Publicação
Efeito do banho de imersão em água fria, quente e de contraste na recuperação muscular de indivíduos do sexo masculino
| Resumo: | Introdução: A imersão na água é um método que tem sido estudado durante alguns anos para ajudar na recuperação muscular, após a prática de exercício físico, principalmente num contexto competitivo. No entanto, existe ainda uma lacuna de conhecimento sobre a eficácia dos diferentes protocolos de imersão em água utilizados para a recuperação muscular. Assim, este estudo investigou os efeitos agudos da imersão em água fria (CWI), quente (HWI), contraste (CWT) e controlo (CC) na espessura muscular (EM) e temperatura superficial da pele (Tsp). Métodos: Num desenho de estudo “ensaio cruzado aleatório”, 11 jovens universitários fisicamente ativos, do sexo masculino, completaram 1 sessão de exercício e imersão em água ou controlo, durante 4 semanas. Cada semana envolvia 1 sessão de 15 minutos de imersão em água (CWI/HWI/CWT) ou CC, realizadas após a sessão de exercício de flexão do cotovelo, com 7 dias de intervalo entre si. A EM foi medida utilizando o ultrassom e a Tsp com uma máquina termográfica, nos seguintes momentos: antes do exercício (T1), logo após o exercício (T2), logo após a imersão (T3), 24h (T4), 48h (T5), e 72h (T6) após o exercício. A análise inferencial foi feita utilizando uma ANOVA para medidasrepetidas, com um modelo de 4 intervenções(frio, quente, contraste e controlo) e 6 momentos (T1, T2, T3, T4, T5, T6), utilizando o Bonferroni post-hoc. Resultados: Foi observado, para EM, um efeito momento (Z(5,50)=106,225; p=0,00; μ 2=0,914). A comparação entre pares apenas revelou diferenças significativa para o momento T2. Para a Tsp, foi observado um efeito intervenção (Z(3,30)= 69,767; p=0,00; μ 2=0,875), um efeito momento (Z(5,50)= 214,080; p=0,00; μ 2=0,955), e um interação intervenção x momento (Z(15,150)= 251,624; p=0,00; μ 2=0,962) para a variável Braço dominante (BD). Da mesma forma, para a variação do braço dominante (VBD), também foi observado um efeito intervenção (Z(3,30)= 157,316; p=0,00; μ 2=0,940), um efeito momento (Z = 227,641; p=0,00; μ 2=0,958), e uma interação intervenção x momento (Z(15,150)= 286,663; p=0,00; μ 2=0,966). A comparação entre pares revelou diferenças significativas entre intervenções, para a CWI (p<0.00) no momento T3, com uma diminuição média de -16,94ºC (±0,45). Conclusão: Não houve diferenças significativas na EM entre intervenções. A Tsp mostrou diferenças significativas para a CWI no momento T3 (-16,94ºC ±0,45), mostrando a mesma eficácia que as restantes nos dias seguintes. |
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| Autores principais: | Vilela, Guilherme Moreira |
| Assunto: | cold water imersion hot water imersion contrast water imersion muscle damage muscle recovery |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Introdução: A imersão na água é um método que tem sido estudado durante alguns anos para ajudar na recuperação muscular, após a prática de exercício físico, principalmente num contexto competitivo. No entanto, existe ainda uma lacuna de conhecimento sobre a eficácia dos diferentes protocolos de imersão em água utilizados para a recuperação muscular. Assim, este estudo investigou os efeitos agudos da imersão em água fria (CWI), quente (HWI), contraste (CWT) e controlo (CC) na espessura muscular (EM) e temperatura superficial da pele (Tsp). Métodos: Num desenho de estudo “ensaio cruzado aleatório”, 11 jovens universitários fisicamente ativos, do sexo masculino, completaram 1 sessão de exercício e imersão em água ou controlo, durante 4 semanas. Cada semana envolvia 1 sessão de 15 minutos de imersão em água (CWI/HWI/CWT) ou CC, realizadas após a sessão de exercício de flexão do cotovelo, com 7 dias de intervalo entre si. A EM foi medida utilizando o ultrassom e a Tsp com uma máquina termográfica, nos seguintes momentos: antes do exercício (T1), logo após o exercício (T2), logo após a imersão (T3), 24h (T4), 48h (T5), e 72h (T6) após o exercício. A análise inferencial foi feita utilizando uma ANOVA para medidasrepetidas, com um modelo de 4 intervenções(frio, quente, contraste e controlo) e 6 momentos (T1, T2, T3, T4, T5, T6), utilizando o Bonferroni post-hoc. Resultados: Foi observado, para EM, um efeito momento (Z(5,50)=106,225; p=0,00; μ 2=0,914). A comparação entre pares apenas revelou diferenças significativa para o momento T2. Para a Tsp, foi observado um efeito intervenção (Z(3,30)= 69,767; p=0,00; μ 2=0,875), um efeito momento (Z(5,50)= 214,080; p=0,00; μ 2=0,955), e um interação intervenção x momento (Z(15,150)= 251,624; p=0,00; μ 2=0,962) para a variável Braço dominante (BD). Da mesma forma, para a variação do braço dominante (VBD), também foi observado um efeito intervenção (Z(3,30)= 157,316; p=0,00; μ 2=0,940), um efeito momento (Z = 227,641; p=0,00; μ 2=0,958), e uma interação intervenção x momento (Z(15,150)= 286,663; p=0,00; μ 2=0,966). A comparação entre pares revelou diferenças significativas entre intervenções, para a CWI (p<0.00) no momento T3, com uma diminuição média de -16,94ºC (±0,45). Conclusão: Não houve diferenças significativas na EM entre intervenções. A Tsp mostrou diferenças significativas para a CWI no momento T3 (-16,94ºC ±0,45), mostrando a mesma eficácia que as restantes nos dias seguintes. |
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