Publicação
Literacia para a saúde em alunos do ensino secundário do Concelho de Vila Real
| Resumo: | O presente relatório diz respeito à unidade curricular Estágio e Relatório desenvolvido no período de 14 de setembro de 2015 a 29 de janeiro de 2016, na Unidade de Cuidados na Comunidade Vila Real I e Unidade de Saúde Pública de Vila Real, do Agrupamento de Centros de Saúde Douro I - Marão e Douro Norte, surgindo como um documento que pretende descrever as atividades realizadas e o desenvolvimento de competências de Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária e de Saúde Pública. O processo de aquisição de competências iniciou-se com o diagnóstico de situação, realizado no estágio anterior, junto dos docentes das escolas secundárias da área de abrangência da Unidade de Cuidados na Comunidade Vila Real I e no âmbito dos programas/projetos de saúde escolar, onde foram diagnosticadas as necessidades da população, seguido da fixação de objetivos e estratégias para dar resposta às problemáticas detetadas, por meio da construção e execução de um projeto durante este estágio, que visou a educação para a saúde, através da melhoria dos conhecimentos dos docentes nas áreas dos Primeiros Socorros e do Suporte Básico de Vida, de forma a potenciar ganhos em saúde e capacitar o grupo em questão. O permanente contacto com o Programa Nacional de Saúde Escolar 2015 e dada a sua relevância, para atingir as metas constantes deste programa, fez surgir também a necessidade de determinar o nível de literacia para a saúde, dos alunos do ensino secundário das escolas do ensino público da área de abrangência desta mesma unidade funcional, tendo sido realizado um estudo empírico, cujo objetivo geral foi analisar a relação entre a literacia para a saúde e a perceção de saúde, a utilização de serviços de saúde e o conhecimento e participação dos alunos nos programas/projetos de saúde escolar. A metodologia utlizada no projeto foi a do planeamento em saúde e no estudo empírico optou-se pela realização de um estudo descritivo, correlacional e transversal de abordagem quantitativa. A amostra foi constituída por 499 alunos, o correspondente a 40,34% da população alvo. Para a recolha de dados optamos por um questionário de autopreenchimento, composto por duas secções pertencentes ao Questionário Europeu de Literacia para a Saúde em Português (HLS-EU-PT) e duas secções criadas pela investigadora, tendo o tratamento de dados sido realizado com recurso ao Statistical Package for the Social Sciences (SPSS versão 22.0). A maioria dos alunos era do sexo feminino (58,3%), pertencia ao grupo etário dos 16-17 anos (64,5%) e frequentava o curso de ciências e tecnologias (55,5%). O maior número dos inquiridos considerou ter um bom estado de saúde (57,1%) e referiu ter utilizado os serviços de saúde 1 a 2 vezes no último ano. O nível de literacia para a saúde dos alunos, foi em todas as dimensões (cuidados de saúde, prevenção da doença e promoção da saúde) limitado, na ordem dos 50%, sendo no domínio dos “Cuidados de Saúde” onde se registaram maiores dificuldades. No lado oposto, com um nível de literacia para a saúde considerado excelente, apenas se enquadravam 8% dos alunos. O nível de literacia para a saúde, nas suas três dimensões, diferiu estatisticamente entre os alunos que frequentavam os diferentes cursos (KW: p<0,05) e quanto à perceção do estado de saúde (KW: p<0,05), sendo os alunos dos cursos profissionais aqueles que apresentaram níveis de literacia para a saúde mais baixos e observando-se que quanto melhor era a perceção do estado de saúde mais elevado era o nível de literacia para a saúde. Não se verificou relação entre o nível de literacia para a saúde e a frequência de utilização dos serviços de saúde pelos alunos, bem como entre o nível de literacia para a saúde e o conhecimento acerca dos programas/projetos de saúde escolar desenvolvidos nas escolas, que estes alunos frequentavam. Pode concluir-se que os programas/projetos de saúde escolar parecem ter sido pouco eficazes, na promoção da literacia para a saúde. Deste modo, as estratégias de intervenção da saúde escolar terão de ser repensadas e redirecionadas, no intuito de aumentar a literacia para a saúde dos alunos destas escolas e, assim, promover a saúde e o desenvolvimento de competências que lhes permita fazer uma transição da adolescência para a vida adulta de uma forma saudável. Por tudo isto, pode considerar-se que foram desenvolvidas as competências preconizadas pela Ordem dos Enfermeiros para o Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária e de Saúde Pública e atingidos os objetivos delineados para este relatório. |
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| Autores principais: | Silva, Paula Maria Dias da |
| Assunto: | Enfermagem em saúde comunitária Saúde escolar Educação em saúde Adolescentes Literacia em saúde |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O presente relatório diz respeito à unidade curricular Estágio e Relatório desenvolvido no período de 14 de setembro de 2015 a 29 de janeiro de 2016, na Unidade de Cuidados na Comunidade Vila Real I e Unidade de Saúde Pública de Vila Real, do Agrupamento de Centros de Saúde Douro I - Marão e Douro Norte, surgindo como um documento que pretende descrever as atividades realizadas e o desenvolvimento de competências de Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária e de Saúde Pública. O processo de aquisição de competências iniciou-se com o diagnóstico de situação, realizado no estágio anterior, junto dos docentes das escolas secundárias da área de abrangência da Unidade de Cuidados na Comunidade Vila Real I e no âmbito dos programas/projetos de saúde escolar, onde foram diagnosticadas as necessidades da população, seguido da fixação de objetivos e estratégias para dar resposta às problemáticas detetadas, por meio da construção e execução de um projeto durante este estágio, que visou a educação para a saúde, através da melhoria dos conhecimentos dos docentes nas áreas dos Primeiros Socorros e do Suporte Básico de Vida, de forma a potenciar ganhos em saúde e capacitar o grupo em questão. O permanente contacto com o Programa Nacional de Saúde Escolar 2015 e dada a sua relevância, para atingir as metas constantes deste programa, fez surgir também a necessidade de determinar o nível de literacia para a saúde, dos alunos do ensino secundário das escolas do ensino público da área de abrangência desta mesma unidade funcional, tendo sido realizado um estudo empírico, cujo objetivo geral foi analisar a relação entre a literacia para a saúde e a perceção de saúde, a utilização de serviços de saúde e o conhecimento e participação dos alunos nos programas/projetos de saúde escolar. A metodologia utlizada no projeto foi a do planeamento em saúde e no estudo empírico optou-se pela realização de um estudo descritivo, correlacional e transversal de abordagem quantitativa. A amostra foi constituída por 499 alunos, o correspondente a 40,34% da população alvo. Para a recolha de dados optamos por um questionário de autopreenchimento, composto por duas secções pertencentes ao Questionário Europeu de Literacia para a Saúde em Português (HLS-EU-PT) e duas secções criadas pela investigadora, tendo o tratamento de dados sido realizado com recurso ao Statistical Package for the Social Sciences (SPSS versão 22.0). A maioria dos alunos era do sexo feminino (58,3%), pertencia ao grupo etário dos 16-17 anos (64,5%) e frequentava o curso de ciências e tecnologias (55,5%). O maior número dos inquiridos considerou ter um bom estado de saúde (57,1%) e referiu ter utilizado os serviços de saúde 1 a 2 vezes no último ano. O nível de literacia para a saúde dos alunos, foi em todas as dimensões (cuidados de saúde, prevenção da doença e promoção da saúde) limitado, na ordem dos 50%, sendo no domínio dos “Cuidados de Saúde” onde se registaram maiores dificuldades. No lado oposto, com um nível de literacia para a saúde considerado excelente, apenas se enquadravam 8% dos alunos. O nível de literacia para a saúde, nas suas três dimensões, diferiu estatisticamente entre os alunos que frequentavam os diferentes cursos (KW: p<0,05) e quanto à perceção do estado de saúde (KW: p<0,05), sendo os alunos dos cursos profissionais aqueles que apresentaram níveis de literacia para a saúde mais baixos e observando-se que quanto melhor era a perceção do estado de saúde mais elevado era o nível de literacia para a saúde. Não se verificou relação entre o nível de literacia para a saúde e a frequência de utilização dos serviços de saúde pelos alunos, bem como entre o nível de literacia para a saúde e o conhecimento acerca dos programas/projetos de saúde escolar desenvolvidos nas escolas, que estes alunos frequentavam. Pode concluir-se que os programas/projetos de saúde escolar parecem ter sido pouco eficazes, na promoção da literacia para a saúde. Deste modo, as estratégias de intervenção da saúde escolar terão de ser repensadas e redirecionadas, no intuito de aumentar a literacia para a saúde dos alunos destas escolas e, assim, promover a saúde e o desenvolvimento de competências que lhes permita fazer uma transição da adolescência para a vida adulta de uma forma saudável. Por tudo isto, pode considerar-se que foram desenvolvidas as competências preconizadas pela Ordem dos Enfermeiros para o Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária e de Saúde Pública e atingidos os objetivos delineados para este relatório. |
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