Publicação
Divórcio, vinculação aos pais e irmãos: desenvolvimento do processo resiliente e bem-estar psicológico
| Resumo: | À luz da teoria da vinculação, o desenvolvimento humano torna-se consideravelmente saudável diante de vínculos seguros estabelecidos com as figuras primordiais de afeto, geralmente, representadas pelos pais. Tanto a figura materna como a paterna dão o seu contributo para a construção de sujeitos com uma segurança e confiança envolvente tão forte que os faz enfrentar e superar as adversidades com que a vida lhes presenteia. Demonstrando a sua capacidade de resiliência, a sua resistência, força e atitude perante a vida. A perceção dos filhos das figuras parentais enquanto bases seguras demonstra-se um contributo para o desenvolvimento desse processo resiliente, recriando sentimentos de segurança, autoestima e autoconfiança, que se refletem no bem-estar psicológico dos adolescentes. Mas, além da pertinência da relação entre pais e filhos, também uma ligação fraterna significativa se torna promotora de adolescentes mais bem-sucedidos tanto pessoal como socialmente e impulsionadora de indivíduos resilientes. Neste sentido, o objetivo do estudo é observar a importância da vinculação desenvolvida com as figuras parentais e a qualidade da ligação aos irmãos no desenvolvimento do processo resiliente e bem-estar de jovens adolescentes diante de acontecimentos de vida significativos, como é considerada a crise familiar vivenciada no processo de divórcio. A amostra é composta por 467 adolescentes entre os 12 e 19 anos provenientes de ambas as configurações familiares. Os dados foram recolhidos através de um questionário sociodemográfico, o Questionário de Vinculação ao Pai e à Mãe, o Sibling Relationship Questionnaire, a Resilience Scale e a Échelle de Mesure des Manifestations du Bien-Être Psychologique. Os resultados, discutidos à luz da teoria da vinculação, evidenciaram a preeminência dos vínculos, desenvolvimento de bases seguras entre pais e filhos, mais do que a própria configuração familiar, para a qualidade das relações fraternas. E ainda a contribuição das ligações construídas no seio familiar (tanto com os pais como com os irmãos) no desenvolvimento de competências em torno da resiliência e na promoção do bem-estar dos adolescentes. |
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| Autores principais: | Freitas, Cátia Marisa da Silva |
| Assunto: | Divórcio Comportamento de vinculação Bem-estar psicológico |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | À luz da teoria da vinculação, o desenvolvimento humano torna-se consideravelmente saudável diante de vínculos seguros estabelecidos com as figuras primordiais de afeto, geralmente, representadas pelos pais. Tanto a figura materna como a paterna dão o seu contributo para a construção de sujeitos com uma segurança e confiança envolvente tão forte que os faz enfrentar e superar as adversidades com que a vida lhes presenteia. Demonstrando a sua capacidade de resiliência, a sua resistência, força e atitude perante a vida. A perceção dos filhos das figuras parentais enquanto bases seguras demonstra-se um contributo para o desenvolvimento desse processo resiliente, recriando sentimentos de segurança, autoestima e autoconfiança, que se refletem no bem-estar psicológico dos adolescentes. Mas, além da pertinência da relação entre pais e filhos, também uma ligação fraterna significativa se torna promotora de adolescentes mais bem-sucedidos tanto pessoal como socialmente e impulsionadora de indivíduos resilientes. Neste sentido, o objetivo do estudo é observar a importância da vinculação desenvolvida com as figuras parentais e a qualidade da ligação aos irmãos no desenvolvimento do processo resiliente e bem-estar de jovens adolescentes diante de acontecimentos de vida significativos, como é considerada a crise familiar vivenciada no processo de divórcio. A amostra é composta por 467 adolescentes entre os 12 e 19 anos provenientes de ambas as configurações familiares. Os dados foram recolhidos através de um questionário sociodemográfico, o Questionário de Vinculação ao Pai e à Mãe, o Sibling Relationship Questionnaire, a Resilience Scale e a Échelle de Mesure des Manifestations du Bien-Être Psychologique. Os resultados, discutidos à luz da teoria da vinculação, evidenciaram a preeminência dos vínculos, desenvolvimento de bases seguras entre pais e filhos, mais do que a própria configuração familiar, para a qualidade das relações fraternas. E ainda a contribuição das ligações construídas no seio familiar (tanto com os pais como com os irmãos) no desenvolvimento de competências em torno da resiliência e na promoção do bem-estar dos adolescentes. |
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