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Biomarcadores séricos em ratos osteoporóticos juvenis para a avaliação do metabolismo ósseo

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Resumo:A osteoporose é uma patologia óssea progressiva, que está associada a uma diminuição significativa da massa e da densidade mineral óssea, com consequente aumento do risco de fratura. O objetivo deste estudo foi utilizar o modelo do rato ovarietomizado (OVX), em ratos com 8 semanas de idade, para tentar perceber a fiabilidade dos biomarcadores séricos para estimar a densidade mineral óssea. No presente estudo, foram utilizados 32 ratos fêmea da estirpe Wistar, das quais 16 foram submetidas ao procedimento cirúrgico de ovarietomia, enquanto nas restantes foi efetuada uma cirurgia simulada (SHAM). Decorridos 3 meses após a cirurgia foram sacrificados 8 animais SHAM e 8 animais OVX. Este processo foi repetido para os restantes animais, 6 meses após a cirurgia. No momento do sacrifício foi recolhido sangue para análises séricas dos biomarcadores do metabolismo ósseo, biomarcadores inflamatórios e metaloproteinases. Foram também recolhidas as tíbias, fémures e mandíbulas para se efetuarem análises microtomográficas e biomecânicas. Neste estudo, observou-se um aumento da taxa de peso corporal nos animais OVX aos 3 meses (43,41%) e 6 meses (48,75%). Verificou-se também uma tendência de aumento dos níveis séricos de osteocalcina (OC), fosfatase alcalina (ALP), interleucina-6 (IL-6), metaloproteinase-2 (MMP-2) e metaloproteinase-9 (MMP-9) nos grupos OVX, tendo sido observadas diferenças estatisticamente significativas (p<0,05) para a OC e MMP-2, aos 3 e 6 meses. As análises microtomográficas revelaram uma diminuição superior a 75% do número de trabéculas e do espaçamento entre trabéculas no grupo OVX, aos 3 meses, que se manteve relativamente estável durante o período experimental. As análises biomecânicas demonstraram uma diminuição da tensão de fratura de 10,2% no fémur e 29,3% na mandíbula dos animais OVX com 6 meses. Globalmente, a MMP-2 aparenta ser o indicador de osteopenia mais robusto, uma vez que apresenta uma forte correlação positiva com a IL-6 (r= 0,949; p<0,05) e negativa com a tensão de fratura do fémur (r= -0,984; p <0,01). De um modo geral concluiu-se que marcadores como a ALP, IL-6, OC, MMP-2 e MMP-9 são bons indicadores das alterações estruturais confirmadas através das técnicas não laboratoriais e poderão ter uma relevância clínica na monitorização da condição osteoporótica, bem como na avaliação da eficácia de terapêuticas anti-osteoporóticas.
Autores principais:Dinis, Linton Emanuel da Silva
Assunto:Biomarcadores Osteoporose Rato Perda óssea Metabolismo ósseo Ovarietomia
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A osteoporose é uma patologia óssea progressiva, que está associada a uma diminuição significativa da massa e da densidade mineral óssea, com consequente aumento do risco de fratura. O objetivo deste estudo foi utilizar o modelo do rato ovarietomizado (OVX), em ratos com 8 semanas de idade, para tentar perceber a fiabilidade dos biomarcadores séricos para estimar a densidade mineral óssea. No presente estudo, foram utilizados 32 ratos fêmea da estirpe Wistar, das quais 16 foram submetidas ao procedimento cirúrgico de ovarietomia, enquanto nas restantes foi efetuada uma cirurgia simulada (SHAM). Decorridos 3 meses após a cirurgia foram sacrificados 8 animais SHAM e 8 animais OVX. Este processo foi repetido para os restantes animais, 6 meses após a cirurgia. No momento do sacrifício foi recolhido sangue para análises séricas dos biomarcadores do metabolismo ósseo, biomarcadores inflamatórios e metaloproteinases. Foram também recolhidas as tíbias, fémures e mandíbulas para se efetuarem análises microtomográficas e biomecânicas. Neste estudo, observou-se um aumento da taxa de peso corporal nos animais OVX aos 3 meses (43,41%) e 6 meses (48,75%). Verificou-se também uma tendência de aumento dos níveis séricos de osteocalcina (OC), fosfatase alcalina (ALP), interleucina-6 (IL-6), metaloproteinase-2 (MMP-2) e metaloproteinase-9 (MMP-9) nos grupos OVX, tendo sido observadas diferenças estatisticamente significativas (p<0,05) para a OC e MMP-2, aos 3 e 6 meses. As análises microtomográficas revelaram uma diminuição superior a 75% do número de trabéculas e do espaçamento entre trabéculas no grupo OVX, aos 3 meses, que se manteve relativamente estável durante o período experimental. As análises biomecânicas demonstraram uma diminuição da tensão de fratura de 10,2% no fémur e 29,3% na mandíbula dos animais OVX com 6 meses. Globalmente, a MMP-2 aparenta ser o indicador de osteopenia mais robusto, uma vez que apresenta uma forte correlação positiva com a IL-6 (r= 0,949; p<0,05) e negativa com a tensão de fratura do fémur (r= -0,984; p <0,01). De um modo geral concluiu-se que marcadores como a ALP, IL-6, OC, MMP-2 e MMP-9 são bons indicadores das alterações estruturais confirmadas através das técnicas não laboratoriais e poderão ter uma relevância clínica na monitorização da condição osteoporótica, bem como na avaliação da eficácia de terapêuticas anti-osteoporóticas.