Publicação
Caracterização fenólica e atividade antioxidante de flores comestíveis
| Resumo: | Utilizadas no seu estado natural ou após processamento, as plantas aromáticas e medicinais (PAM) têm vindo a ser alvo de um interesse e procura crescente em Portugal, não só por produtores, mas também pelos seus consumidores. Aliado ao seu valor ornamental, as PAM apresentam diversas propriedades biológicas, que se tornam determinantes para um vasto número de aplicações terapêuticas, bem como ao nível das indústrias farmacêuticas, alimentar, de cosmética e perfumaria. As flores comestíveis fazem parte da alimentação humana há séculos, e ao longo dos anos o homem vem aprendendo a utilizar as plantas em seu benefício próprio, tendo em conta as várias espécies já conhecidas e utilizadas há séculos por vários povos ao redor do mundo, como intensificadores de aroma, como fornecedores de sabor doce aos pratos ou bebidas, saladas, e sobremesas e pelas suas propriedades terapêuticas, nomeadamente no tratamento de várias patologias, apresentando função analgésica, calmante, cardíaca, respiratória e antioxidante. No presente trabalho foram estudadas cinco espécies de flores comestíveis Calêndula, Amores Perfeitos, Rosa de Santa Teresinha, Flor de Brócolos, Gerânio Rosa, obtidas numa empresa local (Ervas Finas), com o objetivo de as comparar relativamente à sua composição fitoquímica e atividade antioxidante de forma a potencializar a aplicabilidade destas plantas nas indústrias anteriormente referidas. Para tal, determinou-se o teor em compostos fenólicos nomeadamente ortodifenóis, flavonoides, e fenóis totais e determinou-se a atividade antioxidante pelos métodos de DPPH e ABTS e atividade antioxidante pelo método de FRAP. Verificou-se que a amostra de Rosa de Santa Teresinha no estágio fenológico intermédio foi a flor que apresentou o maior teor em composição fenólica para ortodifenóis (171,54 ± 4,55 mg AG g-1 ps) e fenóis totais (82,06 ± 1,80 mg AG g-1 ps). O Gêranio Rosa foi a espécie que apresentou um dos maiores valores para a capacidade antioxidante pelos métodos ABTS (0,92 ± 0,11 mmol Trolox g -1 ps), DPPH (0,97± 0,007 mmol Trolox g -1 ps) e FRAP (0,84 ± 0,04 mmol Trolox g -1 ps). Além disso, a flor de brócolos é a espécie que apresentou menor capacidade antioxidante pelos métodos ABTS (0,14 ± 0,00 mmol Trolox g -1 ps), DPPH (0,05 ± 0,00 mmol Trolox g -1 ps) e FRAP (0,08 ± 0,006 mmol Trolox g -1 ps). Assim, perante os resultados deste trabalho, as flores que apresentaram maior capacidade antioxidante e os teores mais elevados em compostos fenólicos foram a Rosa de Santa Teresinha e os Amores Perfeitos e, portanto, aquelas que podem apresentar maior potencial terapêutico. |
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| Autores principais: | Porto, Ramon da Costa |
| Assunto: | Compostos fenólicos flores comestíveis |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Utilizadas no seu estado natural ou após processamento, as plantas aromáticas e medicinais (PAM) têm vindo a ser alvo de um interesse e procura crescente em Portugal, não só por produtores, mas também pelos seus consumidores. Aliado ao seu valor ornamental, as PAM apresentam diversas propriedades biológicas, que se tornam determinantes para um vasto número de aplicações terapêuticas, bem como ao nível das indústrias farmacêuticas, alimentar, de cosmética e perfumaria. As flores comestíveis fazem parte da alimentação humana há séculos, e ao longo dos anos o homem vem aprendendo a utilizar as plantas em seu benefício próprio, tendo em conta as várias espécies já conhecidas e utilizadas há séculos por vários povos ao redor do mundo, como intensificadores de aroma, como fornecedores de sabor doce aos pratos ou bebidas, saladas, e sobremesas e pelas suas propriedades terapêuticas, nomeadamente no tratamento de várias patologias, apresentando função analgésica, calmante, cardíaca, respiratória e antioxidante. No presente trabalho foram estudadas cinco espécies de flores comestíveis Calêndula, Amores Perfeitos, Rosa de Santa Teresinha, Flor de Brócolos, Gerânio Rosa, obtidas numa empresa local (Ervas Finas), com o objetivo de as comparar relativamente à sua composição fitoquímica e atividade antioxidante de forma a potencializar a aplicabilidade destas plantas nas indústrias anteriormente referidas. Para tal, determinou-se o teor em compostos fenólicos nomeadamente ortodifenóis, flavonoides, e fenóis totais e determinou-se a atividade antioxidante pelos métodos de DPPH e ABTS e atividade antioxidante pelo método de FRAP. Verificou-se que a amostra de Rosa de Santa Teresinha no estágio fenológico intermédio foi a flor que apresentou o maior teor em composição fenólica para ortodifenóis (171,54 ± 4,55 mg AG g-1 ps) e fenóis totais (82,06 ± 1,80 mg AG g-1 ps). O Gêranio Rosa foi a espécie que apresentou um dos maiores valores para a capacidade antioxidante pelos métodos ABTS (0,92 ± 0,11 mmol Trolox g -1 ps), DPPH (0,97± 0,007 mmol Trolox g -1 ps) e FRAP (0,84 ± 0,04 mmol Trolox g -1 ps). Além disso, a flor de brócolos é a espécie que apresentou menor capacidade antioxidante pelos métodos ABTS (0,14 ± 0,00 mmol Trolox g -1 ps), DPPH (0,05 ± 0,00 mmol Trolox g -1 ps) e FRAP (0,08 ± 0,006 mmol Trolox g -1 ps). Assim, perante os resultados deste trabalho, as flores que apresentaram maior capacidade antioxidante e os teores mais elevados em compostos fenólicos foram a Rosa de Santa Teresinha e os Amores Perfeitos e, portanto, aquelas que podem apresentar maior potencial terapêutico. |
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