Publicação
Neonatologia equina: falha de transferência de imunidade passiva
| Resumo: | A falha de transferência de imunidade passiva (FTIP) é comum nos poldros recémnascidos e predispõe estes a infeções graves. Os poldros com FTIP total ou FTIP parcial têm 50% de incidência de doenças infeciosas nas primeiras semanas de vida. Assim, uma deteção precoce de níveis baixos de imunoglobulinas G (IgG) permite a rápida tomada de ações preventivas ou o início atempado de terapias adequadas. Este trabalho teve como objetivo principal avaliar diferentes fatores que podiam influenciar a transferência de imunidade passiva das éguas para os poldros. Como tal foi acompanhada parte da época reprodutiva de 2017 no Pólo de Reprodução – Haras de la Gesse (PR-HDLG), em Boulogne-sur-Gesse, Toulouse, França. Para além disso também se pretendeu avaliar alguns parâmetros da amostra em termos de médias comparando com a bibliografia e com o que é considerado normal. No trabalho aqui apresentado houve uma correlação significativa entre o valor de Brix do colostro e a concentração de IgG nos poldros às 12H pós-parto (P=0,0125; r=0,49) ou seja, com uma correlação moderada (n=25). Para além disso foi observada também uma correlação significativa entra a idade da égua e a concentração de IgG do poldro (P=0.027; r=0.44; n=25). Quanto aos outros fatores, não se obtiveram associações significativas. As médias de duração da gestação (345.8 dias), de tempo que o poldro demorou para se levantar (29 minutos) e iniciar a ingestão do colostro (66 minutos), de tempo de expulsão do mecónio (89.5 minutos) e da hora em que ocorreram os partos encontravam-se dentro do já descrito. A obtenção de uma correta passagem de imunidade para o poldro é complexa e influenciada por fatores que acabam por interagir entre si. Uma correta identificação dos fatores de risco permite um menor risco da ocorrência de uma falha. É importante considerar sempre a égua, o poldro e o ambiente envolvente como um todo tentando controlar os diferentes fatores de risco |
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| Autores principais: | Neto, Tiago dos Santos |
| Assunto: | Transferência de Imunidade Colostro IgG |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A falha de transferência de imunidade passiva (FTIP) é comum nos poldros recémnascidos e predispõe estes a infeções graves. Os poldros com FTIP total ou FTIP parcial têm 50% de incidência de doenças infeciosas nas primeiras semanas de vida. Assim, uma deteção precoce de níveis baixos de imunoglobulinas G (IgG) permite a rápida tomada de ações preventivas ou o início atempado de terapias adequadas. Este trabalho teve como objetivo principal avaliar diferentes fatores que podiam influenciar a transferência de imunidade passiva das éguas para os poldros. Como tal foi acompanhada parte da época reprodutiva de 2017 no Pólo de Reprodução – Haras de la Gesse (PR-HDLG), em Boulogne-sur-Gesse, Toulouse, França. Para além disso também se pretendeu avaliar alguns parâmetros da amostra em termos de médias comparando com a bibliografia e com o que é considerado normal. No trabalho aqui apresentado houve uma correlação significativa entre o valor de Brix do colostro e a concentração de IgG nos poldros às 12H pós-parto (P=0,0125; r=0,49) ou seja, com uma correlação moderada (n=25). Para além disso foi observada também uma correlação significativa entra a idade da égua e a concentração de IgG do poldro (P=0.027; r=0.44; n=25). Quanto aos outros fatores, não se obtiveram associações significativas. As médias de duração da gestação (345.8 dias), de tempo que o poldro demorou para se levantar (29 minutos) e iniciar a ingestão do colostro (66 minutos), de tempo de expulsão do mecónio (89.5 minutos) e da hora em que ocorreram os partos encontravam-se dentro do já descrito. A obtenção de uma correta passagem de imunidade para o poldro é complexa e influenciada por fatores que acabam por interagir entre si. Uma correta identificação dos fatores de risco permite um menor risco da ocorrência de uma falha. É importante considerar sempre a égua, o poldro e o ambiente envolvente como um todo tentando controlar os diferentes fatores de risco |
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