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A perturbação mental na fratria: o funcionamento familiar, a vinculação parental e a satisfação com o suporte social

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo objectivou investigar e perceber o funcionamento familiar, e comparar a vinculação parental e a satisfação com o suporte social em 32 fratrias (32 pares de irmãos) nas quais um dos irmãos tem um diagnóstico de perturbação mental (32 irmãos doentes e 32 sem qualquer patologia). Verificou-se que a maioria das famílias do presente estudo apresentam segundo o Modelo Circumplexo de Olson, uma adaptabilidade flexível e uma coesão emaranhada, com um alto grau de dependência, união afectiva, proximidade emocional, onde os papéis são partilhados e as decisões são tomadas em comum. Relativamente à vinculação parental, verificou-se que os irmãos com perturbação mental apresentam uma maior inibição de exploração e individualidade e maior ansiedade de separação e dependência com a figura materna. Pelo contrário, os irmãos sem diagnóstico de perturbação mental apresentam uma maior qualidade de laço emocional com o pai. São também os sujeitos sem doença mental que possuem maiores pontuações na satisfação com o suporte social, mais acentuadamente nas dimensões da intimidade e actividades sociais.
Autores principais:Rodrigues, Andreia Joana Gaspar
Assunto:Doenças mentais Família Vinculação Fratria Suporte social
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O presente estudo objectivou investigar e perceber o funcionamento familiar, e comparar a vinculação parental e a satisfação com o suporte social em 32 fratrias (32 pares de irmãos) nas quais um dos irmãos tem um diagnóstico de perturbação mental (32 irmãos doentes e 32 sem qualquer patologia). Verificou-se que a maioria das famílias do presente estudo apresentam segundo o Modelo Circumplexo de Olson, uma adaptabilidade flexível e uma coesão emaranhada, com um alto grau de dependência, união afectiva, proximidade emocional, onde os papéis são partilhados e as decisões são tomadas em comum. Relativamente à vinculação parental, verificou-se que os irmãos com perturbação mental apresentam uma maior inibição de exploração e individualidade e maior ansiedade de separação e dependência com a figura materna. Pelo contrário, os irmãos sem diagnóstico de perturbação mental apresentam uma maior qualidade de laço emocional com o pai. São também os sujeitos sem doença mental que possuem maiores pontuações na satisfação com o suporte social, mais acentuadamente nas dimensões da intimidade e actividades sociais.