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Obesidade na adolescência: um olhar sobre os conhecimentos e opiniões dos alunos do 2º e 3º ciclos

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Resumo:A obesidade é uma doença crónica, multifatorial e multisistémica. Emergiu como a nova doença crónica ao longo das últimas duas décadas, constituindo um grave problema de saúde pública. Na idade pediátrica, a prevalência da obesidade tem também vindo a aumentar em termos globais, sendo atualmente considerada a doença crónica mais comum nesta idade. Atualmente, mais de 300 milhões de indivíduos são considerados obesos e 1,2 biliões, ou seja, 34% da população mundial, é considerada como tendo excesso de peso (OMS, 2006). A Organização Mundial de Saúde (2006), colocou a obesidade entre os dez principais fatores de risco para a saúde nos dias de hoje, considerando a prevenção da epidemia como um desafio prioritário da saúde pública. A prevalência da obesidade em muitos países está acima do limiar crítico de 15% estabelecido pela OMS para situações epidémicas e a necessitar de intervenção. Durante a adolescência, o excesso de peso e a obesidade constituem frequentemente uma sobrecarga ao processo de desenvolvimento, podendo resultar em problemas psicossociais graves. Com este estudo pretendeu-se identificar os conhecimentos e opiniões dos alunos do 2º e 3º ciclos acerca da obesidade. Metodologicamente, desenvolvemos um estudo de caráter exploratório, descritivo, transversal, analítico, com abordagem de natureza quantitativa. A população em estudo é constituída por 125 adolescentes, de ambos os sexos, que frequentam o 2º e 3º ciclos (5º, 6º e 7º anos), na Escola Secundária de Carrazeda de Ansiães. Dos resultados obtidos, verificamos que: existe uma percentagem de jovens obesos de14% e 15,7% têm excesso de peso; apenas 74,8% dos alunos sabe o que é a obesidade, alguns alunos ainda desconhecem aspetos importantes acerca da obesidade (25,3%); 42,5% dos jovens considera que os pais têm um papel preponderante na transmissão de conhecimentos acerca da obesidade, 19,2% os professores e apenas 6,3% dão relevância aos profissionais de saúde; 71,2% dos alunos não têm familiares obesos, porém 28,2% tem familiares com excesso de peso, neste caso, os pais e os avós são os elementos da família com maior predomínio; 87,6% dos jovens considera a alimentação um fator relevante, 7,4% a hereditariedade e 5% o sedentarismo; 47,2% dos alunos faz 5 refeições por dia, 6,4% faz 3 refeições, não respeitando os princípios de uma alimentação equilibrada; a maioria dos alunos pratica exercício físico na escola, sendo que os mais escolhidos são o futebol (64,8%) e ginástica (57,6%). Constatamos que a maioria deles sabe as vantagens do exercício físico (91%); 72% dos alunos considera que faz uma alimentação saudável, apenas 15% considera fazer uma alimentação pouco saudável; e 64% da amostra afirma que já foi abordada esta temática na escola, apesar de considerarem que o principal veículo de informação é os pais. Os resultados do presente estudo e a tendência mundial para a pré-obesidade e a obesidade são notáveis na sua importância e coerência, chamando a atenção para o grave problema do aumento da obesidade infantil e juvenil em Portugal.
Autores principais:Pereira, Helena Cristina Figueiredo Lopes
Assunto:Adolescência Obesidade Adolescente Promoção da saúde Enfermagem em saúde comunitária
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A obesidade é uma doença crónica, multifatorial e multisistémica. Emergiu como a nova doença crónica ao longo das últimas duas décadas, constituindo um grave problema de saúde pública. Na idade pediátrica, a prevalência da obesidade tem também vindo a aumentar em termos globais, sendo atualmente considerada a doença crónica mais comum nesta idade. Atualmente, mais de 300 milhões de indivíduos são considerados obesos e 1,2 biliões, ou seja, 34% da população mundial, é considerada como tendo excesso de peso (OMS, 2006). A Organização Mundial de Saúde (2006), colocou a obesidade entre os dez principais fatores de risco para a saúde nos dias de hoje, considerando a prevenção da epidemia como um desafio prioritário da saúde pública. A prevalência da obesidade em muitos países está acima do limiar crítico de 15% estabelecido pela OMS para situações epidémicas e a necessitar de intervenção. Durante a adolescência, o excesso de peso e a obesidade constituem frequentemente uma sobrecarga ao processo de desenvolvimento, podendo resultar em problemas psicossociais graves. Com este estudo pretendeu-se identificar os conhecimentos e opiniões dos alunos do 2º e 3º ciclos acerca da obesidade. Metodologicamente, desenvolvemos um estudo de caráter exploratório, descritivo, transversal, analítico, com abordagem de natureza quantitativa. A população em estudo é constituída por 125 adolescentes, de ambos os sexos, que frequentam o 2º e 3º ciclos (5º, 6º e 7º anos), na Escola Secundária de Carrazeda de Ansiães. Dos resultados obtidos, verificamos que: existe uma percentagem de jovens obesos de14% e 15,7% têm excesso de peso; apenas 74,8% dos alunos sabe o que é a obesidade, alguns alunos ainda desconhecem aspetos importantes acerca da obesidade (25,3%); 42,5% dos jovens considera que os pais têm um papel preponderante na transmissão de conhecimentos acerca da obesidade, 19,2% os professores e apenas 6,3% dão relevância aos profissionais de saúde; 71,2% dos alunos não têm familiares obesos, porém 28,2% tem familiares com excesso de peso, neste caso, os pais e os avós são os elementos da família com maior predomínio; 87,6% dos jovens considera a alimentação um fator relevante, 7,4% a hereditariedade e 5% o sedentarismo; 47,2% dos alunos faz 5 refeições por dia, 6,4% faz 3 refeições, não respeitando os princípios de uma alimentação equilibrada; a maioria dos alunos pratica exercício físico na escola, sendo que os mais escolhidos são o futebol (64,8%) e ginástica (57,6%). Constatamos que a maioria deles sabe as vantagens do exercício físico (91%); 72% dos alunos considera que faz uma alimentação saudável, apenas 15% considera fazer uma alimentação pouco saudável; e 64% da amostra afirma que já foi abordada esta temática na escola, apesar de considerarem que o principal veículo de informação é os pais. Os resultados do presente estudo e a tendência mundial para a pré-obesidade e a obesidade são notáveis na sua importância e coerência, chamando a atenção para o grave problema do aumento da obesidade infantil e juvenil em Portugal.