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Representações da morte e do processo de morrer em estudantes universitários de psicologia e enfermagem

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Ao longo da história da humanidade, apesar da morte integrar o ciclo natural da vida e do desenvolvimento humano, é um fenómeno que fomenta o imaginário dos indivíduos. Além do conceito biológico, o modo de percecionar a morte e o morrer é determinado pelas crenças e valores individuais, sociais, culturais e espirituais que são resultado das relações estabelecidas com a sociedade. Os estudantes de enfermagem e psicologia, dado o desenvolvimento dos serviços de saúde onde a morte ocorre, terão de se preparar para, no exercício da prática futura, intervir e acompanhar indivíduos na morte e no processo de morrer. No entanto, a abordagem educacional relacionada com estas questões ainda é limitada na qualificação académica de ambas as formações. Assim, o presente estudo tem como objetivo perceber as representações da morte e do processo de morrer em estudantes universitários de psicologia e enfermagem, no sentido de entender como pensam, sentem e se organizam perante a finitude humana. Participaram 18 estudantes universitários das licenciaturas em enfermagem e psicologia, com idades compreendidas entre os 20 e 26 anos. Para a recolha de dados, estes foram divididos em dois focus group de acordo com as áreas científicas, aos quais foi aplicado um guião de focus group. Os resultados indicam que, dada a escassez de conteúdos programáticos relacionados com a morte durante a formação académica, que lhes daria competências para lidarem com a morte a nível pessoal e profissional, os estudantes manifestam um sentimento de desconforto perante a temática e falta de preparação para lidar com a mesma. Concluiu-se que é relevante a implementação destes conteúdos nos planos curriculares para o desenvolvimento de competências técnicas e emocionais dos estudantes que permitam aprimorar a sua intervenção na morte e no morrer
Autores principais:Nobre, Sara Cristina Azevedo
Assunto:morte processo de morrer
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Ao longo da história da humanidade, apesar da morte integrar o ciclo natural da vida e do desenvolvimento humano, é um fenómeno que fomenta o imaginário dos indivíduos. Além do conceito biológico, o modo de percecionar a morte e o morrer é determinado pelas crenças e valores individuais, sociais, culturais e espirituais que são resultado das relações estabelecidas com a sociedade. Os estudantes de enfermagem e psicologia, dado o desenvolvimento dos serviços de saúde onde a morte ocorre, terão de se preparar para, no exercício da prática futura, intervir e acompanhar indivíduos na morte e no processo de morrer. No entanto, a abordagem educacional relacionada com estas questões ainda é limitada na qualificação académica de ambas as formações. Assim, o presente estudo tem como objetivo perceber as representações da morte e do processo de morrer em estudantes universitários de psicologia e enfermagem, no sentido de entender como pensam, sentem e se organizam perante a finitude humana. Participaram 18 estudantes universitários das licenciaturas em enfermagem e psicologia, com idades compreendidas entre os 20 e 26 anos. Para a recolha de dados, estes foram divididos em dois focus group de acordo com as áreas científicas, aos quais foi aplicado um guião de focus group. Os resultados indicam que, dada a escassez de conteúdos programáticos relacionados com a morte durante a formação académica, que lhes daria competências para lidarem com a morte a nível pessoal e profissional, os estudantes manifestam um sentimento de desconforto perante a temática e falta de preparação para lidar com a mesma. Concluiu-se que é relevante a implementação destes conteúdos nos planos curriculares para o desenvolvimento de competências técnicas e emocionais dos estudantes que permitam aprimorar a sua intervenção na morte e no morrer