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Atividade física, aptidão física e comportamento postural em alunos do 5º ao 12º ano de escolaridade da Ilha de Santa Maria

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Resumo:Pretendemos, com a realização deste trabalho, caracterizar e verificar a existência de diferenças significativas na Aptidão Física e no Comportamento Postural relativamente ao sexo, ao ciclo de escolaridade, entre praticantes desportivos e não praticantes e, por último, entre os níveis de Atividade Física evidenciados por 213 alunos (124 rapazes e 89 raparigas), com idades entre os 10 e os 20 anos, da Escola Básica e Secundária de Santa Maria (EBSSM). Foi também nossa intenção verificar qual a relação existente entre os níveis de Aptidão Física por estes evidenciados e as alterações posturais observadas no alinhamento da coluna vertebral e das cinturas escapular e pélvica. A caracterização de Atividade Física foi realizada através da aplicação da forma reduzida do questionário IPAQ. – International Physical Activity Questionnaire, de forma a podermos categorizar, quantificar e qualificar os seus níveis de ocorrência. Através da utilização da Bateria de Testes Fitnessgram, todos os elementos constituintes da amostra foram submetidos à aplicação de testes de diagnóstico das capacidades motoras e de medições antropométricas, de forma a serem avaliados os seus níveis de Aptidão Física relacionada com a saúde. A avaliação do Comportamento Postural foi feita recorrendo à observação direta em simetrógrafo, com registo e análise da respetiva imagem em suporte digital, assim como através da realização do Teste de Adams. Relativamente à Atividade Física pudemos constatar que a nossa amostra se revelou fisicamente ativa, com 73,9% dos sujeitos a serem categorizados com nível alto e moderado de atividade, mas onde cerca de 43,1% pareceu não cumprir as recomendações de realização de, pelo menos, 60 minutos de Atividade Física diária de intensidade moderada a vigorosa. Os níveis de Aptidão Física da amostra situaram-se maioritariamente dentro da ZSAF, à exceção da força média e com a flexibilidade, constatando-se um aumento significativo na força superior (p<0,001), força média (p<0,001), força extensora do tronco (p=0,028) e na aptidão aeróbia (p<0,001), consoante a progressão nos vários ciclos de escolaridade. Os praticantes desportivos apresentaram níveis mais saudáveis de Aptidão Física em todas as variáveis em estudo relativamente aos não praticantes, sendo de forma mais evidente na %MG (p=0,037), IMC (p=0,015) e na força média (p=0,020). Os sujeitos com maiores níveis de Atividade Física apresentam níveis mais saudáveis de aptidão aeróbia (p=0,028), força superior (p=0,015) e força média. O Comportamento Postural dos sujeitos de ambos os sexos apresentou elevadas percentagens de desequilíbrios, com as maiores prevalências no plano frontal a serem observadas na flexão lateral da cabeça (79,1%), na assimetria do nível dos ombros (75,1%), na escoliose cervical (51,6%), na escoliose dorsal (39,9%) e na presença de gibosidade (65,7%), enquanto que no plano sagital foram maioritariamente constatadas na projeção anterior da cabeça (76,1%), na protusão dos ombros (41,3%) e na anteversão pélvica (39,4%), com a hipercifose dorsal a manifestar-se no sexo masculino com uma prevalência marcadamente superior ao sexo feminino (p=0,006). As assimetrias posturais estiveram presentes em todas as idades e fases do processo de desenvolvimento observando-se, conforme a progressão nos ciclos de escolaridade, uma diminuição significativa da prevalência de anteversão pélvica. O grupo de praticantes desportivos revelou uma maior tendência global ao alinhamento relativamente aos não praticantes, observando-se apenas significância estatística na prevalência de hipercifose dorsal nestes últimos (p<0,001). Foi constatada uma relação entre os níveis superiores de Atividade Física e as menores percentagens constatadas na projeção anterior da cabeça no plano sagital (p=0,006). No que concerne à relação entre o Comportamento Postural e Aptidão Física Total o grupo dentro da ZSAF registou uma maior tendência global ao alinhamento, enquanto que na sua comparação com a Aptidão Física Relacionada com a Postura, foi constatada uma maior tendência ao alinhamento no grupo abaixo da ZSAF. Em ambas as comparações apenas se detetaram diferenças estatisticamente significativas na hipercifose dorsal (p=0,039), mais prevalente no grupo abaixo da ZSAF.
Autores principais:Gouveia, João Pedro Simões
Assunto:Atividade Física Aptidão Física
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Pretendemos, com a realização deste trabalho, caracterizar e verificar a existência de diferenças significativas na Aptidão Física e no Comportamento Postural relativamente ao sexo, ao ciclo de escolaridade, entre praticantes desportivos e não praticantes e, por último, entre os níveis de Atividade Física evidenciados por 213 alunos (124 rapazes e 89 raparigas), com idades entre os 10 e os 20 anos, da Escola Básica e Secundária de Santa Maria (EBSSM). Foi também nossa intenção verificar qual a relação existente entre os níveis de Aptidão Física por estes evidenciados e as alterações posturais observadas no alinhamento da coluna vertebral e das cinturas escapular e pélvica. A caracterização de Atividade Física foi realizada através da aplicação da forma reduzida do questionário IPAQ. – International Physical Activity Questionnaire, de forma a podermos categorizar, quantificar e qualificar os seus níveis de ocorrência. Através da utilização da Bateria de Testes Fitnessgram, todos os elementos constituintes da amostra foram submetidos à aplicação de testes de diagnóstico das capacidades motoras e de medições antropométricas, de forma a serem avaliados os seus níveis de Aptidão Física relacionada com a saúde. A avaliação do Comportamento Postural foi feita recorrendo à observação direta em simetrógrafo, com registo e análise da respetiva imagem em suporte digital, assim como através da realização do Teste de Adams. Relativamente à Atividade Física pudemos constatar que a nossa amostra se revelou fisicamente ativa, com 73,9% dos sujeitos a serem categorizados com nível alto e moderado de atividade, mas onde cerca de 43,1% pareceu não cumprir as recomendações de realização de, pelo menos, 60 minutos de Atividade Física diária de intensidade moderada a vigorosa. Os níveis de Aptidão Física da amostra situaram-se maioritariamente dentro da ZSAF, à exceção da força média e com a flexibilidade, constatando-se um aumento significativo na força superior (p<0,001), força média (p<0,001), força extensora do tronco (p=0,028) e na aptidão aeróbia (p<0,001), consoante a progressão nos vários ciclos de escolaridade. Os praticantes desportivos apresentaram níveis mais saudáveis de Aptidão Física em todas as variáveis em estudo relativamente aos não praticantes, sendo de forma mais evidente na %MG (p=0,037), IMC (p=0,015) e na força média (p=0,020). Os sujeitos com maiores níveis de Atividade Física apresentam níveis mais saudáveis de aptidão aeróbia (p=0,028), força superior (p=0,015) e força média. O Comportamento Postural dos sujeitos de ambos os sexos apresentou elevadas percentagens de desequilíbrios, com as maiores prevalências no plano frontal a serem observadas na flexão lateral da cabeça (79,1%), na assimetria do nível dos ombros (75,1%), na escoliose cervical (51,6%), na escoliose dorsal (39,9%) e na presença de gibosidade (65,7%), enquanto que no plano sagital foram maioritariamente constatadas na projeção anterior da cabeça (76,1%), na protusão dos ombros (41,3%) e na anteversão pélvica (39,4%), com a hipercifose dorsal a manifestar-se no sexo masculino com uma prevalência marcadamente superior ao sexo feminino (p=0,006). As assimetrias posturais estiveram presentes em todas as idades e fases do processo de desenvolvimento observando-se, conforme a progressão nos ciclos de escolaridade, uma diminuição significativa da prevalência de anteversão pélvica. O grupo de praticantes desportivos revelou uma maior tendência global ao alinhamento relativamente aos não praticantes, observando-se apenas significância estatística na prevalência de hipercifose dorsal nestes últimos (p<0,001). Foi constatada uma relação entre os níveis superiores de Atividade Física e as menores percentagens constatadas na projeção anterior da cabeça no plano sagital (p=0,006). No que concerne à relação entre o Comportamento Postural e Aptidão Física Total o grupo dentro da ZSAF registou uma maior tendência global ao alinhamento, enquanto que na sua comparação com a Aptidão Física Relacionada com a Postura, foi constatada uma maior tendência ao alinhamento no grupo abaixo da ZSAF. Em ambas as comparações apenas se detetaram diferenças estatisticamente significativas na hipercifose dorsal (p=0,039), mais prevalente no grupo abaixo da ZSAF.