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Qualidade da ligação a figuras significativas e a expressividade emocional: bem-estar psicológico e o desenvolvimento do processo resiliente em adolescentes institucionalizados

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Resumo:As ligações afetivas que os adolescentes institucionalizados estabelecem com figuras significativas, nomeadamente com os funcionários da instituição, funcionários da escola e professores, parecem contribuir para uma maior capacidade em enfrentar as adversidades de modo positivo, representando assim um fator de proteção face ao risco (Mota, 2008). Deste modo, a instituição de acolhimento constitui uma fonte de apoio primordial para estes jovens, exercendo um papel crucial no seu desenvolvimento, sob o ponto de vista instrumental, emocional e afetivo, através da construção de novas relações afetivas (Siqueira, Betts, & Dell’Aglio, 2006; Siqueira & Dell’Aglio, 2006). Neste contexto, a presente investigação tem como principal objetivo analisar a importância da qualidade da ligação a figuras significativas no desenvolvimento da expressividade emocional, bem-estar psicológico e processo resiliente em adolescentes institucionalizados. A amostra é constituída por 160 jovens a residirem em instituições de acolhimento, com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos. Os dados foram recolhidos mediante a administração do Questionário de Ligação aos Professores e Funcionários (Mota & Matos, 2005), da Escala de Expressividade Emocional (Kring, Smith, & Neale, 1994; Adaptação de Vaz & Vasco, 2010), da Escala de Medida de Manifestação do Bem-estar Psicológico (Massé et al., 1998; Adaptação de Monteiro, Tavares, & Pereira, 2006), da Escala de Resiliência (Wagnild & Young, 1993; Adaptação de Araújo & Mota, 2011) e de um questionário sociodemográfico. Os resultados foram discutidos à luz da teoria da vinculação, e o processo resiliente inerente ao percurso desenvolvimental dos jovens institucionalizados. Os dados obtidos evidenciaram a importância da qualidade da ligação a figuras significativas (funcionários da instituição, funcionários da escola e professores) no desenvolvimento do bem-estar psicológico, e na promoção de competências em torno do processo de resiliência. Por sua vez, ao contrário do previsto, não se verificou uma contribuição significativa da qualidade da ligação a estas figuras cuidadoras na promoção da expressividade emocional dos adolescentes. Neste sentido, compreende-se que as ligações afetivas mantidas com figuras significativas de afeto constituem um fator preponderante no desenvolvimento dos jovens institucionalizados.
Autores principais:Mendes, Marisa Alexandra de Sousa
Assunto:Comportamento de vinculação Institucionalização Adolescentes
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:As ligações afetivas que os adolescentes institucionalizados estabelecem com figuras significativas, nomeadamente com os funcionários da instituição, funcionários da escola e professores, parecem contribuir para uma maior capacidade em enfrentar as adversidades de modo positivo, representando assim um fator de proteção face ao risco (Mota, 2008). Deste modo, a instituição de acolhimento constitui uma fonte de apoio primordial para estes jovens, exercendo um papel crucial no seu desenvolvimento, sob o ponto de vista instrumental, emocional e afetivo, através da construção de novas relações afetivas (Siqueira, Betts, & Dell’Aglio, 2006; Siqueira & Dell’Aglio, 2006). Neste contexto, a presente investigação tem como principal objetivo analisar a importância da qualidade da ligação a figuras significativas no desenvolvimento da expressividade emocional, bem-estar psicológico e processo resiliente em adolescentes institucionalizados. A amostra é constituída por 160 jovens a residirem em instituições de acolhimento, com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos. Os dados foram recolhidos mediante a administração do Questionário de Ligação aos Professores e Funcionários (Mota & Matos, 2005), da Escala de Expressividade Emocional (Kring, Smith, & Neale, 1994; Adaptação de Vaz & Vasco, 2010), da Escala de Medida de Manifestação do Bem-estar Psicológico (Massé et al., 1998; Adaptação de Monteiro, Tavares, & Pereira, 2006), da Escala de Resiliência (Wagnild & Young, 1993; Adaptação de Araújo & Mota, 2011) e de um questionário sociodemográfico. Os resultados foram discutidos à luz da teoria da vinculação, e o processo resiliente inerente ao percurso desenvolvimental dos jovens institucionalizados. Os dados obtidos evidenciaram a importância da qualidade da ligação a figuras significativas (funcionários da instituição, funcionários da escola e professores) no desenvolvimento do bem-estar psicológico, e na promoção de competências em torno do processo de resiliência. Por sua vez, ao contrário do previsto, não se verificou uma contribuição significativa da qualidade da ligação a estas figuras cuidadoras na promoção da expressividade emocional dos adolescentes. Neste sentido, compreende-se que as ligações afetivas mantidas com figuras significativas de afeto constituem um fator preponderante no desenvolvimento dos jovens institucionalizados.