Publicação
Análise do impacto na fertilidade da utilização de diferentes protocolos hormonais no maneio reprodutivo em vacas leiteiras
| Resumo: | Nas últimas décadas tem-se assistido a um declínio das taxas de gestação em explorações de produção leiteira. Uma das causas para esta diminuição é a falha na deteção de cios. Por conseguinte foram criados protocolos de inseminação artificial a tempo fixo (IATF) que permitem a inseminação da vaca sem ser necessária a observação de cio. O trabalho descrito nesta tese surge com a necessidade de uma análise do impacto na fertilidade de modificações aos protocolos descritos na literatura, através de um estudo retrospetivo dos dados relativos aos mesmos. A amostra estudada foi composta por 2622 protocolos aplicados entre 2009 e 2016 a partir de 35 explorações leiteiras da zona de influência da Cooperativa Agrícola de Vila do Conde. Para cada um dos quatro protocolos (OvSynch, G2G, CoSynch+ Implante P4 Modificado, PreSynch Modificado) foram calculadas (1) as taxas de cumprimento do protocolo (TCP) para primíparas, multíparas e total, (2) taxas de gestação (TG) para primíparas, multíparas e total e (3) o efeito do período de stresse térmico sobre a TG total. A TCP total foi de 37,9% (253/668) para o protocolo PreSynch Modificado, de 26,0% (346/1333) no G2G, de 17,3% (29/168) no CoSynch+ Implante P4 Modificado e de 9,9% (45/453) no protocolo OvSynch. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas (p>0,05) relativamente à paridade em nenhum protocolo (G2G: 32,1%; 34/106 primíparas vs 25,4%; 312/1227 multíparas, p=0,134; CoSynch+ Implante P4 Modificado: 26,7%; 4/15 vs 16,3%; 25/153; p=0,262; PreSynch Modificado: 48,1%; 13/27 vs 37,4%; 240/641; p=0,315; OvSynch: 4,8%; 1/21 vs 10,2%; 44/432; p= 0,418). Na TG não existiu diferença significativa entre todos os protocolos (p=0,832) sendo os valores das TG total de 42,2% (19/45) para o OvSynch, de 37,6% (130/346) no G2G; de 35,6% (90/253) no PreSynch Modificado e de 34,5% (10/29) no CoSynch + Implante P4 Modificado. Relativamente à paridade o protocolo PreSynch demonstrou possuir maior diferença (p =0,159) entre as TG das primíparas (53,8%; 7/13) e multíparas (34,6%; 83/240) seguidas dos protocolos OvSynch (100,0%; 1/1 vs 40,9%; 18/44; p=0,234), CoSynch + Implante P4 Modificado (50,0%; 2/4 vs 32,0%; 8/25; p=0,500) e G2G (41,2%; 14/34 vs 37,2%; 116/312;p=0,649). O período de stresse térmico não mostrou influenciar de forma estatisticamente significativa a TG total de nenhum dos protocolos. A TG na época sem stresse térmico relativamente à época de stresse térmico para o PreSynch Modificado foi de 38,6%; 64/166 vs 29,9%; 26/87 (p=0,173), do CoSynch+ Implante P4 Modificado 50,0%; 2/4 vs 32,0%; 8/25 (p=0,499) e do OvSynch 42,9%; 12/28 vs 41,2%; 7/17 (p=0,914). Por outro lado a TG do protocolo G2G foi maior nos meses de stresse térmico (39,4%; 37/94 vs 36,9%; 93/252; p=0,676). |
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| Autores principais: | Rodrigues, Mário Rui Gomes Leitão |
| Assunto: | Protocolos clínicos Fertilidade Inseminação artificial Vaca leiteira OvSynch G2G CoSynch + Implante P4 Modificado PreSynch Modificado |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Nas últimas décadas tem-se assistido a um declínio das taxas de gestação em explorações de produção leiteira. Uma das causas para esta diminuição é a falha na deteção de cios. Por conseguinte foram criados protocolos de inseminação artificial a tempo fixo (IATF) que permitem a inseminação da vaca sem ser necessária a observação de cio. O trabalho descrito nesta tese surge com a necessidade de uma análise do impacto na fertilidade de modificações aos protocolos descritos na literatura, através de um estudo retrospetivo dos dados relativos aos mesmos. A amostra estudada foi composta por 2622 protocolos aplicados entre 2009 e 2016 a partir de 35 explorações leiteiras da zona de influência da Cooperativa Agrícola de Vila do Conde. Para cada um dos quatro protocolos (OvSynch, G2G, CoSynch+ Implante P4 Modificado, PreSynch Modificado) foram calculadas (1) as taxas de cumprimento do protocolo (TCP) para primíparas, multíparas e total, (2) taxas de gestação (TG) para primíparas, multíparas e total e (3) o efeito do período de stresse térmico sobre a TG total. A TCP total foi de 37,9% (253/668) para o protocolo PreSynch Modificado, de 26,0% (346/1333) no G2G, de 17,3% (29/168) no CoSynch+ Implante P4 Modificado e de 9,9% (45/453) no protocolo OvSynch. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas (p>0,05) relativamente à paridade em nenhum protocolo (G2G: 32,1%; 34/106 primíparas vs 25,4%; 312/1227 multíparas, p=0,134; CoSynch+ Implante P4 Modificado: 26,7%; 4/15 vs 16,3%; 25/153; p=0,262; PreSynch Modificado: 48,1%; 13/27 vs 37,4%; 240/641; p=0,315; OvSynch: 4,8%; 1/21 vs 10,2%; 44/432; p= 0,418). Na TG não existiu diferença significativa entre todos os protocolos (p=0,832) sendo os valores das TG total de 42,2% (19/45) para o OvSynch, de 37,6% (130/346) no G2G; de 35,6% (90/253) no PreSynch Modificado e de 34,5% (10/29) no CoSynch + Implante P4 Modificado. Relativamente à paridade o protocolo PreSynch demonstrou possuir maior diferença (p =0,159) entre as TG das primíparas (53,8%; 7/13) e multíparas (34,6%; 83/240) seguidas dos protocolos OvSynch (100,0%; 1/1 vs 40,9%; 18/44; p=0,234), CoSynch + Implante P4 Modificado (50,0%; 2/4 vs 32,0%; 8/25; p=0,500) e G2G (41,2%; 14/34 vs 37,2%; 116/312;p=0,649). O período de stresse térmico não mostrou influenciar de forma estatisticamente significativa a TG total de nenhum dos protocolos. A TG na época sem stresse térmico relativamente à época de stresse térmico para o PreSynch Modificado foi de 38,6%; 64/166 vs 29,9%; 26/87 (p=0,173), do CoSynch+ Implante P4 Modificado 50,0%; 2/4 vs 32,0%; 8/25 (p=0,499) e do OvSynch 42,9%; 12/28 vs 41,2%; 7/17 (p=0,914). Por outro lado a TG do protocolo G2G foi maior nos meses de stresse térmico (39,4%; 37/94 vs 36,9%; 93/252; p=0,676). |
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