Publicação
Caracterização do infiltrado inflamatório em carcinomas de células escamosas do cão
| Resumo: | Acredita-se que o infiltrado inflamatório desempenha um papel importante, e muitas vezes paradoxal, no comportamento biológico dos tumores. A interação entre o microambiente tumoral e a resposta imunológica ao tumor poderá constituir um importante indicador de prognóstico. O carcinoma de células escamosas (CCE) é uma neoplasia maligna das células epiteliais com origem nos queratinócitos, sendo frequentemente diagnosticada em humanos e animais. Em canídeos é a segunda neoplasia mais comum que acomete a pele e a cavidade oral. Os estudos acerca do infiltrado inflamatório associado ao tumor são escassos, pelo que o objetivo deste trabalho é determinar se existe associação entre o infiltrado inflamatório e as características histopatológicas associadas à agressividade biológica dos tumores em CCEs orais e cutâneos do cão. Foi avaliada a infiltração por linfócitos T e macrófagos através de métodos imunohistoquímicos e a infiltração por eosinófilos através do método de coloração vermelho do Congo, de 49 tumores de cães classificados histologicamente como carcinoma de células escamosas, sendo que 22 são cutâneos e 27 orais. Foi ainda estabelecida a relação dos diferentes infiltrados inflamatórios em estudo com a localização anatómica do tumor. As variáveis clínicas e histopatológicas, também foram avaliadas. Todas as associações estatísticas com valores de p<0,05 foram assumidas como estatisticamente significativas. Verificou-se uma associação estatisticamente significativa entre o grau histológico dos tumores e o infiltrado inflamatório por macrófagos e eosinófilos p=0,018 e p<0,0001 , respetivamente). O mesmo não se verificou no infiltrado inflamatório por linfócitos T, onde se obteve um p=0,388. Relativamente à associação entre os diferentes infiltrados inflamatórios em estudo com a localização anatómica do tumor verificou-se que não existem diferenças estatisticamente significativas. Através dos resultados obtidos e com base na pesquisa bibliográfica realizada, o nosso estudo revelou que os macrófagos e os eosinófilos estão correlacionados com o grau histológico de malignidade no CCE cutâneo e oral em canídeos, podendo ser potencialmente usados como fatores de prognóstico deste ou de outros tipo de cancros. |
|---|---|
| Autores principais: | Vieira, Ana Teresa Lima |
| Assunto: | Carcinoma de células escamosas Cão |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Acredita-se que o infiltrado inflamatório desempenha um papel importante, e muitas vezes paradoxal, no comportamento biológico dos tumores. A interação entre o microambiente tumoral e a resposta imunológica ao tumor poderá constituir um importante indicador de prognóstico. O carcinoma de células escamosas (CCE) é uma neoplasia maligna das células epiteliais com origem nos queratinócitos, sendo frequentemente diagnosticada em humanos e animais. Em canídeos é a segunda neoplasia mais comum que acomete a pele e a cavidade oral. Os estudos acerca do infiltrado inflamatório associado ao tumor são escassos, pelo que o objetivo deste trabalho é determinar se existe associação entre o infiltrado inflamatório e as características histopatológicas associadas à agressividade biológica dos tumores em CCEs orais e cutâneos do cão. Foi avaliada a infiltração por linfócitos T e macrófagos através de métodos imunohistoquímicos e a infiltração por eosinófilos através do método de coloração vermelho do Congo, de 49 tumores de cães classificados histologicamente como carcinoma de células escamosas, sendo que 22 são cutâneos e 27 orais. Foi ainda estabelecida a relação dos diferentes infiltrados inflamatórios em estudo com a localização anatómica do tumor. As variáveis clínicas e histopatológicas, também foram avaliadas. Todas as associações estatísticas com valores de p<0,05 foram assumidas como estatisticamente significativas. Verificou-se uma associação estatisticamente significativa entre o grau histológico dos tumores e o infiltrado inflamatório por macrófagos e eosinófilos p=0,018 e p<0,0001 , respetivamente). O mesmo não se verificou no infiltrado inflamatório por linfócitos T, onde se obteve um p=0,388. Relativamente à associação entre os diferentes infiltrados inflamatórios em estudo com a localização anatómica do tumor verificou-se que não existem diferenças estatisticamente significativas. Através dos resultados obtidos e com base na pesquisa bibliográfica realizada, o nosso estudo revelou que os macrófagos e os eosinófilos estão correlacionados com o grau histológico de malignidade no CCE cutâneo e oral em canídeos, podendo ser potencialmente usados como fatores de prognóstico deste ou de outros tipo de cancros. |
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