Publicação
Consumo de bebidas alcoólicas por adolescentes do ensino secundário do Concelho de Chaves
| Resumo: | Introdução: O álcool é a substância psicoativa mais utilizada pelos adolescentes, sendo um importante problema de saúde pública, pela sua magnitude e porque constitui o maior fator de risco para a saúde deste grupo. Comparados com pessoas de outros grupos etários que também consomem bebidas alcoólicas, os adolescentes apresentam maior tendência para consumos do tipo binge drinking e para se embriagarem, o que aumenta os riscos para a saúde (WHO, 2006). Estudar os comportamentos com repercussões na saúde dos adolescentes e os fatores que os influenciam é fundamental para o desenvolvimento de políticas de educação para a saúde, programas de promoção da saúde e intervenções dirigidas a este grupo etário (Matos, Simões, Carvalhosa & Reis, 2006). No início deste percurso de investigação desenhamos como objetivo geral: Compreender quais os fatores associados ao consumo de bebidas alcoólicas pelos alunos da nossa amostra. Método: Trata-se de um estudo descritivo, correlacional e transversal de abordagem quantitativa, com uma amostra de 378 alunos, que frequentavam o ensino secundário regular, em três agrupamentos de escolas do concelho de Chaves, no ano letivo 2012/2013. Como instrumento de recolha de dados, utilizamos um questionário de autopreenchimento, anónimo e confidencial, que incluía a escala de Envolvimento dos Adolescentes com o Uso de Álcool (AAIS) e o The Alcohol Use Disorder Identification Test (AUDIT), validadas para a população portuguesa, que foram aplicadas em sala de aula. Para o tratamento de dados, utilizou-se o programa Statistical Package for the Social Scienses (SPSS), versão 19.0, tendo-se recorrido à estatística descritiva e inferencial. Resultados: A maioria dos alunos da amostra era do sexo feminino (60,8%) e pertencia à classe etária dos 17-18 anos (53,2%), sendo a média da idade de 16,96 1,269 anos. A prevalência de bebidas alcoólicas é de 86,8%, o maior grupo consome “1 ou 2 vezes por mês” (38,4%), a bebida mais consumida são os cocktails de bebidas alcoólicas (49,1%), o maior grupo bebe “2copos” (28,6%) e na companhia de amigos da mesma idade (52,9%), sendo o principal motivo a curiosidade (50,3%). Relativamente às categorias da escala AAIS, a maioria dos alunos enquadra-se na categoria “bebedor habitual sem problemas” (79,9%) e 91,3% na categoria “sem consumo excessivo” do AUDIT. O sexo masculino tinha um maior envolvimento com as bebidas alcoólicas (Mann-Whitney: p=0,010) e enquadrava-se mais na categoria dos consumidores excessivos (MW: p=0.001). Discussão: A prevalência de consumo de consumo de bebidas alcoólicas apresenta um valor intermédio entre os estudos de Magalhães (2010) e de Valente (2012). No que se refere às categorias da AAIS, os resultados do presente estudo assemelham-se aos obtidos por Valente (2012), embora o percentual de bebedores excessivos seja bastante superior ao do nosso estudo. Conclusões: A prevalência de consumo de bebidas alcoólicas é bastante elevada e tendo em conta o elevado teor de álcool do tipo de bebida mais consumida, pode considerar-se um dado preocupante. O grupo de pares parece ser um dos fatores que mais influencia o consumo de bebidas alcoólicas pelos sujeitos da amostra. O envolvimento com o álcool, assim como o consumo excessivo, parecem estar num nível intermédio. Estes resultados poderão constituir uma ajuda importante na adequação das intervenções preventivas dirigidas a este grupo populacional. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Isabel Amorim |
| Assunto: | Enfermagem em saúde comunitária Adolescentes Consumo de bebidas alcoólicas Concelho de Chaves (Vila Real, Portugal) |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Introdução: O álcool é a substância psicoativa mais utilizada pelos adolescentes, sendo um importante problema de saúde pública, pela sua magnitude e porque constitui o maior fator de risco para a saúde deste grupo. Comparados com pessoas de outros grupos etários que também consomem bebidas alcoólicas, os adolescentes apresentam maior tendência para consumos do tipo binge drinking e para se embriagarem, o que aumenta os riscos para a saúde (WHO, 2006). Estudar os comportamentos com repercussões na saúde dos adolescentes e os fatores que os influenciam é fundamental para o desenvolvimento de políticas de educação para a saúde, programas de promoção da saúde e intervenções dirigidas a este grupo etário (Matos, Simões, Carvalhosa & Reis, 2006). No início deste percurso de investigação desenhamos como objetivo geral: Compreender quais os fatores associados ao consumo de bebidas alcoólicas pelos alunos da nossa amostra. Método: Trata-se de um estudo descritivo, correlacional e transversal de abordagem quantitativa, com uma amostra de 378 alunos, que frequentavam o ensino secundário regular, em três agrupamentos de escolas do concelho de Chaves, no ano letivo 2012/2013. Como instrumento de recolha de dados, utilizamos um questionário de autopreenchimento, anónimo e confidencial, que incluía a escala de Envolvimento dos Adolescentes com o Uso de Álcool (AAIS) e o The Alcohol Use Disorder Identification Test (AUDIT), validadas para a população portuguesa, que foram aplicadas em sala de aula. Para o tratamento de dados, utilizou-se o programa Statistical Package for the Social Scienses (SPSS), versão 19.0, tendo-se recorrido à estatística descritiva e inferencial. Resultados: A maioria dos alunos da amostra era do sexo feminino (60,8%) e pertencia à classe etária dos 17-18 anos (53,2%), sendo a média da idade de 16,96 1,269 anos. A prevalência de bebidas alcoólicas é de 86,8%, o maior grupo consome “1 ou 2 vezes por mês” (38,4%), a bebida mais consumida são os cocktails de bebidas alcoólicas (49,1%), o maior grupo bebe “2copos” (28,6%) e na companhia de amigos da mesma idade (52,9%), sendo o principal motivo a curiosidade (50,3%). Relativamente às categorias da escala AAIS, a maioria dos alunos enquadra-se na categoria “bebedor habitual sem problemas” (79,9%) e 91,3% na categoria “sem consumo excessivo” do AUDIT. O sexo masculino tinha um maior envolvimento com as bebidas alcoólicas (Mann-Whitney: p=0,010) e enquadrava-se mais na categoria dos consumidores excessivos (MW: p=0.001). Discussão: A prevalência de consumo de consumo de bebidas alcoólicas apresenta um valor intermédio entre os estudos de Magalhães (2010) e de Valente (2012). No que se refere às categorias da AAIS, os resultados do presente estudo assemelham-se aos obtidos por Valente (2012), embora o percentual de bebedores excessivos seja bastante superior ao do nosso estudo. Conclusões: A prevalência de consumo de bebidas alcoólicas é bastante elevada e tendo em conta o elevado teor de álcool do tipo de bebida mais consumida, pode considerar-se um dado preocupante. O grupo de pares parece ser um dos fatores que mais influencia o consumo de bebidas alcoólicas pelos sujeitos da amostra. O envolvimento com o álcool, assim como o consumo excessivo, parecem estar num nível intermédio. Estes resultados poderão constituir uma ajuda importante na adequação das intervenções preventivas dirigidas a este grupo populacional. |
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