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Território, identidade e conhecimento em comunidades tradicionais: os Quilombos de Itamatatiua e Santo Inácio e a relação com seu entorno natural e social

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As questões relacionadas ao estudo de comunidades tradicionais têm sido discutidas de forma constante ao longo dos últimos trinta anos, abordando as comunidades quilombolas, ribeirinhas, indígenas, dentre outras, sob as mais variadas vertentes. Laudos antropológicos, teses de mestrado e doutorado e diversas outras pesquisas vêm sendo realizadas afim de entender esses sítios e seu desenvolvimento. Quando se trata das comunidades quilombolas essas discussões se intensificam, sobretudo porque envolvem disputas de terra e novos conceitos que atuam como base na identificação e caracterização das comunidades quilombolas, considerando esses territórios étnicos como espaços importantes no desenvolvimento do Brasil, assim como seu processo histórico ao longo do tempo. No Maranhão, a presença das comunidades negras rurais quilombolas corresponde a uma grande parcela das comunidades tradicionais em todo o Brasil, possuindo o maior número de sítios num mesmo espaço territorial. Por isso, entender esses espaços sob a base de novas significações se torna importante quando se trata de comunidades étnicas, avaliando sobretudo a escassez de dados acerca desses sítios, no que tange à sua economia, relações sociais, patrimônio material e imaterial existentes e, em especial, quanto às problemáticas que envolvem a luta pela posse legal das terras que ocupam. Conceituado como quilombos contemporâneos ou ressignificados, esta tese estuda as noções de espaço, tempo e causalidade nas comunidades quilombolas de Santo Inácio e Itamatatiua, em Alcântara, MA, sob os vértices da Arqueologia, da Gestão do Território e Representações Sociais, abordando esses sítios sob variados temas, como organização territorial, relações de poder, cultura material e imaterial e economia. Destarte, o trabalho transcorrerá como forma de responder se comunidades mais integradas e com maior domínio de noções modernas de espaço, de tempo e causalidade têm maior capacidade de desenvolvimento e de resiliência. Para isso, um extensivo trabalho de campo foi realizado, permanecendo na comunidade por longos períodos, convivendo com os moradores e participando do cotidiano e atividades festivas. Uma gama extensiva de materiais foram levantados e as análises dos dados e as respostas para os objetivos propostos são apresentados ao longo deste trabalho.
Autores principais:Reis, Milena das Graças Oliveira
Assunto:Arqueologia histórica Territorialidade Património Quilombos
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:As questões relacionadas ao estudo de comunidades tradicionais têm sido discutidas de forma constante ao longo dos últimos trinta anos, abordando as comunidades quilombolas, ribeirinhas, indígenas, dentre outras, sob as mais variadas vertentes. Laudos antropológicos, teses de mestrado e doutorado e diversas outras pesquisas vêm sendo realizadas afim de entender esses sítios e seu desenvolvimento. Quando se trata das comunidades quilombolas essas discussões se intensificam, sobretudo porque envolvem disputas de terra e novos conceitos que atuam como base na identificação e caracterização das comunidades quilombolas, considerando esses territórios étnicos como espaços importantes no desenvolvimento do Brasil, assim como seu processo histórico ao longo do tempo. No Maranhão, a presença das comunidades negras rurais quilombolas corresponde a uma grande parcela das comunidades tradicionais em todo o Brasil, possuindo o maior número de sítios num mesmo espaço territorial. Por isso, entender esses espaços sob a base de novas significações se torna importante quando se trata de comunidades étnicas, avaliando sobretudo a escassez de dados acerca desses sítios, no que tange à sua economia, relações sociais, patrimônio material e imaterial existentes e, em especial, quanto às problemáticas que envolvem a luta pela posse legal das terras que ocupam. Conceituado como quilombos contemporâneos ou ressignificados, esta tese estuda as noções de espaço, tempo e causalidade nas comunidades quilombolas de Santo Inácio e Itamatatiua, em Alcântara, MA, sob os vértices da Arqueologia, da Gestão do Território e Representações Sociais, abordando esses sítios sob variados temas, como organização territorial, relações de poder, cultura material e imaterial e economia. Destarte, o trabalho transcorrerá como forma de responder se comunidades mais integradas e com maior domínio de noções modernas de espaço, de tempo e causalidade têm maior capacidade de desenvolvimento e de resiliência. Para isso, um extensivo trabalho de campo foi realizado, permanecendo na comunidade por longos períodos, convivendo com os moradores e participando do cotidiano e atividades festivas. Uma gama extensiva de materiais foram levantados e as análises dos dados e as respostas para os objetivos propostos são apresentados ao longo deste trabalho.