Publicação
Efeito de um programa de treino combinado, na aptidão física e funcional, postura e equilíbrio de idosos praticantes de hidroginástica
| Resumo: | A autonomia para o idoso realizar diversas actividades do seu dia-a-dia é determinada, em grande medida, pela sua capacidade de desenvolver força muscular, estando esta, directamente associada com a sua funcionalidade e qualidade de vida. Este estudo teve como objectivo avaliar os efeitos de um programa de treino combinado, desenvolvido, durante 10 semanas, 3 vezes por semana - em idosos de ambos os sexos praticantes de hidroginástica - sobre a aptidão física e funcional (AFF), postura e equilíbrio. A amostra foi constituída por 16 idosos aparentemente saudáveis e activos, dos quais 8 (média 62,9 + 2.23) eram do grupo de treino de força e flexibilidade (GTF2) e os restantes 8 (média 64,38 + 2,67), pertenciam ao grupo controlo (GC). Foi efectuada uma avaliação clínica multifuncional para determinar o IMC e a protusão da cabeça. Com o propósito de avaliar o desempenho do equilíbrio funcional aplicámos a Escala de Equilíbrio de Berg (1992) e recorremos à bateria de testes de Riklli & Jones (2001), para avaliar os parâmetros da AFF: força e flexibilidade dos membros superiores e inferiores, equilíbrio dinâmico/agilidade e capacidade aeróbia. A análise da aderência à normalidade foi verificada através do teste de Kolmogorov-Smirnov com a correcção de Lilliefors; para comparação das médias utilizámos o teste de t para amostras independentes e para averiguar as diferenças entre os dois grupos de estudo, nos dois momentos de avaliação, aplicamos o teste t para amostras emparelhadas. O nível de significância foi estabelecido em 5% (p ≤ 0,05). Os resultados evidenciam uma diferença significativa na interacção Pós-treino GTF2 versus GC em relação à Protusão da Cabeça, Escala de Equilíbrio de Berg, e em alguns testes da Aptidão Física e Funcional (força muscular dos membros superiores e inferiores, flexibilidade do membro superior e equilíbrio dinâmico). Concluímos que o treino combinado de força e flexibilidade é eficiente para melhorar a AFF, sendo o equilíbrio dinâmico e a força muscular as variáveis que apresentaram resultados mais significativos. Deste modo, julgamos fundamental o desenvolvimento de hábitos regulares de prática de exercício físico como meio de promoção da capacidade funcional, qualidade de vida e autonomia do idoso. |
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| Autores principais: | Sampaio, Tiago Miguel Gonçalves |
| Assunto: | Idoso Força Equilíbrio Flexibilidade Hidroginástica |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A autonomia para o idoso realizar diversas actividades do seu dia-a-dia é determinada, em grande medida, pela sua capacidade de desenvolver força muscular, estando esta, directamente associada com a sua funcionalidade e qualidade de vida. Este estudo teve como objectivo avaliar os efeitos de um programa de treino combinado, desenvolvido, durante 10 semanas, 3 vezes por semana - em idosos de ambos os sexos praticantes de hidroginástica - sobre a aptidão física e funcional (AFF), postura e equilíbrio. A amostra foi constituída por 16 idosos aparentemente saudáveis e activos, dos quais 8 (média 62,9 + 2.23) eram do grupo de treino de força e flexibilidade (GTF2) e os restantes 8 (média 64,38 + 2,67), pertenciam ao grupo controlo (GC). Foi efectuada uma avaliação clínica multifuncional para determinar o IMC e a protusão da cabeça. Com o propósito de avaliar o desempenho do equilíbrio funcional aplicámos a Escala de Equilíbrio de Berg (1992) e recorremos à bateria de testes de Riklli & Jones (2001), para avaliar os parâmetros da AFF: força e flexibilidade dos membros superiores e inferiores, equilíbrio dinâmico/agilidade e capacidade aeróbia. A análise da aderência à normalidade foi verificada através do teste de Kolmogorov-Smirnov com a correcção de Lilliefors; para comparação das médias utilizámos o teste de t para amostras independentes e para averiguar as diferenças entre os dois grupos de estudo, nos dois momentos de avaliação, aplicamos o teste t para amostras emparelhadas. O nível de significância foi estabelecido em 5% (p ≤ 0,05). Os resultados evidenciam uma diferença significativa na interacção Pós-treino GTF2 versus GC em relação à Protusão da Cabeça, Escala de Equilíbrio de Berg, e em alguns testes da Aptidão Física e Funcional (força muscular dos membros superiores e inferiores, flexibilidade do membro superior e equilíbrio dinâmico). Concluímos que o treino combinado de força e flexibilidade é eficiente para melhorar a AFF, sendo o equilíbrio dinâmico e a força muscular as variáveis que apresentaram resultados mais significativos. Deste modo, julgamos fundamental o desenvolvimento de hábitos regulares de prática de exercício físico como meio de promoção da capacidade funcional, qualidade de vida e autonomia do idoso. |
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