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Paixão, motivação e bem-estar subjetivo no desporto adaptado. da atividade física para todos ao rendimento desportivo

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Resumo:O desporto adaptado, nos últimos anos, tem sido alvo de um incremento considerável, contudo poucos estudos têm sido realizados neste âmbito específico, incluindo as dimensões da motivação, paixão e bem-estar subjetivo. Neste sentido, o principal objetivo deste trabalho foi analisar, numa primeira instância, o estado da arte no que se refere à paixão, motivação e bem-estar em jovens adultos no desporto, com base na Teoria da Autodeterminação (SDT) e no Modelo Dualístico da Paixão (DMP), através de uma revisão sistemática. Os estudos selecionados analisam maioritariamente as relações entre a paixão (harmoniosa e obsessiva) e o bem-estar, o papel das necessidades psicológicas básicas e o bem-estar. De forma a ser colmatada uma lacuna na literatura, validamos o modelo de medida que avalia os dois tipos de paixão para a população portuguesa, nomeadamente a validação da Passion Scale - PS. Os resultados desta validação revelaram um bom ajustamento do modelo aos dados, critérios de validade cruzada, assim como a invariância entre as várias modalidades analisadas (desporto adaptado, futebol, futsal, natação, bodyboard e surf), numa versão reduzida da escala (8 itens e 2 fatores). O terceiro estudo teve como objetivo proceder-se à análise do modelo estrutural que engloba os dois tipos de paixão, a regulação da motivação e o bem-estar, no desporto adaptado, com a aplicação do modelo de equações estruturais. Os resultados indicam um efeito positivo (ß =.28) e significativo entre a paixão obsessiva e motivação mais autodeterminada; um efeito positivo (ß =.03), mas não significativo entre a paixão obsessiva e a motivação controlada; um efeito positivo (ß =.50) e significativo entre a motivação mais autodeterminada e a satisfação com a vida, e entre a motivação mais autodeterminada e a satisfação com a vida, e entre a motivação mais autodeterminada e os afetos positivos e, por fim um efeito positivo (ß =.15), mas não significativo entre a motivação mais autodeterminada e os afetos negativos. Em contraste, verifica-se um efeito positivo (ß =.53) e significativo entre a paixão harmoniosa e a motivação mais autodeterminada; um efeito negativo (ß =-.31) y significativo entre a paixão harmoniosa e a motivação menos autodeterminada; um efeito positivo (ß =.07), mas não significativo entre a motivação menos autodeterminada e a satisfação com a vida; um efeito negativo (ß =-.22), e significativo entre a motivação menos autodeterminada e os afetos positivos; e, por fim um efeito positivo (ß =.56) e significativo entre a motivação menos autodeterminada e os afetos. As principais conclusões revelam que o facto de sentirem paixão pela prática da sua modalidade desportiva, pode constituir-se como um preditor positivo da motivação autónoma, o que por sua vez, pode influenciar os níveis de bem-estar subjetivo, quer do ponto de vista cognitivo (satisfação com a vida) quer do ponto de vista emocional (afetos positivos) em atletas com deficiencia. Em última análise, os resultados obtidos permitem aprofundar o conhecimento dos profissionais que trabalham com pessoas com deficiência, no contexto do desporto adaptado, acerca da motivação e paixão e o seu impacto no bem-estar subjetivo. Por outro lado, estes dados contribuem para uma melhor compreensão de algumas variáveis inerentes ao desporto adaptado, permitindo delinear algumas recomendações para a prática, assente na identificação de estratégias de ação para o incremento e manutenção da prática desportiva.
Autores principais:Vitorino, Anabela Pereira dos Santos de Sousa
Assunto:Desporto adaptado paixão motivação bem-estar Teoria de Autodeterminação Modelo Dualístico da Paixão
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O desporto adaptado, nos últimos anos, tem sido alvo de um incremento considerável, contudo poucos estudos têm sido realizados neste âmbito específico, incluindo as dimensões da motivação, paixão e bem-estar subjetivo. Neste sentido, o principal objetivo deste trabalho foi analisar, numa primeira instância, o estado da arte no que se refere à paixão, motivação e bem-estar em jovens adultos no desporto, com base na Teoria da Autodeterminação (SDT) e no Modelo Dualístico da Paixão (DMP), através de uma revisão sistemática. Os estudos selecionados analisam maioritariamente as relações entre a paixão (harmoniosa e obsessiva) e o bem-estar, o papel das necessidades psicológicas básicas e o bem-estar. De forma a ser colmatada uma lacuna na literatura, validamos o modelo de medida que avalia os dois tipos de paixão para a população portuguesa, nomeadamente a validação da Passion Scale - PS. Os resultados desta validação revelaram um bom ajustamento do modelo aos dados, critérios de validade cruzada, assim como a invariância entre as várias modalidades analisadas (desporto adaptado, futebol, futsal, natação, bodyboard e surf), numa versão reduzida da escala (8 itens e 2 fatores). O terceiro estudo teve como objetivo proceder-se à análise do modelo estrutural que engloba os dois tipos de paixão, a regulação da motivação e o bem-estar, no desporto adaptado, com a aplicação do modelo de equações estruturais. Os resultados indicam um efeito positivo (ß =.28) e significativo entre a paixão obsessiva e motivação mais autodeterminada; um efeito positivo (ß =.03), mas não significativo entre a paixão obsessiva e a motivação controlada; um efeito positivo (ß =.50) e significativo entre a motivação mais autodeterminada e a satisfação com a vida, e entre a motivação mais autodeterminada e a satisfação com a vida, e entre a motivação mais autodeterminada e os afetos positivos e, por fim um efeito positivo (ß =.15), mas não significativo entre a motivação mais autodeterminada e os afetos negativos. Em contraste, verifica-se um efeito positivo (ß =.53) e significativo entre a paixão harmoniosa e a motivação mais autodeterminada; um efeito negativo (ß =-.31) y significativo entre a paixão harmoniosa e a motivação menos autodeterminada; um efeito positivo (ß =.07), mas não significativo entre a motivação menos autodeterminada e a satisfação com a vida; um efeito negativo (ß =-.22), e significativo entre a motivação menos autodeterminada e os afetos positivos; e, por fim um efeito positivo (ß =.56) e significativo entre a motivação menos autodeterminada e os afetos. As principais conclusões revelam que o facto de sentirem paixão pela prática da sua modalidade desportiva, pode constituir-se como um preditor positivo da motivação autónoma, o que por sua vez, pode influenciar os níveis de bem-estar subjetivo, quer do ponto de vista cognitivo (satisfação com a vida) quer do ponto de vista emocional (afetos positivos) em atletas com deficiencia. Em última análise, os resultados obtidos permitem aprofundar o conhecimento dos profissionais que trabalham com pessoas com deficiência, no contexto do desporto adaptado, acerca da motivação e paixão e o seu impacto no bem-estar subjetivo. Por outro lado, estes dados contribuem para uma melhor compreensão de algumas variáveis inerentes ao desporto adaptado, permitindo delinear algumas recomendações para a prática, assente na identificação de estratégias de ação para o incremento e manutenção da prática desportiva.