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Dermatite atópica canina: abordagem terapêutica na FMVZ - Unesp no Departamento de Dermatologia Veterinária

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Resumo:A Dermatite Atópica Canina é um sinal clínico da doença Atópica. Com predisposição genética é caracterizada como uma doença inflamatória cutânea, alérgica e prurítica. Imunologicamente é uma reação de hipersensibilidade tipo I, com aumento da produção de Imunoglobulina E específica. Pode ou não ser sazonal (80% no Outono e Primavera e 20% no Inverno, quando sazonal). Aparece entre os 3 ou 6 meses e o 6 anos de idade, mas com manifestação entre 1 a 3 anos, não sendo regra. Animais atópicos têm disfunção na barreira protetora da pele, por alteração nos lípidos, permitindo um aumento da absorção cutânea pelo contacto com alergénios ambientais. Quando a barreira cutânea está prejudicada são maiores: o risco de sensibilização alérgica, a perda de água transepidérmica e a perda de hidratação da pele, levando à progressão da agressão da pele. Os principais sinais clínicos de Dermatite Atópica Canina são o eritema e o prurido. Outros sinais de dermatite são comuns, devido a auto-traumatismo por prurido intenso. As doenças como infeções bacterianas da pele, dermatite por Malassezia, reação alérgica alimentar, dermatite alérgica à picada de pulga e otites externas, são muitas vezes concomitantes com Dermatite Atópica Canina. O diagnóstico passa pelo conjunto de uma boa anamnese, exame físico, sinais clínicos, exames complementares e tratamento de exclusão de outras doenças cutâneas. Neste trabalho o objetivo foi de analisar a abordagem terapêutica no Serviço de Dermatologia Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia-Unesp, Campus de Botucatu, São Paulo, Brasil, em 24 casos clínicos de Dermatite Atópica Canina. O tratamento passou por diminuir alergénios pelo uso de produtos de limpeza ambiental, controlo de ectoparasitas no animal, restrição alimentar, tratamento adequado de doenças concomitantes e oportunistas, uso de antibiótico para tratamento e prevenção (Pulsoterapia) de infeções secundárias, uso constante de terapia tópica (shampoos, hidratantes, spray’s e spot-on com lípidos) para controlo da manutenção da barreira protetora da pele. Diminuindo o uso de glucocorticoides, anti-histamínicos e imunossupressores orais.
Autores principais:Lopes, Ana Cristina Gonçalves Marinho
Assunto:Canidae Dermatite atópica Botucatu (São Paulo, Brasil) Prurido Ceramidas Terapêutica
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A Dermatite Atópica Canina é um sinal clínico da doença Atópica. Com predisposição genética é caracterizada como uma doença inflamatória cutânea, alérgica e prurítica. Imunologicamente é uma reação de hipersensibilidade tipo I, com aumento da produção de Imunoglobulina E específica. Pode ou não ser sazonal (80% no Outono e Primavera e 20% no Inverno, quando sazonal). Aparece entre os 3 ou 6 meses e o 6 anos de idade, mas com manifestação entre 1 a 3 anos, não sendo regra. Animais atópicos têm disfunção na barreira protetora da pele, por alteração nos lípidos, permitindo um aumento da absorção cutânea pelo contacto com alergénios ambientais. Quando a barreira cutânea está prejudicada são maiores: o risco de sensibilização alérgica, a perda de água transepidérmica e a perda de hidratação da pele, levando à progressão da agressão da pele. Os principais sinais clínicos de Dermatite Atópica Canina são o eritema e o prurido. Outros sinais de dermatite são comuns, devido a auto-traumatismo por prurido intenso. As doenças como infeções bacterianas da pele, dermatite por Malassezia, reação alérgica alimentar, dermatite alérgica à picada de pulga e otites externas, são muitas vezes concomitantes com Dermatite Atópica Canina. O diagnóstico passa pelo conjunto de uma boa anamnese, exame físico, sinais clínicos, exames complementares e tratamento de exclusão de outras doenças cutâneas. Neste trabalho o objetivo foi de analisar a abordagem terapêutica no Serviço de Dermatologia Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia-Unesp, Campus de Botucatu, São Paulo, Brasil, em 24 casos clínicos de Dermatite Atópica Canina. O tratamento passou por diminuir alergénios pelo uso de produtos de limpeza ambiental, controlo de ectoparasitas no animal, restrição alimentar, tratamento adequado de doenças concomitantes e oportunistas, uso de antibiótico para tratamento e prevenção (Pulsoterapia) de infeções secundárias, uso constante de terapia tópica (shampoos, hidratantes, spray’s e spot-on com lípidos) para controlo da manutenção da barreira protetora da pele. Diminuindo o uso de glucocorticoides, anti-histamínicos e imunossupressores orais.