Publicação
Padrões espaciais na diversidade das comunidades macrobentónicas e piscícolas da bacia hidrográfica do rio Mouro (Noroeste de Portugal)
| Resumo: | Dada as alterações climáticas existentes é cada vez mais urgente conhecer a distribuição espacial e temporal das espécies nos ecossistemas, pois só assim podem existir medidas de gestão adequadas a cada caso. Este trabalho fornece informações sobre as comunidades aquáticas e a integridade ecológica da bacia do rio Mouro − curso de água de montanha do extremo Norte de Portugal. Durante o verão de 2021, foram realizados trabalhos de monitorização das comunidades piscícolas e de macroinvertebrados bentónicos, assim como efetuada a avaliação hidromorfológica (River Habitat Survey) de um total de 13 estações de amostragem (de 500 m de comprimento), consideradas representativas da totalidade da bacia em estudo e medidos alguns parâmetros físico-químicos da água. Estas ações foram desenvolvidas no âmbito da elaboração do Plano de Gestão e Exploração (PGE) do Rio Mouro, em vigor desde os finais de março de 2021. Com as diferentes matrizes de dados (biológicos e ambientais) procurou-se identificar as variáveis ambientais que mais influenciam a distribuição espacial das comunidades estudadas recorrendo à análise multivariada (n-MDS, SIMPER e dbRDA). Procedeu-se também à avaliação da integridade ecológica para a área de estudo segundo o gradiente longitudinal nascente-foz. Foram identificadas 7 espécies de peixes, sendo que a espécie Salmo trutta mostrou ser a mais ocorrente e a mais distribuída. Nas comunidades de macroinvertebrados bentónicos foram identificadas 47 famílias, sendo a família Chironomidae a mais abundante. Também os índices ecológicos calculados para esta comunidade, indicam que as estações são entre si pouco heterogéneas, não apontando para a existência de um padrão longitudinal visível, ao invés do que sucede com as comunidades piscícolas. A avaliação da Qualidade Ecológica final seguiu o gradiente nascente-foz, adotando o princípio "one out, all out" da Diretiva Quadro da Água. Os resultados apresentados evidenciaram melhor qualidade nas estações de montante. Todavia, os resultados apontam para que, mesmo com as alterações identificadas pelo Índice de Modificação do Habitat, estas comunidades mantenham os seus níveis de qualidade biológica. Também o estudo das guildas ecológicas para as comunidades piscícolas permitiu observar diversidade entre o gradiente longitudinal. Em conclusão a ordenação n-MDS para as comunidades macrobentónicas não permitiu identificar qualquer padrão, ao contrário do que sucedeu para as comunidades piscícolas, o qual revelou a existência de três grupos distintos (estações de montante, intermédias e de jusante). A similaridade onde o salmão-do-Atlântico se encontrava presente, mostra existir um agrupamento dessas estações de amostragem (T8, T9, T10 T11 e T12). Contudo não foi possível obter alguma correlação das variáveis amostradas com a distribuição do salmão. |
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| Autores principais: | Gomes, André Marques |
| Assunto: | Integridade ecológica Análise multivariada Padrões espaciais Salmo trutta Salmo salar Macroinvertebrados bentónicos |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Dada as alterações climáticas existentes é cada vez mais urgente conhecer a distribuição espacial e temporal das espécies nos ecossistemas, pois só assim podem existir medidas de gestão adequadas a cada caso. Este trabalho fornece informações sobre as comunidades aquáticas e a integridade ecológica da bacia do rio Mouro − curso de água de montanha do extremo Norte de Portugal. Durante o verão de 2021, foram realizados trabalhos de monitorização das comunidades piscícolas e de macroinvertebrados bentónicos, assim como efetuada a avaliação hidromorfológica (River Habitat Survey) de um total de 13 estações de amostragem (de 500 m de comprimento), consideradas representativas da totalidade da bacia em estudo e medidos alguns parâmetros físico-químicos da água. Estas ações foram desenvolvidas no âmbito da elaboração do Plano de Gestão e Exploração (PGE) do Rio Mouro, em vigor desde os finais de março de 2021. Com as diferentes matrizes de dados (biológicos e ambientais) procurou-se identificar as variáveis ambientais que mais influenciam a distribuição espacial das comunidades estudadas recorrendo à análise multivariada (n-MDS, SIMPER e dbRDA). Procedeu-se também à avaliação da integridade ecológica para a área de estudo segundo o gradiente longitudinal nascente-foz. Foram identificadas 7 espécies de peixes, sendo que a espécie Salmo trutta mostrou ser a mais ocorrente e a mais distribuída. Nas comunidades de macroinvertebrados bentónicos foram identificadas 47 famílias, sendo a família Chironomidae a mais abundante. Também os índices ecológicos calculados para esta comunidade, indicam que as estações são entre si pouco heterogéneas, não apontando para a existência de um padrão longitudinal visível, ao invés do que sucede com as comunidades piscícolas. A avaliação da Qualidade Ecológica final seguiu o gradiente nascente-foz, adotando o princípio "one out, all out" da Diretiva Quadro da Água. Os resultados apresentados evidenciaram melhor qualidade nas estações de montante. Todavia, os resultados apontam para que, mesmo com as alterações identificadas pelo Índice de Modificação do Habitat, estas comunidades mantenham os seus níveis de qualidade biológica. Também o estudo das guildas ecológicas para as comunidades piscícolas permitiu observar diversidade entre o gradiente longitudinal. Em conclusão a ordenação n-MDS para as comunidades macrobentónicas não permitiu identificar qualquer padrão, ao contrário do que sucedeu para as comunidades piscícolas, o qual revelou a existência de três grupos distintos (estações de montante, intermédias e de jusante). A similaridade onde o salmão-do-Atlântico se encontrava presente, mostra existir um agrupamento dessas estações de amostragem (T8, T9, T10 T11 e T12). Contudo não foi possível obter alguma correlação das variáveis amostradas com a distribuição do salmão. |
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