge no âmbito da unidade curricular estágio e relatório que integra o curso de mestrado em Enfermagem Comunitária da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. O estágio decorreu no período compreendido entre 13 de setembro de 2021 e 11 de fevereiro de 2022, na Unidade de Cuidados na Comunidade de Lamego (UCC Lamego) e na Unidade de Saúde Pública (USP) que integram o Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) Douro Sul. Objetivo: Analisar o contributo das atividades realizadas durante o estágio para o desenvolvimento das competências comuns e especificas do enfermeiro especialista em enfermagem comunitária e aplicar as fases da metodologia do planeamento em saúde, desde o diagnóstico de situação passando pelo planeamento, operacionalização e avaliação do projeto de intervenção. Metodologia: Aplicou-se a metodologia do planeamento em saúde (PS), e realizou-se o diagnóstico de situação de saúde, intitulado: Perceção dos Profissionais de Saúde sobre a violência no sector da saúde no qual participaram 66 Profissionais de Saúde. Seguiram-se as etapas seguintes do PS e planeou-se e implementou-se o projeto de intervenção: Respeite o Profissional de Saúde, violência não resolve!, no qual participaram 15 Profissionais de Saúde. Para o diagnóstico de situação realizou-se um estudo observacional, transversal, de abordagem quantitativa e descritivo-correlacional. Recorreu-se à estatística descritiva e inferencial e o nível de significância considerado foi de 5%. Para o projeto de intervenção realizou-se um estudo longitudinal, com avaliação antes e após a intervenção. Resultados: Participaram no diagnóstico de situação 66 Profissionais de Saúde, a maioria (68,2%) do sexo feminino, com a média de idades de 45,65 (DP=12,02) anos, a maioria (40,9%) eram enfermeiros, seguidos dos médicos (22,75%) e assistentes técnicos (8,7%). Os participantes tinham em média 19,03 (DP=12,59) anos de serviço e a maioria (72,01%) tinha vínculo profissional à função pública. No que concerne ao Bem-estar Psicológico a média foi de 19,37 (DP=7,84). Quanto aos resultados dos domínios sobre a violência, salienta-se que 80,3% dos Profissionais de Saúde consideraram que nas unidades de saúde existem instrumentos, materiais, equipamento e mobiliário que podem ser utilizados para agredir, 77,3% referiram que não existe divulgação das medidas de combate à violência e 69,7% consideraram que não existem medidas físicas de segurança adequadas. Observou-se ainda, que 27,3% dos Profissionais de Saúde foram vítimas de algum incidente relacionado com violência no último ano, e destes 76,2% referiu que o tipo de violência foi verbal e 88,9% dos participantes não notificou o incidente. Também, 37,9% dos Profissionais de Saúde referiu que presenciou algum incidente violento, e destes 75,8% confirmaram que a violência foi verbal, sendo que 64% não notificou o incidente. Os Profissionais de Saúde que mais presenciaram episódios de violência foram os assistentes técnicos (12,1%), seguidos dos médicos (12,1%) e dos enfermeiros (9,1%), (p<0,05). Após o diagnóstico de situação definiram-se as prioridades, os objetivos, as estratégias, operacionalizouse o projeto Respeite o Profissional de Saúde, violência não resolve! e procedeu-se à avaliação. Quanto aos resultados do projeto de intervenção, verificou-se um aumento dos conhecimentos dos Profissionais de Saúde sobre a violência, o que pode ser constatado pelas metas alcanças: 80% dos Profissionais de Saúde sabem agora como agir se sofrerem um episódio de violência, 92,37% sabem como agir se detetarem algum tipo de comportamento agressivo de um utente em relação a outro profissional; 92,21% conhecem o ambiente de segurança da receção, sala de espera e gabinetes; 81,32% sabem identificar os sinais potencialmente perigosos manifestados pelos doentes ou acompanhantes e todos os Profissionais de Saúde demonstraram conhecimento sobre a plataforma NOTIFICA e sobre o Plano de Ação para a Prevenção da Violência no Setor da Saúde. Conclusão: Tendo em conta as atividades desenvolvidas durante o estágio e analisando as competências desenvolvidas, podemos afirmar que atingimos os objetivos preconizados. Aplicamos todas as etapas da metodologia do Planeamento em Saúde, desde o diagnóstico de situação até à avaliação das intervenções. Os resultados obtidos vão permitir divulgar as orientações para intervenção e prevenção em relação à violência no setor da saúde, de forma a promover boas práticas e respostas adequadas às situações de violência. |
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