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A empatia e os padrões de vinculação em estudantes universitários: um estudo comparativo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo teve como objectivo analisar a empatia em estudantes universitários. Procuramos perceber se existem diferenças na empatia entre os cursos de psicologia, serviço social, enfermagem, medicina veterinária, engenharia civil, engenharia das energias, engenharia agronómica e engenharia electrotécnica e de computadores. A empatia é estudada numa perspectiva evolutiva procurando investigar se existem diferenças entre os estudantes do primeiro e último ano de cada curso. Além das variáveis sociodemográficas, que também fizeram parte deste estudo, analisamos ainda a relação entre os padrões de vinculação e a empatia. A amostra é constituída por 533 estudantes na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro com idades entre os 17 e os 53 anos. Os instrumentos utilizados são: o Inventário de Empatia (Falcone, Ferreira, Da Luz, Fernandes, Faria, D´Augustin, Sardinha, & De Pinho, 2008), a Escala Básica de Empatia (Jollife, & Farrington, 2006; versão portuguesa, Cardoso, & Simões, 2010) e a Escala de Vinculação do Adulto (Collins, & Read, 1990) traduzida e validada para a população portuguesa por Canavarro (1997; cit. por Canavarro, Dias, & Lima, 2006). Os resultados indicam que existem diferenças significativas de empatia entre os cursos de psicologia, serviço social, enfermagem, medicina veterinária vs engenharias, constatando-se que os engenheiros apresentam valores inferiores comparativamente aos restantes cursos. Quanto à evolução da empatia cognitiva, verificamos que todos os cursos aumentam significativamente do primeiro para o último ano. Tal como a literatura indica, as mulheres são mais empáticas do que os homens. O estudo da relação dos padrões de vinculação e da empatia revela que o padrão de vinculação segura apresenta valores médios de empatia cognitiva superiores ao padrão de vinculação ansioso. Concluímos, assim, que existem diferenças de empatia entre os estudantes e os anos de formação. Dado o seu aumento ao longo do curso, podemos afirmar que o seu desenvolvimento por parte das instituições de ensino é algo que deve continuar a ser praticado e, noutros casos, deve ser posto em prática.
Autores principais:Martins, Edith Pires
Assunto:Empatia Estudantes Padrões de vinculação
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O presente estudo teve como objectivo analisar a empatia em estudantes universitários. Procuramos perceber se existem diferenças na empatia entre os cursos de psicologia, serviço social, enfermagem, medicina veterinária, engenharia civil, engenharia das energias, engenharia agronómica e engenharia electrotécnica e de computadores. A empatia é estudada numa perspectiva evolutiva procurando investigar se existem diferenças entre os estudantes do primeiro e último ano de cada curso. Além das variáveis sociodemográficas, que também fizeram parte deste estudo, analisamos ainda a relação entre os padrões de vinculação e a empatia. A amostra é constituída por 533 estudantes na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro com idades entre os 17 e os 53 anos. Os instrumentos utilizados são: o Inventário de Empatia (Falcone, Ferreira, Da Luz, Fernandes, Faria, D´Augustin, Sardinha, & De Pinho, 2008), a Escala Básica de Empatia (Jollife, & Farrington, 2006; versão portuguesa, Cardoso, & Simões, 2010) e a Escala de Vinculação do Adulto (Collins, & Read, 1990) traduzida e validada para a população portuguesa por Canavarro (1997; cit. por Canavarro, Dias, & Lima, 2006). Os resultados indicam que existem diferenças significativas de empatia entre os cursos de psicologia, serviço social, enfermagem, medicina veterinária vs engenharias, constatando-se que os engenheiros apresentam valores inferiores comparativamente aos restantes cursos. Quanto à evolução da empatia cognitiva, verificamos que todos os cursos aumentam significativamente do primeiro para o último ano. Tal como a literatura indica, as mulheres são mais empáticas do que os homens. O estudo da relação dos padrões de vinculação e da empatia revela que o padrão de vinculação segura apresenta valores médios de empatia cognitiva superiores ao padrão de vinculação ansioso. Concluímos, assim, que existem diferenças de empatia entre os estudantes e os anos de formação. Dado o seu aumento ao longo do curso, podemos afirmar que o seu desenvolvimento por parte das instituições de ensino é algo que deve continuar a ser praticado e, noutros casos, deve ser posto em prática.