Publicação
Síndrome metabólico equino em cavalos lusitanos
| Resumo: | O Síndrome Metabólico Equino (SME) é uma condição que reflete um conjunto de alterações fisiológicas que ocorre geralmente em animais obesos e sobrealimentados. Representa um importante papel na clínica de equinos devido à sua frequente associação com o desenvolvimento de laminites. O SME pode ser identificado clinicamente através da presença de um conjunto de características sendo as mais importantes a presença de obesidade generalizada e/ou acumulações regionais de gordura, sendo a localização mais comum o pescoço designando-se vulgarmente por “Cresty Neck”, e também pela predisposição para o desenvolvimento de laminites. Estas alterações físicas estão associadas a alguns distúrbios metabólicos como a resistência à acção da insulina, que pode ser definida como uma insensibilidade dos tecidos alvo à sua acção, e consequente hiperinsulinemia. Actualmente acredita-se que existe uma maior predisposição para o desenvolvimento de SME em cavalos Morgan, Paso Fino, Árabe, Saddlebred, Quarter Horse, Tennessee Walking Horse e em póneis. Dada a falta de informação sobre este síndrome em cavalos da raça Lusitana este trabalho tem como objetivo a recolha de dados relativos à sua condição corporal, ao seu peso, ao Cresty Ceck e à concentração de insulina em animais desta raça de forma a avaliar a sua eventual predisposição para o desenvolvimento de SME. Durante este trabalho foi selecionado um grupo de 20 animais, no qual se pretendeu avaliar a resistência à insulina através do “oral sugar test” (OST), um teste dinâmico no qual se avalia a concentração de insulina. Como grupo controlo foram usados 5 animais sem suspeita de SME. Dos 20 animais usados no estudo, 15 eram machos e 5 eram fêmeas, com idades compreendidas entre os 3 e 9 anos (média 4,8 anos) e com pesos que variavam entre os 447 Kg e 562 Kg (média 513,2 Kg). Não foram encontradas alterações significativas nas concentrações de insulina 90 minutos pós a administração do xarope rico em açúcar, tanto no grupo controlo como no grupo de suspeitos, encontrando-se os valores dentro do esperado para animais saudáveis. De acordo com os resultados obtidos, não foi possível determinar a ocorrência de resistência a insulina neste grupo de animais da raça Lusitana, apesar do número relativamente elevado de animais encontrados com características fenotípicas de SME. No entanto, uma vez que a amostra utilizada foi bastante reduzida serão necessários mais estudos no sentido de conhecer melhor a predisposição do cavalo Lusitano para este distúrbio metabólico. |
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| Autores principais: | Tavares, Daniela Filipa Matos |
| Assunto: | Equinos Síndrome Metabólico Equino Laminite Obesidade Resistência à Insulina |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O Síndrome Metabólico Equino (SME) é uma condição que reflete um conjunto de alterações fisiológicas que ocorre geralmente em animais obesos e sobrealimentados. Representa um importante papel na clínica de equinos devido à sua frequente associação com o desenvolvimento de laminites. O SME pode ser identificado clinicamente através da presença de um conjunto de características sendo as mais importantes a presença de obesidade generalizada e/ou acumulações regionais de gordura, sendo a localização mais comum o pescoço designando-se vulgarmente por “Cresty Neck”, e também pela predisposição para o desenvolvimento de laminites. Estas alterações físicas estão associadas a alguns distúrbios metabólicos como a resistência à acção da insulina, que pode ser definida como uma insensibilidade dos tecidos alvo à sua acção, e consequente hiperinsulinemia. Actualmente acredita-se que existe uma maior predisposição para o desenvolvimento de SME em cavalos Morgan, Paso Fino, Árabe, Saddlebred, Quarter Horse, Tennessee Walking Horse e em póneis. Dada a falta de informação sobre este síndrome em cavalos da raça Lusitana este trabalho tem como objetivo a recolha de dados relativos à sua condição corporal, ao seu peso, ao Cresty Ceck e à concentração de insulina em animais desta raça de forma a avaliar a sua eventual predisposição para o desenvolvimento de SME. Durante este trabalho foi selecionado um grupo de 20 animais, no qual se pretendeu avaliar a resistência à insulina através do “oral sugar test” (OST), um teste dinâmico no qual se avalia a concentração de insulina. Como grupo controlo foram usados 5 animais sem suspeita de SME. Dos 20 animais usados no estudo, 15 eram machos e 5 eram fêmeas, com idades compreendidas entre os 3 e 9 anos (média 4,8 anos) e com pesos que variavam entre os 447 Kg e 562 Kg (média 513,2 Kg). Não foram encontradas alterações significativas nas concentrações de insulina 90 minutos pós a administração do xarope rico em açúcar, tanto no grupo controlo como no grupo de suspeitos, encontrando-se os valores dentro do esperado para animais saudáveis. De acordo com os resultados obtidos, não foi possível determinar a ocorrência de resistência a insulina neste grupo de animais da raça Lusitana, apesar do número relativamente elevado de animais encontrados com características fenotípicas de SME. No entanto, uma vez que a amostra utilizada foi bastante reduzida serão necessários mais estudos no sentido de conhecer melhor a predisposição do cavalo Lusitano para este distúrbio metabólico. |
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