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O MLPA (Multiplex Ligation-dependent Probe Amplification) e o aCGH (array Comparative Genomic Hybridization) no diagnóstico de alterações cromossómicas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Com a introdução das novas tecnologias de biologia molecular em diagnóstico citogenético-genómico, desequilíbrios cromossómicos inferiores a 3-5 Mb, que outrora não seriam identificados pela citogenética convencional, passaram a ser detetados. De entre essas tecnologias, destacam-se as técnicas de MLPA e aCGH utilizadas neste trabalho e com a capacidade de detetarem rearranjos estruturais desequilibrados. O aCGH identifica desequilíbrios ao nível de todo o genoma do paciente num único ensaio e possibilita a determinação exata do tamanho do intervalo deletado ou amplificado, incluindo o número de genes envolvidos. Por sua vez, o MLPA permite o estudo direcionado de regiões cromossómicas, para as quais existe um número limitado de sondas a cobrir a região (na maioria das vezes o tamanho real do rearranjo cromossómico é subestimado devido às distâncias entre as sondas de MLPA, que podem encobrir uma deleção/duplicação). Durante o período em que decorreu este trabalho, no âmbito do diagnóstico pré-natal foram recebidas no Laboratório de Citogenética e Genómica 147 amostras (sobretudo fetos com malformações ecográficas e/ou rastreio bioquímico positivo), para despiste das aneuploidias mais comuns (13, 18, 21, X e Y) através da técnica de MLPA. Destas, estudamos neste trabalho 89 amostras através do painel de MLPA P095, específico para as aneuploidias mais comuns. No âmbito do diagnóstico pós-natal utilizamos 5 painéis de MLPA, direcionados para o estudo de regiões cromossómicas específicas, tendo sido analisados 24 pacientes com o painel P250 (síndrome de DiGeorge), 19 pacientes com os painéis P036 e P070 (regiões subteloméricas), 18 pacientes com o painel P245 (síndromes de microdeleção/microduplicação) e 16 pacientes com o painel P343 (autismo). Em relação à técnica de aCGH (4X180K) dos 230 pacientes estudados neste laboratório durante o período a que se refere a este estudo, selecionamos para discussão neste trabalho 3 pacientes com alterações cromossómicas específicas. Em termos de resultados, o painel P095 utilizado para a pesquisa de aneuploidias foi o que apresentou um maior número de amostras analisadas comparativamente aos restantes painéis de MLPA utilizados no âmbito do diagnóstico pós-natal. Esta situação deve-se ao facto de, atualmente, a maioria dos estudos em pós-natal estar centralizada na técnica de aCGH com a exceção do painel P250 (síndrome de DiGeorge), o qual permanece como a estratégia inicial no estudo de pacientes com anomalias cardíacas como indicação clínica principal, devido à elevada densidade de sondas específicas para a região crítica da síndrome de DiGeorge localizada no cromossoma 22q11.21. Em termos de diagnóstico pós-natal, através das técnicas de MLPA e aCGH analisamos seis alterações cromossómicas em pacientes com quadros clínicos específicos, as quais foram posteriormente confirmadas pelas técnicas de MLPA ou de FISH. Dessas alterações cromossómicas observadas, duas são de novo, uma herdada e as restantes de origem desconhecida. Ambas as tecnologias utilizadas neste trabalho foram fundamentais para o estudo de pacientes com fenótipos particulares, tendo sido determinada na maioria dos casos uma correlação genótipo-fenótipo para as anomalias cromossómicas identificadas.
Autores principais:Mendes, Ana Karina da Silva
Assunto:Anomalias cromossómicas Diagnóstico MLPA aCGH FISH Deleções Duplicações Aneuploidias
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Com a introdução das novas tecnologias de biologia molecular em diagnóstico citogenético-genómico, desequilíbrios cromossómicos inferiores a 3-5 Mb, que outrora não seriam identificados pela citogenética convencional, passaram a ser detetados. De entre essas tecnologias, destacam-se as técnicas de MLPA e aCGH utilizadas neste trabalho e com a capacidade de detetarem rearranjos estruturais desequilibrados. O aCGH identifica desequilíbrios ao nível de todo o genoma do paciente num único ensaio e possibilita a determinação exata do tamanho do intervalo deletado ou amplificado, incluindo o número de genes envolvidos. Por sua vez, o MLPA permite o estudo direcionado de regiões cromossómicas, para as quais existe um número limitado de sondas a cobrir a região (na maioria das vezes o tamanho real do rearranjo cromossómico é subestimado devido às distâncias entre as sondas de MLPA, que podem encobrir uma deleção/duplicação). Durante o período em que decorreu este trabalho, no âmbito do diagnóstico pré-natal foram recebidas no Laboratório de Citogenética e Genómica 147 amostras (sobretudo fetos com malformações ecográficas e/ou rastreio bioquímico positivo), para despiste das aneuploidias mais comuns (13, 18, 21, X e Y) através da técnica de MLPA. Destas, estudamos neste trabalho 89 amostras através do painel de MLPA P095, específico para as aneuploidias mais comuns. No âmbito do diagnóstico pós-natal utilizamos 5 painéis de MLPA, direcionados para o estudo de regiões cromossómicas específicas, tendo sido analisados 24 pacientes com o painel P250 (síndrome de DiGeorge), 19 pacientes com os painéis P036 e P070 (regiões subteloméricas), 18 pacientes com o painel P245 (síndromes de microdeleção/microduplicação) e 16 pacientes com o painel P343 (autismo). Em relação à técnica de aCGH (4X180K) dos 230 pacientes estudados neste laboratório durante o período a que se refere a este estudo, selecionamos para discussão neste trabalho 3 pacientes com alterações cromossómicas específicas. Em termos de resultados, o painel P095 utilizado para a pesquisa de aneuploidias foi o que apresentou um maior número de amostras analisadas comparativamente aos restantes painéis de MLPA utilizados no âmbito do diagnóstico pós-natal. Esta situação deve-se ao facto de, atualmente, a maioria dos estudos em pós-natal estar centralizada na técnica de aCGH com a exceção do painel P250 (síndrome de DiGeorge), o qual permanece como a estratégia inicial no estudo de pacientes com anomalias cardíacas como indicação clínica principal, devido à elevada densidade de sondas específicas para a região crítica da síndrome de DiGeorge localizada no cromossoma 22q11.21. Em termos de diagnóstico pós-natal, através das técnicas de MLPA e aCGH analisamos seis alterações cromossómicas em pacientes com quadros clínicos específicos, as quais foram posteriormente confirmadas pelas técnicas de MLPA ou de FISH. Dessas alterações cromossómicas observadas, duas são de novo, uma herdada e as restantes de origem desconhecida. Ambas as tecnologias utilizadas neste trabalho foram fundamentais para o estudo de pacientes com fenótipos particulares, tendo sido determinada na maioria dos casos uma correlação genótipo-fenótipo para as anomalias cromossómicas identificadas.