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Obesidade em répteis

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A informação disponível sobre a obesidade em répteis em contexto clínico é escassa, mas reveste-se de grande interesse por se tratar de uma doença frequente, que, juntamente com os problemas concomitantes (como a lipidose hepática), é uma causa comum de morbilidade e mortalidade. Esta revisão bibliográfica tem como objetivo compilar o conhecimento sobre esta matéria recorrendo aos diversos ramos da ciência que estudam os répteis, de forma a proporcionar uma visão geral dos fatores que contribuem para o desenvolvimento da obesidade neste grupo de animais. A maior parte da informação descrita refere-se a espécies particulares mas a generalização da mesma e, a sua aplicação a outras espécies semelhantes, é uma ferramenta necessária perante a paucidade de bibliografia sobre esta temática que está disponível para répteis. A obesidade é uma doença multifatorial e o seu desenvolvimento nos répteis depende de fatores como a taxonomia da espécie, o estado fisiológico do animal, a composição da dieta, a frequência das refeições, as variáveis ambientais, o enriquecimento ambiental, as expectativas e interação com o tutor, entre outros. O balanço energético positivo, mantido a longo prazo, leva à acumulação de tecido adiposo e resulta na obesidade. O diagnóstico da obesidade pode ser difícil in vivo por ainda existirem poucas ferramentas que permitam uma avaliação fidedigna da composição corporal das diferentes espécies. Assim, baseia-se sobretudo na avaliação física mas também na história do animal, no acompanhamento do mesmo a longo prazo e nas condições de maneio relatadas pelo tutor. A prevenção é a melhor forma de combater a obesidade. A educação do tutor sobre a fisiologia básica da espécie, as suas necessidades e o maneio adequado é determinante para a manutenção de um balanço energético saudável para o animal. Pode ser difícil para o médico veterinário traçar um plano de perda de peso com a informação atualmente disponível, mas existem algumas ferramentas como as estimativas de necessidades energéticas, as pesagens regulares, a indução da brumação, o enriquecimento ambiental, a calendarização das refeições, entre outras, que com o acompanhamento constante e os ajustes necessários, permitem colocar o animal no caminho para uma perda de peso gradual e saudável.
Autores principais:Marafona, Donato Alexandre Fangueiro
Assunto:Obesidade Répteis
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A informação disponível sobre a obesidade em répteis em contexto clínico é escassa, mas reveste-se de grande interesse por se tratar de uma doença frequente, que, juntamente com os problemas concomitantes (como a lipidose hepática), é uma causa comum de morbilidade e mortalidade. Esta revisão bibliográfica tem como objetivo compilar o conhecimento sobre esta matéria recorrendo aos diversos ramos da ciência que estudam os répteis, de forma a proporcionar uma visão geral dos fatores que contribuem para o desenvolvimento da obesidade neste grupo de animais. A maior parte da informação descrita refere-se a espécies particulares mas a generalização da mesma e, a sua aplicação a outras espécies semelhantes, é uma ferramenta necessária perante a paucidade de bibliografia sobre esta temática que está disponível para répteis. A obesidade é uma doença multifatorial e o seu desenvolvimento nos répteis depende de fatores como a taxonomia da espécie, o estado fisiológico do animal, a composição da dieta, a frequência das refeições, as variáveis ambientais, o enriquecimento ambiental, as expectativas e interação com o tutor, entre outros. O balanço energético positivo, mantido a longo prazo, leva à acumulação de tecido adiposo e resulta na obesidade. O diagnóstico da obesidade pode ser difícil in vivo por ainda existirem poucas ferramentas que permitam uma avaliação fidedigna da composição corporal das diferentes espécies. Assim, baseia-se sobretudo na avaliação física mas também na história do animal, no acompanhamento do mesmo a longo prazo e nas condições de maneio relatadas pelo tutor. A prevenção é a melhor forma de combater a obesidade. A educação do tutor sobre a fisiologia básica da espécie, as suas necessidades e o maneio adequado é determinante para a manutenção de um balanço energético saudável para o animal. Pode ser difícil para o médico veterinário traçar um plano de perda de peso com a informação atualmente disponível, mas existem algumas ferramentas como as estimativas de necessidades energéticas, as pesagens regulares, a indução da brumação, o enriquecimento ambiental, a calendarização das refeições, entre outras, que com o acompanhamento constante e os ajustes necessários, permitem colocar o animal no caminho para uma perda de peso gradual e saudável.