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Importância clínica de determinação dos níveis séricos de HE4 e CA 125 em doentes com cancro do ovário

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O cancro do ovário apresenta maior taxa de mortalidade entre o grupo de neoplasias invasivas do aparelho genital feminino. Os ovários apresentam uma elevada heterogeneidade a nível celular, sendo o tecido epitelial o de maior relevância neste estudo dado os biomarcadores apresentarem especificidade para este tecido. O risco de aparecimento desta patologia é influenciada pelo período pré ou pós menopausa tal como por outros fatores etiológicos. Os biomarcadores são largamente utilizados tanto no diagnóstico como monotorização do cancro do ovário, salientando-se neste estudo o antigénio cancerígeno 125 (CA 125) e a proteína humana epididimal 4 (HE4). Sendo o CA 125 amplamente utilizado na rotina clínica e o HE4 apresentar um caracter inovador dado, ser um marcador mais recente e apresentar mais sensibilidade para esta patologia do que o CA 125, principalmente perante cancro do ovário numa fase inicial. O Risk of Ovarian Malignancy Algorithm (ROMA), correlaciona as concentrações séricas dos dois biomarcadores anteriores (HE4 e CA 125) tendo em conta a fase pré e pós menopausa. Este algoritmo apresenta uma maior especificidade e sensibilidade para o cancro do ovário do que aquando a utilização dos dois biomarcadores isolados. O objetivo de estudo foi a quantificação sérica dos biomarcadores HE4 e o CA 125 tal como o algoritmo de ROMA (algoritmo do risco de cancro do ovário) em 259 pacientes todas elas do sexo feminino, provenientes de três unidades hospitalares diferentes (Chaves, Lamego e Vila Real), através da técnica de electroquimioluminescência operada pelo analisador Cobas® série 6000 (do fabricante ROCHE) para posterior comparação dos biomarcadores mais o algoritmo ROMA em relação a maior sensibilidade e especificidade para diagnóstico desta patologia. O CA 125 e o HE4 tem um valor de referência para níveis séricos normais de ≤ 35 U/ml e ≤ 140pmol/L, respetivamente. No ROMA, para pré-menopausa considera-se como valor corte na identificação do risco associado o valor de 11,4% (alto risco ≥ 11,4%), na pós-menopausa esse valor de corte será de 29,9% (alto risco ≥ 29,9%). Obtiveram-se 24 pacientes com cancro do ovário (9,3%) sendo que, a maioria dos pacientes em estudo pertencem à unidade de Vila Real (60,2%). Tendo em conta a capacidade de diagnóstico da doença verificou-se que para os pacientes em geral e na fase de pré-menopausa o parâmetro mais sensível foi o algoritmo ROMA e mais específico o HE4. Em relação a fase pós-menopausa o mais sensível e específico foi o algoritmo ROMA e o CA 125, respetivamente. Concluindo-se que o algoritmo ROMA é o parâmetro mais aconselhado para diagnóstico de cancro do ovário, tal como referido por outros autores.
Autores principais:Gomes, Mónica Cláudia Gundar
Assunto:Ovário Cancro Pré-menopausa Pós-menopausa Algoritmo ROMA
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O cancro do ovário apresenta maior taxa de mortalidade entre o grupo de neoplasias invasivas do aparelho genital feminino. Os ovários apresentam uma elevada heterogeneidade a nível celular, sendo o tecido epitelial o de maior relevância neste estudo dado os biomarcadores apresentarem especificidade para este tecido. O risco de aparecimento desta patologia é influenciada pelo período pré ou pós menopausa tal como por outros fatores etiológicos. Os biomarcadores são largamente utilizados tanto no diagnóstico como monotorização do cancro do ovário, salientando-se neste estudo o antigénio cancerígeno 125 (CA 125) e a proteína humana epididimal 4 (HE4). Sendo o CA 125 amplamente utilizado na rotina clínica e o HE4 apresentar um caracter inovador dado, ser um marcador mais recente e apresentar mais sensibilidade para esta patologia do que o CA 125, principalmente perante cancro do ovário numa fase inicial. O Risk of Ovarian Malignancy Algorithm (ROMA), correlaciona as concentrações séricas dos dois biomarcadores anteriores (HE4 e CA 125) tendo em conta a fase pré e pós menopausa. Este algoritmo apresenta uma maior especificidade e sensibilidade para o cancro do ovário do que aquando a utilização dos dois biomarcadores isolados. O objetivo de estudo foi a quantificação sérica dos biomarcadores HE4 e o CA 125 tal como o algoritmo de ROMA (algoritmo do risco de cancro do ovário) em 259 pacientes todas elas do sexo feminino, provenientes de três unidades hospitalares diferentes (Chaves, Lamego e Vila Real), através da técnica de electroquimioluminescência operada pelo analisador Cobas® série 6000 (do fabricante ROCHE) para posterior comparação dos biomarcadores mais o algoritmo ROMA em relação a maior sensibilidade e especificidade para diagnóstico desta patologia. O CA 125 e o HE4 tem um valor de referência para níveis séricos normais de ≤ 35 U/ml e ≤ 140pmol/L, respetivamente. No ROMA, para pré-menopausa considera-se como valor corte na identificação do risco associado o valor de 11,4% (alto risco ≥ 11,4%), na pós-menopausa esse valor de corte será de 29,9% (alto risco ≥ 29,9%). Obtiveram-se 24 pacientes com cancro do ovário (9,3%) sendo que, a maioria dos pacientes em estudo pertencem à unidade de Vila Real (60,2%). Tendo em conta a capacidade de diagnóstico da doença verificou-se que para os pacientes em geral e na fase de pré-menopausa o parâmetro mais sensível foi o algoritmo ROMA e mais específico o HE4. Em relação a fase pós-menopausa o mais sensível e específico foi o algoritmo ROMA e o CA 125, respetivamente. Concluindo-se que o algoritmo ROMA é o parâmetro mais aconselhado para diagnóstico de cancro do ovário, tal como referido por outros autores.