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Análise da exequibilidade de uma exploração vitícola e florestal localizada no Concelho de Leiria, Denominação de Origem Encostas d’Aire

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Resumo:A requalificação de espaços agrícolas e/ou florestais privados sem gestão é, atualmente, uma prática fundamental, não só pelo retorno financeiro que se pode obter desta ação, mas também pela manutenção de solos férteis, incremento da biodiversidade local, criação de postos de trabalho, aumento da qualidade de vida das populações locais, diminuição do risco de incêndio e também pelo ordenamento da paisagem. Nos processos de requalificação destes terrenos, devem ser consideradas todas as variáveis passíveis de análise, como o histórico da exploração, as condições edafoclimáticas do local, estado fitossanitário das culturas existentes e do solo, proximidade às vias de comunicação, existência de terrenos nas imediações e quais as espécies, custos de reconversão e objetivos pretendidos pelos proprietários. O presente estudo tem como objetivos: i) análise da viabilidade de uma exploração vitícola e florestal privada, sem gestão desde agosto de 2017, inserida na Denominação de Origem Encostas d’Aire, localizada na União das Freguesias de Parceiros e Azoia, Concelho de Leiria; ii) elaboração de quatro planos de recuperação e gestão com objetivos distintos: a) manutenção da floresta atual e reconversão da vinha; b) reconversão total da área para vinha; c) reconversão total da área para floresta, e d) instalação de uma nova floresta e vinha na área existente. Devido à ausência de operações culturais nos últimos anos, efetuou-se um levantamento do estado atual da exploração, nomeadamente no que respeita a espécies florestais, castas vitícolas e restante flora, características do solo e estado fitossanitário da área florestal e vinha. Para além disso, os objetivos e requisitos da responsável da exploração relativamente ao futuro do terreno foram atendidos, os quais contribuíram para o aconselhamento da(s) proposta(s) delineadas. Em função das características da exploração, dos levantamentos realizados e tendo por base os custos estimados para cada proposta, a reconversão total das duas componentes (vinha e floresta) para uma nova floresta (proposta 3) é o cenário mais indicado e economicamente mais viável, com um valor total de instalação de 44.283,5€. Em contrapartida, a reconversão total da exploração para uma vinha é o cenário que se revelou mais excessivo em termos de investimento (+80,5% que a proposta 3). A manutenção da floresta e reconversão da vinha é também um cenário plausível do ponto de vista agronómico e financeiro, apesar de apresentar custos de instalação superiores (+7,1%) aos da proposta mais económica.
Autores principais:Gaião, Carlos Davide Gonçalves
Assunto:Vinha Floresta
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A requalificação de espaços agrícolas e/ou florestais privados sem gestão é, atualmente, uma prática fundamental, não só pelo retorno financeiro que se pode obter desta ação, mas também pela manutenção de solos férteis, incremento da biodiversidade local, criação de postos de trabalho, aumento da qualidade de vida das populações locais, diminuição do risco de incêndio e também pelo ordenamento da paisagem. Nos processos de requalificação destes terrenos, devem ser consideradas todas as variáveis passíveis de análise, como o histórico da exploração, as condições edafoclimáticas do local, estado fitossanitário das culturas existentes e do solo, proximidade às vias de comunicação, existência de terrenos nas imediações e quais as espécies, custos de reconversão e objetivos pretendidos pelos proprietários. O presente estudo tem como objetivos: i) análise da viabilidade de uma exploração vitícola e florestal privada, sem gestão desde agosto de 2017, inserida na Denominação de Origem Encostas d’Aire, localizada na União das Freguesias de Parceiros e Azoia, Concelho de Leiria; ii) elaboração de quatro planos de recuperação e gestão com objetivos distintos: a) manutenção da floresta atual e reconversão da vinha; b) reconversão total da área para vinha; c) reconversão total da área para floresta, e d) instalação de uma nova floresta e vinha na área existente. Devido à ausência de operações culturais nos últimos anos, efetuou-se um levantamento do estado atual da exploração, nomeadamente no que respeita a espécies florestais, castas vitícolas e restante flora, características do solo e estado fitossanitário da área florestal e vinha. Para além disso, os objetivos e requisitos da responsável da exploração relativamente ao futuro do terreno foram atendidos, os quais contribuíram para o aconselhamento da(s) proposta(s) delineadas. Em função das características da exploração, dos levantamentos realizados e tendo por base os custos estimados para cada proposta, a reconversão total das duas componentes (vinha e floresta) para uma nova floresta (proposta 3) é o cenário mais indicado e economicamente mais viável, com um valor total de instalação de 44.283,5€. Em contrapartida, a reconversão total da exploração para uma vinha é o cenário que se revelou mais excessivo em termos de investimento (+80,5% que a proposta 3). A manutenção da floresta e reconversão da vinha é também um cenário plausível do ponto de vista agronómico e financeiro, apesar de apresentar custos de instalação superiores (+7,1%) aos da proposta mais económica.