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Estarão os portugueses conscientes do futuro na Europa? – Uma perspetiva sobre zoonoses transmitidas por vetores e a sua emergência causada pelas alterações climáticas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As alterações climáticas têm um impacto muito grande na Saúde Pública e a cada ano que passa sente-se cada vez mais as consequências destas mudanças com o aumento da temperatura do ar: por exemplo, através da ocorrência de eventos meteorológicos extremos e através da expansão geográfica de vetores a novas áreas, aumentando o risco de transmissão de zoonoses. Este estudo visa entender a extensão do conhecimento e opinião dos portugueses acerca da temática das zoonoses transmitidas por vetores e a sua associação às alterações climáticas, de forma a entender de que forma os médicos veterinários podem intervir de forma a mitigar a desinformação e auxiliar na implementação de medidas preventivas contra estes vetores. Como tal, realizou-se um estudo transversal descritivo através da aplicação de um questionário a 147 indivíduos. Os resultados demonstraram que, em média, 80% dos inquiridos demonstravam ter conhecimento acerca de zoonoses e que as zoonoses transmitidas por vetores menos reconhecidas pela amostra eram o vírus Chikungunya e o Vírus do Nilo Ocidental. Da população em estudo, cerca de 93%, infere que sente que a cada ano que passa, as temperaturas nos meses mais quentes são cada vez mais elevadas, com mais de metade dos inquiridos a referir que sentiram um aumento da prevalência de vetores no país nos meses mais quentes, nestes últimos anos. Os resultados mostram ainda que a grande maioria dos participantes, cerca de 93% consideravam que os médicos veterinários não forneciam informações suficientes acerca de zoonoses transmitidas por vetores. Este estudo demonstrou que a população em estudo não se encontra preparada para a realidade que se faz sentir cada vez mais na Europa e em Portugal, uma vez que apenas 42% dos inquiridos recorriam a medidas de prevenção para vetores, como o uso de repelentes. Estes resultados sugerem ser necessária uma abordagem “One Health”, em que os médicos veterinários possam transmitir informações essenciais acerca destas zoonoses transmitidas por vetores e se combata a iliteracia em saúde.
Autores principais:Pontes, Daniel Filipe Silva Neves
Assunto:Zoonoses Vetores Alterações Climáticas
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:As alterações climáticas têm um impacto muito grande na Saúde Pública e a cada ano que passa sente-se cada vez mais as consequências destas mudanças com o aumento da temperatura do ar: por exemplo, através da ocorrência de eventos meteorológicos extremos e através da expansão geográfica de vetores a novas áreas, aumentando o risco de transmissão de zoonoses. Este estudo visa entender a extensão do conhecimento e opinião dos portugueses acerca da temática das zoonoses transmitidas por vetores e a sua associação às alterações climáticas, de forma a entender de que forma os médicos veterinários podem intervir de forma a mitigar a desinformação e auxiliar na implementação de medidas preventivas contra estes vetores. Como tal, realizou-se um estudo transversal descritivo através da aplicação de um questionário a 147 indivíduos. Os resultados demonstraram que, em média, 80% dos inquiridos demonstravam ter conhecimento acerca de zoonoses e que as zoonoses transmitidas por vetores menos reconhecidas pela amostra eram o vírus Chikungunya e o Vírus do Nilo Ocidental. Da população em estudo, cerca de 93%, infere que sente que a cada ano que passa, as temperaturas nos meses mais quentes são cada vez mais elevadas, com mais de metade dos inquiridos a referir que sentiram um aumento da prevalência de vetores no país nos meses mais quentes, nestes últimos anos. Os resultados mostram ainda que a grande maioria dos participantes, cerca de 93% consideravam que os médicos veterinários não forneciam informações suficientes acerca de zoonoses transmitidas por vetores. Este estudo demonstrou que a população em estudo não se encontra preparada para a realidade que se faz sentir cada vez mais na Europa e em Portugal, uma vez que apenas 42% dos inquiridos recorriam a medidas de prevenção para vetores, como o uso de repelentes. Estes resultados sugerem ser necessária uma abordagem “One Health”, em que os médicos veterinários possam transmitir informações essenciais acerca destas zoonoses transmitidas por vetores e se combata a iliteracia em saúde.