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Avaliação da coordenação motora em crianças praticantes de trampolim e praticantes de outras atividades físicas

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Resumo:Introdução: Para o adequado desenvolvimento motor da criança, é fundamental que vivencie diversas experiências no seu quotidiano. Estas diferentes atividades, juntamente com o crescimento e maturação vão permitir uma melhoria das capacidades físicas e da coordenação motora. Assim, importa privilegiar, na infância, atividades físicas que ofereçam diferentes estímulos, quer na sua variedade como na sua complexidade. Neste sentido, a prática de trampolim surge como uma atividade com potencial para melhorar a coordenação motora, tendo em conta o elevado grau de complexidade de estímulos motores e sensoriais que a prática da modalidade oferece. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo efetuar a avaliação da coordenação motora em crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico (CEB), praticantes de trampolim e praticantes de outras atividades físicas. Materiais e Métodos: A amostra foi constituída por 117 crianças (61 raparigas e 56 rapazes) com idades compreendidas entre os 6 e 9 anos. Para a avaliação da coordenação motora (CM) foi utilizado o teste KTK (Körperkoordination Test für Kinder), tendo sido calculado o coeficiente motor (QM) para cada elemento. Foi realizada um análise estatística descritiva. Resultados: Os resultados revelaram que o trampolim foi a modalidade que apresentou um valor médio QM mais elevado (116,44 ± 10,06), enquadrando-se estes resultados na categoria de boa coordenação (QM entre 116 e 130), sendo a única modalidade a conseguir esta classificação. Na comparação de género entre as modalidades, o trampolim apresentou valores de QM mais elevados em ambos os sexos. Conclusão: Seguindo a proposta inicial do estudo, foi possível concluir que os elementos praticantes de trampolim apresentaram um valor médio de QM significativamente maior aos valores apresentados para os praticantes de outros tipos de atividade física (AF). As diferenças verificadas relativamente ao valor de QM foram estatisticamente significativas, p=0,001 (p<0,05) com um nível de confiança de 95%. Estes achados refletem assim, um nível de coordenação motora superior para as crianças que praticam esta modalidade
Autores principais:Coelho, Luís Fernando Rios
Assunto:coordenação motora teste KTK crianças
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Introdução: Para o adequado desenvolvimento motor da criança, é fundamental que vivencie diversas experiências no seu quotidiano. Estas diferentes atividades, juntamente com o crescimento e maturação vão permitir uma melhoria das capacidades físicas e da coordenação motora. Assim, importa privilegiar, na infância, atividades físicas que ofereçam diferentes estímulos, quer na sua variedade como na sua complexidade. Neste sentido, a prática de trampolim surge como uma atividade com potencial para melhorar a coordenação motora, tendo em conta o elevado grau de complexidade de estímulos motores e sensoriais que a prática da modalidade oferece. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo efetuar a avaliação da coordenação motora em crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico (CEB), praticantes de trampolim e praticantes de outras atividades físicas. Materiais e Métodos: A amostra foi constituída por 117 crianças (61 raparigas e 56 rapazes) com idades compreendidas entre os 6 e 9 anos. Para a avaliação da coordenação motora (CM) foi utilizado o teste KTK (Körperkoordination Test für Kinder), tendo sido calculado o coeficiente motor (QM) para cada elemento. Foi realizada um análise estatística descritiva. Resultados: Os resultados revelaram que o trampolim foi a modalidade que apresentou um valor médio QM mais elevado (116,44 ± 10,06), enquadrando-se estes resultados na categoria de boa coordenação (QM entre 116 e 130), sendo a única modalidade a conseguir esta classificação. Na comparação de género entre as modalidades, o trampolim apresentou valores de QM mais elevados em ambos os sexos. Conclusão: Seguindo a proposta inicial do estudo, foi possível concluir que os elementos praticantes de trampolim apresentaram um valor médio de QM significativamente maior aos valores apresentados para os praticantes de outros tipos de atividade física (AF). As diferenças verificadas relativamente ao valor de QM foram estatisticamente significativas, p=0,001 (p<0,05) com um nível de confiança de 95%. Estes achados refletem assim, um nível de coordenação motora superior para as crianças que praticam esta modalidade