Publicação
Correlações entre os níveis sanguíneos de (glicose, leptina, insulina, LDL, HDL, colesterol total e triglicerídeos), compulsão alimentar, composição corporal, IMC, força muscular e taxa metabólica basal, antes e depois de um programa de 12 semanas de TR em diabéticos tipo II
| Resumo: | Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar as correlações existentes entre os níveis das variáveis sanguíneas (glicose, leptina, insulina, LDL, HDL, Colesterol Total e Triglicerídeos), compulsão alimentar, composição corporal, IMC, força muscular e TMB, em diabéticos tipo II, sedentários, submetidos a 12 semanas de treinamento resistido, bem como analisar o impacto do treinamento sobre estas variáveis. Método: A amostra foi composta aleatoriamente por 34 indivíduos adultos de ambos os sexos, portadores de diabetes tipo II e sedentários com idade média de 58.94 ± 10.66, peso corporal de 71.62 ± 11.85, IMC de 29.64 ± 4.27, percentual de gordura de 35.73 ± 7.42. Foram coletadas amostras laboratoriais de sangue para análise de leptina, glicose, Insulina, LDL, HDL, Colesterol Total e Triglicerídeos. A avaliação do IMC e composição corporal foi feita por meio da Bioimpedância elétrica. A compulsão alimentar foi verificada por meio do questionário da escala de compulsão alimentar periódica, e a força muscular através do teste de carga por repetições máximas. Os sujeitos foram submetidos a 12 semanas de treinamento resistido, com três sessões semanais em dias alternados, compostas por três séries de 12 a 15 repetições para os grandes grupos musculares. Resultado: Foram observadas redução significativas nos níveis de Leptina (LEP) (p <0.01*); aumento significativo no HDL (p <0.01*), reduções não significativas nas variáveis sanguíneas Glicose (GL); Colesterol Total (CT); Triglicerídeos (TG) e LDL, bem como um aumento não significativo da insulina (INS). Nas variáveis de composição corporal o treinamento proporcionou reduções significativas no peso corporal de (71,62 ± 11,85 kg para 69,61 ± 11,83 kg) (p < 0.01*); no % de gordura de (35.73 ± 7.42 para 33.62 ± 8.38) (p < 0.01*); no peso gordo de (25.59 ± 6.85 kg para 23.78 ± 7.00 kg) (p < 0.01*); no peso a perder de (12.19 ± 6.27 kg para 9.61 ± 6.17 kg) (p < 0.01*); e no IMC de (29.64 ± 4.27 para 28.80 ± 4.29) (p < 0.01*). Favoreceu também aumentos não significativos na massa corporal magra e na Taxa Metabólica Basal. Em relação à variável força muscular, constatou-se aumento significativo em todos os exercícios (p < 0,01*) bem como aumento no índice total de força de (87.89 ± 25.21 kg para 155.44 ± 31.46) sendo p < 0,01*. Antes do treinamento, com exceção da insulina, o nível de leptina se correlacionou com o IMC (p <0.01*); % de gordura (p <0.01*); peso gordo (p <0.01*) e compulsão alimentar (p <0.03*). Após o treinamento correlacionou-se com o IMC, Insulina, % de gordura, peso gordo e compulsão alimentar, sendo (p <0.01*) para todas as correlações, não sendo verificada correlação com a glicose. A compulsão alimentar correlacionou-se no pré treinamento com o IMC (p <0.01*); peso corporal (p <0.01*); colesterol total (p = 0.02*); LDL (p = 0.04*) e peso gordo (p = 0.01*), após o treinamento correlacionou-se apenas com o IMC (p <0.01*) e o peso corporal (p = <0.01*). Em relação à taxa metabólica basal, foram verificadas correlações com o IMC antes e após o treinamento (p = 0.04*) e (p = 0.05*) respectivamente; com o % de gordura, massa corporal magra (p = 0.01*) e (0.01*) e peso corporal total (p = 0.01*) e (0.01*) valores pré e pós respectivamente para cada um; com o índice total de força (p = 0.02*) e (p = 0.05*) no pré e pós respectivamente, e finalmente com a compulsão alimentar, antes e depois do treinamento, sendo os valores respectivos de (p = 0,03*) e (p = 0,05*). Conclusão: Com base nestes resultados, o treinamento resistido mostrou-se eficaz na melhoria da saúde do diabético tipo II. Mostrou-se ainda capaz de reduzir a leptinemia, sendo que esta redução foi acompanhada de modificações positivas na composição corporal, bem como nos sintomas da compulsão alimentar periódica, influenciando ainda com maior ou menor magnitude as variáveis, glicose, leptina, insulina, LDL, HDL, CT, Triglicerídeos, IMC, taxa metabólica, e força muscular em diabéticos tipo II. |
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| Autores principais: | Sousa, Moisés Simão Santa Rosa de |
| Assunto: | Atividade física Diabetes Treino resistido Leptina Compulsão alimentar |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar as correlações existentes entre os níveis das variáveis sanguíneas (glicose, leptina, insulina, LDL, HDL, Colesterol Total e Triglicerídeos), compulsão alimentar, composição corporal, IMC, força muscular e TMB, em diabéticos tipo II, sedentários, submetidos a 12 semanas de treinamento resistido, bem como analisar o impacto do treinamento sobre estas variáveis. Método: A amostra foi composta aleatoriamente por 34 indivíduos adultos de ambos os sexos, portadores de diabetes tipo II e sedentários com idade média de 58.94 ± 10.66, peso corporal de 71.62 ± 11.85, IMC de 29.64 ± 4.27, percentual de gordura de 35.73 ± 7.42. Foram coletadas amostras laboratoriais de sangue para análise de leptina, glicose, Insulina, LDL, HDL, Colesterol Total e Triglicerídeos. A avaliação do IMC e composição corporal foi feita por meio da Bioimpedância elétrica. A compulsão alimentar foi verificada por meio do questionário da escala de compulsão alimentar periódica, e a força muscular através do teste de carga por repetições máximas. Os sujeitos foram submetidos a 12 semanas de treinamento resistido, com três sessões semanais em dias alternados, compostas por três séries de 12 a 15 repetições para os grandes grupos musculares. Resultado: Foram observadas redução significativas nos níveis de Leptina (LEP) (p <0.01*); aumento significativo no HDL (p <0.01*), reduções não significativas nas variáveis sanguíneas Glicose (GL); Colesterol Total (CT); Triglicerídeos (TG) e LDL, bem como um aumento não significativo da insulina (INS). Nas variáveis de composição corporal o treinamento proporcionou reduções significativas no peso corporal de (71,62 ± 11,85 kg para 69,61 ± 11,83 kg) (p < 0.01*); no % de gordura de (35.73 ± 7.42 para 33.62 ± 8.38) (p < 0.01*); no peso gordo de (25.59 ± 6.85 kg para 23.78 ± 7.00 kg) (p < 0.01*); no peso a perder de (12.19 ± 6.27 kg para 9.61 ± 6.17 kg) (p < 0.01*); e no IMC de (29.64 ± 4.27 para 28.80 ± 4.29) (p < 0.01*). Favoreceu também aumentos não significativos na massa corporal magra e na Taxa Metabólica Basal. Em relação à variável força muscular, constatou-se aumento significativo em todos os exercícios (p < 0,01*) bem como aumento no índice total de força de (87.89 ± 25.21 kg para 155.44 ± 31.46) sendo p < 0,01*. Antes do treinamento, com exceção da insulina, o nível de leptina se correlacionou com o IMC (p <0.01*); % de gordura (p <0.01*); peso gordo (p <0.01*) e compulsão alimentar (p <0.03*). Após o treinamento correlacionou-se com o IMC, Insulina, % de gordura, peso gordo e compulsão alimentar, sendo (p <0.01*) para todas as correlações, não sendo verificada correlação com a glicose. A compulsão alimentar correlacionou-se no pré treinamento com o IMC (p <0.01*); peso corporal (p <0.01*); colesterol total (p = 0.02*); LDL (p = 0.04*) e peso gordo (p = 0.01*), após o treinamento correlacionou-se apenas com o IMC (p <0.01*) e o peso corporal (p = <0.01*). Em relação à taxa metabólica basal, foram verificadas correlações com o IMC antes e após o treinamento (p = 0.04*) e (p = 0.05*) respectivamente; com o % de gordura, massa corporal magra (p = 0.01*) e (0.01*) e peso corporal total (p = 0.01*) e (0.01*) valores pré e pós respectivamente para cada um; com o índice total de força (p = 0.02*) e (p = 0.05*) no pré e pós respectivamente, e finalmente com a compulsão alimentar, antes e depois do treinamento, sendo os valores respectivos de (p = 0,03*) e (p = 0,05*). Conclusão: Com base nestes resultados, o treinamento resistido mostrou-se eficaz na melhoria da saúde do diabético tipo II. Mostrou-se ainda capaz de reduzir a leptinemia, sendo que esta redução foi acompanhada de modificações positivas na composição corporal, bem como nos sintomas da compulsão alimentar periódica, influenciando ainda com maior ou menor magnitude as variáveis, glicose, leptina, insulina, LDL, HDL, CT, Triglicerídeos, IMC, taxa metabólica, e força muscular em diabéticos tipo II. |
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