Publicação
A dimensão ética e educativa na obra de Miguel Torga: um poeta do dever
| Resumo: | Dirigir-se a um poeta e pedir-lhe uma sistematização filosófica seria tarefa de algum modo condenada ao fracasso. Mas procurar uma perspectiva ética e educativa diferente e mais entusiasmante já é outra questão: os poetas da antiga Grécia eram os mestres de ética; e os poetas dizem também o que os outros não conseguem e o que dizem é mais apaixonante do que a secura dos sistemas filosóficos. Pois o autor foi procurar a legitimidade de pedir tal favor a Miguel Torga. Achando legítimo procurar um logos num orfeu, visitou-o no seu tempo e na sua obra e pediu-lhe razões para uma nova convicção sobre ética e sobre educação. Mas quem dirige uma pergunta a um poeta tem uma preocupação mais vasta do que a expressa na denotação da pergunta; e recebe respostas que abrem novas perspectivas. Foi o que sucedeu. E, assim, o autor não só recebeu indicações no sentido da identidade educativa e da liberdade ética, mas também sentiu a força de uma vida orientada e assente no dever. Com esse apoio, procurou-se englobar o pensamento de Torga numa ética e numa pedagogia do dever e especificar a forma de realizar no sentido inevitável do quotidiano o sentido indispensável da existência humana, e especialmente da existência do professor. |
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| Autores principais: | Maia, Carlos Fernandes |
| Assunto: | Torga, Miguel (1907-1995) Ética Educação |
| Ano: | 1999 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Dirigir-se a um poeta e pedir-lhe uma sistematização filosófica seria tarefa de algum modo condenada ao fracasso. Mas procurar uma perspectiva ética e educativa diferente e mais entusiasmante já é outra questão: os poetas da antiga Grécia eram os mestres de ética; e os poetas dizem também o que os outros não conseguem e o que dizem é mais apaixonante do que a secura dos sistemas filosóficos. Pois o autor foi procurar a legitimidade de pedir tal favor a Miguel Torga. Achando legítimo procurar um logos num orfeu, visitou-o no seu tempo e na sua obra e pediu-lhe razões para uma nova convicção sobre ética e sobre educação. Mas quem dirige uma pergunta a um poeta tem uma preocupação mais vasta do que a expressa na denotação da pergunta; e recebe respostas que abrem novas perspectivas. Foi o que sucedeu. E, assim, o autor não só recebeu indicações no sentido da identidade educativa e da liberdade ética, mas também sentiu a força de uma vida orientada e assente no dever. Com esse apoio, procurou-se englobar o pensamento de Torga numa ética e numa pedagogia do dever e especificar a forma de realizar no sentido inevitável do quotidiano o sentido indispensável da existência humana, e especialmente da existência do professor. |
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